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Quem diria que Han Solo antes de conhecer a Princesa Leia dirigia um bordel, traficava crianças para lutas de gladiadores e era secretamente um Jedi sobrevivente da Ordem 66? Estava a brincar, mas imagino que seja algo do género desejado pelos Velhos do Restelo. Ver a macacada a exigir mudanças radicais em capítulos da mesma saga faz-me recordar aqueles filhos de meretrizes que fazem as caixas de dvds ou capas de livros com lombadas diferentes e que depois ficam ali mal na prateleira. Nada contra mudanças, mas na altura certa, se faz favor. O Han Solo era um contrabandista com coração de ouro em Star Wars Ep. 4, isto é só sobre o que ele andou fazendo uns anos antes, não é o raio do Padrinho. A Mother of Dragons está no filme mas isto também não é Game Of Thrones. Era ingénuo esperar algo arriscado com um personagem tão famoso, a apenas um década da versão que o celebrizou e que mudou logo no filme de estreia.
A partir do momento que foi anunciado o veterano Ron Howard como substituto da dupla de jovens criativos da moda, 90% das críticas ao filme escreveram-se sozinhas, "seguro", "académico", blah, blah, wiskas saquetas, blah....Bem, e depois da fita vista, "Solo" cumpre o template?

O segundo dos filmes "stand alone" de Star Wars, excluindo os filmes de TV Ewoks. No geral, as cenas de ação foram excitantes, mas foi só isso. O primeiro Star Wars superou as suas falhas com uma montagem perfeita. A edição de todos os elementos foi fundamental. Mas, em "Solo", pelo menos no primeiro vizionamento, a maior parte era muito desleixada. Eu disse já muitas vezes que comecei a odiar a acção "borrada", e existem alguns desses momentos mais confusos, mas eu acho que o ponto mais fraco do filme foi o modo como todos os elementos e sequências não fluem sem esforço. Eu sei que tenho a tendência de ignorar alguns pedaços que, em uma segunda visualização, ajudam a juntar tudo (e, pelo menos, minha projeção - em antigo 2D - era muito escura e com pouco contraste). Menos "acenos e piscadelas de olho" do que o esperado - pelo menos para mim, um fã não-tão-hardcore - e obrigado por isso. Ou talvez eles tenham passado por cima da minha cabeça ... Sobre os atores, "Chewie" foi perfeito, "Han" estava bem, eu não senti nada da imitação forçada que algumas pessoas estavam falando, provavelmente sem assistir ao filme. Essencialmente, "Solo" é apenas um conto de como Han, Chewie e o Millennium Falcon se tornaram amigos, mais um filme de assalto do que uma ópera espacial, e eu estou bem com isso, não há necessidade de que toda história seja uma saga de 6 filmes ("Star Wars: Porteiro da Estrela da Morte - Episódio 1") Surpreendentemente, a conexão com the bigger picture - a rebelião - não foi embaraçosa ... Além disso, "L3" faria um belo duo com "Chopper"! Talvez se Ron Howard tivesse tido mais tempo para colocar tudo junto, estaríamos a olhar para um produto mais polido. Ou talvez não, eu vi apenas 2 ou 3 dos seus filmes (pelo menos 6, afinal...). E falando em tarefeiros "seguros", mais valia terem passado ao Chris Colombus...
Resumindo, é um filme agradável, bom para uma tarde de fim de semana em frente à TV.
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Oh valha-me a Nossa Senhora da Nostalgia! Há algures na Net, procurem se quiserem, um vídeo da produção desta visionária re-imaginação de um clássico cartoon dos anos 80: Thundercats. Lá um gajo garante que adorava o original e com muita paixão, humor e humor criou isto:

Porra, provavelmente o desenho animado original não era tão bom como na época eu achava, o remake de 2011 era soberbo mas teve um final prematuro. Fico a esperar pelo próximo remake, em estilo Teletubbies. Porra, então é assim que se sentem aqueles velhos que reclamam de tudo
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Não era  minha versão favorita da Lois Lane, mas era um ícone da cultura-pop. Faleceu com 69 anos.

Notícia:  https://g1.globo.com/pop-arte/cinema/noticia/margot-kidder-a-lois-lane-de-superman-morre-aos-69-anos-diz-site.ghtml
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"O 5º Elemento" (ou "O Quinto Elemento". "Le Cinquiéme Element", "The Fifth Element"), filme francês mas falado em inglês e com estrelas internacionais estreou no país natal a 7 Maio de 1997 e em Portugal a 29 de Agosto de 1997. O Trailer:
Este filme de ficção cientifica de finais dos anos 90 é dos meus favoritos do género. Realizado por Luc Besson, é um assumido pastiche de inúmeras obras (que Besson começou a construir em 1975, quando ainda era adolescente) mas com um cunho visual próprio, marcado muito pelos estilos de Jean Giraud (Moebius) e Jean Claude Mezieres (um dos criadores de "Valerian", adaptado ao cinema em 2017 por Luc Besson) e o guarda roupa de famoso estilista de alta-costura Jean Paul Gaultier.
Creio que foi uns meses antes de ir ao cinema assistir a "O 5º Elemento" vi numa cassete VHS que comprei numa feira de velharias o primeiro sucesso de Besson, "Vertigem Azul" (1988) antes dos mais conhecidos "Nikita - Dura de Matar" (1990) e "Leon: O Profissional" (1994).
O século XXIII, onde a maioria do filme decorre, é tecnológico e sujo, mas apesar de toda a poluição abunda a cor e diversidade, e o argumento não tem medo de recorrer ao humor. A sinopse é simples, no futuro surge no espaço um antigo Mal percorre o sistema solar rumo ao planeta Terra. Os Mondoshawans, os bizarros guardiões dos cinco elementos essenciais para derrotar essa monstruosidade são atacados pelos guerreiros Mangalores e mais tarde a única sobrevivente é reconstruída por cientistas terráqueos.
Desorientada, a poderosa Leeloo (Milla Jovovich, "Regresso à Lagoa Azul") foge das instalações em Nova Iorque onde renasceu e envergando pouco mais que umas ligaduras brancas salta de um arranha-céus para o táxi aéreo de Korben Dallas (Bruce Willis, "Assalto ao Arranha Céus", "Modelo e Detective"). 
Depois da confusão inicial Korben conduz LeeLoo a Cornelius (Ian Holm, "Alien, O Oitavo Passageiro") o padre que é o contacto dos Mondoshawans na Terra.
Leeloo revela que ela é o quinto elemento e que as pedras contendo os outros elementos estão a bordo de um luxuoso cruzeiro espacial. Korben é instruído pelo seu antigo superior militar para viajar disfarçado e recuperar as pedras. 
Claro que o plano não corre bem e vai ser uma corrida contra o tempo e as forças do pérfido (e divertido) Jean-Baptiste Emanuel Zorg (Gary Oldman, "Dracula", "Perdidos no Espaço") e dos Mangalores, para impedir que o Mal triunfe. 
Outra das referências - ou coincidências - é que tal como no desenho animado "Capitão Planeta" (1990-96) aos quatro elementos tradicionais junta-se outro, no Capitão Planeta o "Coração" e no "Quinto Elemento" o "Amor".
Durante um segundo ainda esperei ver sair da união dos cinco elementos o próprio Capitão Planeta....
E claro, o Jar-Jar Binks do filme, o irritante animador Ruby Rhod (um ainda desconhecido Chris Tucker). Pronto, ao principio estranha-se, mas depois entranha-se. Salvo seja.
Resumindo, um fita bem divertida, muito imaginativa, com cenários e designs invulgares, excitantes cenas de acção, actores super-carismáticos e à vontade com toda a loucura futurista, uma bela banda sonora a cargo de Eric Serra (colaborador habitual de Besson).
E aquela cena da ópera-espacial-alienígena, magnifica! Daqueles filmes que revejo sempre que passa na TV.

 Texto original publicado no blog "Enciclopédia de Cromos": "O 5º Elemento (1997)".

 


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O blog "CINE31"cumpre hoje o seu 13º Aniversário! Quer dizer que basicamente, o blog agora é um adolescente na puberdade com a mania que é adulto. Uh-oh...

Quero acreditar que desde o primeiro post no dia 7 de Maio de 2005, a escrita neste estaminé melhorou um bocadinho, mais que não seja a partir da entrada dos sócios na segunda década do século XXI...
Obrigado a todos pelas visitas e comentários! Apareçam no Grupo e Página do Facebook!

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