Supergirl (2026)

 


Um dos principais trunfos do filme da Supergirl de 1984 era a icónica bruxa Selene, interpretada com mestria por Faye Dunaway. Nesta nova versão do mythos de Kara Zor-El, o vilão é talvez o aspecto menos interessante, no meio dos elementos e visuais fortemente inspirados em "Guardiões da Galáxia", misturados com personagens descartadas de "Mad Max: Fury Road" como inimigos. Mas, deixando de lado as semelhanças visuais, os principais inimigos do filme são os incels* da internet, o argumento previsível e tedioso e a realização mediana de Craig Gillespie. Ele esforça-se, mas não consegue imitar (bem) James Gunn. As escolhas musicais são divertidas, mas não têm a mesma ressonância emocional da trilogia dos Guardiões da Galáxia ou do anterior Superman (2025).

As cenas com o Super-Homem estão entre as melhores, mostrando-o como um primo mais velho entusiasmado que acolhe de braços abertos a sua prima mais nova, traumatizada e com medo de se abrir. Não é culpa do produto final, mas a decisão de marketing de revelar quase tudo nos trailers foi infeliz, para dizer o mínimo.

Ainda assim, cumpre a função de um bom par de horas de diversão. Quem sabe se tivessem tentado ficar mais perto do arco "Woman of Tomorrow" em que se baseia...

* Os habituais patetas misóginos que fazem dinheiro online a espalhar ódio para colher cliques

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