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Pois é criançada, existem franquias de super-heróis além da Marvel e DC para explorar. Li a BD há uns tempos, lê-se bem mas como tudo muita coisa do Mark Millar a concretização do ultimo acto deixa a desejar, e o conceito não é propriamente original. Sei que há muitas referências, homenagens e etc, mas por esta altura a versão alternativa da Liga da Justiça já se tornou um cliché...

A comparação com a série "The Boys" - também nascida de uma BD violenta - é inevitável, e "Jupiter's Legacy" fica a perder, na falta de personagens carismáticos, no tom, ritmo e actuações inconsistentes, e sinceramente pouca química entre os actores. E pegando ainda em "The Boys", o nosso ponto de introdução a esse universo paralelo onde os super-heróis são reais e parte da sociedade, foi através dos olhos de um humano comum; em "Jupiter's Legacy" na BD a acção desenrola-se mais rápido e uma das figuras a tentar ilustrar o contraste e semelhanças dessa sociedade com a nossa é a Super-Paris Hilton genérica em desgraça, com daddy-issues e vicio em drogas. Super fácil de identificar com os telespectadores...funcionou melhor na BD. E sinceramente, a miúda tem o carisma de um bloco de cimento. O elemento diferenciador de  "Jupiter's Legacy" é o mistério do "como e porquê" os elementos da Liga Justiça Genérica conseguirem os poderes quase 100 anos atrás. O "como" fica esclarecido no final da temporada, o "porquê" deve estar nos volumes seguintes que não li ainda ou numa eventual segunda temporada...

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 7 de Maio de 2005. O Blog já tem a idade legal para trabalhar.



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A eternamente adiada nova versão de "Mortal Kombat" para os cinema finalmente chegou. O meu conhecimento da saga resume-se aos três primeiros jogos na Mega Drive e Masters System (que nunca ganhei) e aos dois primeiros filmes, "Mortal Kombat" (1995) e "Mortal Kombat: Annihilation"(1997). Ah, e alguns episódios da série de TV...

O filme estabelece uma rivalidade e conflito entre Sub-Zero e Scorpion, e depois ignora-o olimpicamente durante a maioria do filme. Alguma das "Fatalities" - os sangrentos golpes finais - são espectaculares, sim; MAS parecem coladas sobre um filme PG-13, com lutas pouco cuidadas e sem impacto. 

Em suma: mal editado, uma produção medíocre durante a maior parte da metragem... Só os momentos sangrentos e um pouco de actuação exagerada (gostava de ver um filme só com o Kano) dão um pouco de vida a um produto geral sem graça, como um espectáculo de stand up em que você já conhecia todas as piadas e o artista falha em quase todas... 

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Depois da invasão da casa do protagonista e quando toda a gente, do filho ao vizinho do lado comentam na fantasia de poder "se fosse eu tinha rebentado os ladrões de modo extremamente sádico porque acho que a segunda emenda da Constituição que nunca li me dá o direito divino de fazer isso" pensei, ena, um filme americano contemporâneo que vai criticar um pouco essa atitude homicida da sociedade norte-americana e a sua relação fanática/religiosa com as armas de fogo e.. não. Rebola-se e delicia-se nisso como o meu cão fazia na praia em cima daquela espuma mal-cheirosa que dava à costa. Enfim, fui buscar o metafórico balde de pipocas e gozei a viagem de violência estilizada deste cruzamento de "Sozinho Em Casa" e "John Wick". Gostoso espectáculo de violência, que não cansa e não demora mais do que devia. Sou ateu mas dou graças a Deus e a John Wick pela ausência de câmara tremida e edição esquizofrénica. E o sentido de humor negro compensa a trope já gasta do "pareço um gajo de meia idade normal mas sou na realidade uma ex-super máquina de matar".

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Teaser Trailer e primeiro Poster para "Shang-Chi and the Legend of the Ten Rings", o filme de Shang-Chi que os portugueses e brasileiros conheciam por "Mestre do Kung-Fu" nas bandas desenhadas. Foi criado nos EUA nos anos 70, década em que a febre das artes marciais - principalmente Kung Fu - estava ao rubro.



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 https://d2skuhm0vrry40.cloudfront.net/2021/articles/2021-03-29-15-11/ExpuPsxVEAEaa_D.jpeg/EG11/resize/690x-1/quality/75/format/jpg

O sonho húmido de muitos fãs de Star Wars está um passo mais perto de se tornar realidade. Depois de muita especulação, foi revelado o elenco da série "Obi-Wan Kenobi" que como o nome indica vai ser centrada no mestre Jedi "Obi-Wan Kenobi" (Ewan McGregor), mais particularmente nos anos entre o massacre da "Ordem 66" e a sua morte no Episódio IV às mãos do seu antigo pupilo Darth Vader. Aliás, o actor de Vader nas prequelas - Hayden Christensen - também regressa. Para flashbacks ou caça ao Jedi, são pormenores a descobrir na estreia futura. Para já, a produção está prevista começar em Abril. Como é provável que boa parte da acção se passe em Tatooine, também regressam os actores Joel Edgerton e Bonnie Piesse, os tios de Luke Skywalker, anos antes de serem esturricados pelos Stormtroopers...


Via Eurogamer, Noticias Da TV.

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Aquela cena que o Super-Homem atravessa o coração do Joker com o braço, hum...delicia. Espero que o Whedon cometa seppuku com a borda cortante do "Blu-Ray 4K Ultra-3D Sensurround MegaBass 3Nitron" por ter perdido a oportunidade de fazer um filme de super-herói com 4 horas que parecem 6. 

Brincadeira à parte (excepto a parte das 4 horas que parecem 6) e porque não quero ser linchado pelo #SnyderCult, o filme é basicamente o mesmo, e com a quantidade de cenas alternativas e slow motion enfiadas para encher chouriço é longo demais, e - no entanto - funciona bem melhor, com melhores motivações para quase todos os personagens. Agora, a purga do material filmado pelo Whedon não parece ser tão extensa assim. Pela febre online de tratar qualquer coisa tocada pelo Whedon como lepra, estava à espera de mudanças mais substanciais. SPOILERS Assim de cabeça, reparei na troca da infame cena em que o Flash por acidente aterra nas mamas (cobertas) da Wonder Woman por uma cena em que o Flash de propósito acaricia uma mulher desconhecida, sem consentimento. Visionário.
Um momento profundamente alegórico como aquela cena com a mulher nórdica que abraça as roupas descartadas pelo Aquaman, a prova tangível da consubstanciação de um deus numa forma mortal, vai ser apenas mal interpretado como uma mulher no cio a snifar a camisa suada do bonzão. Mas é assim o drama de oferecer pérolas a porcos.
A a banda sonora? Não é uma salganhada fan-service como a do Elfman, mas está tão mal desenhada,  repetitiva e desinspirada...
Fui rever entretanto a minha crítica ao "Justice League" de 2017, e na época gostei bastante, e até previ o futuro:


Pessoalmente, o ideal seria um novo cut entre a versão de cinema e a versão do HBO Max. A sério, aposto que já alguém está a trabalhar nesse fan edit...


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Antigamente o conceito de SPOILERS era mesmo diferente, basta ver esta descrição do filme "Super-Homem" que ainda não tinha estreado no nosso país:



in "Diário de Lisboa" [26 Fevereiro 1979]

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Mais que um filme ou documentário, um conjunto salteado de experiências, opiniões sem a mínima base ou justificação, sobre um tema interessante, mas que é muito mal aproveitado: a teoria de vivermos numa simulação. O gatilho de vários entrevistados - que até o título refere - é o filme The Matrix, que também foi o meu ponto de entrada para esse conceito de simulação, tal como decerto aconteceu a tantos da minha geração, mas no geral ficam apenas contos de pessoas com problemas mentais e/ou drogas. 
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"The Black Hole" ("Abismo Negro") chegou aos cinemas no mesmo ano que eu cheguei ao Mundo, mas já tinha consciência da existência dele há umas boas décadas, graças ás publicidades ao filme e alguns produtos derivados (a obrigatória caderneta de cromos, o jogo de tabuleiro, etc) em revistas de banda desenhada da época que encontrava no alfarrabista local ou feiras de velharias. Também vi várias vezes as figuras de PVC à venda na Internet. Mas finalmente, no inicio de 2018 lá me decidi a ver a fita, a esperar uma seca descomunal
Se "The Black Hole" tinha a pretensão de competir com o sucesso espacial de "Star Wars" a corrida já estava perdida antes da partida: um elenco maioritariamente de meia idade, edição pouco dinâmica, efeitos especiais e designs "antiquados" pelos novos padrões. Uma das novidades de "Star Wars" foi trazer de volta a aventura de Buck Rogers mas integrando os heróis num universo fantástico no espaço, mas visualmente credível, com um look "usado" que influenciou toda a posterior sci-fi. Em "The Black Hole", apesar de uns cenários apreciáveis, parecem um cruzamento dos antigos filmes do tempo dos serials de Flash Gordon com a estética mais Alien do que "2001" ou "Star Wars", mas iluminada e filmada de modo pouco polido, e no geral falha em impressionar. Excluindo os robots, os personagens não têm interesse ou carisma.
Gostaria de dizer que a sequência final da viagem pelo "The Black Hole" era  versão Disney da trip alucinogénica de "2001: Odisseia no Espaço", mas seria mais a versão Evangélica, com visões infernais e celestiais ao longo do corredor. Vale como curiosidade, mas beneficiaria de alguns cortes para reduzir a metragem.
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O filme é de 2014 mas só o vi em 2018 quando comecei um rascunho com várias frase soltas, que passado tanto tempo não recordo exactamente o que se referem:
"Depois de uma rápida sequência para o espectador estar a par do universo" = Exposição, está claro.
"...uma das mais ridículas e esquizofrénico plots para forçar o "peixe fora de água" que só me fez novamente agradecer aos céus por ter passado à reserva na inspecção militar" = Okayyy? O personagem do Tom Cruise não era nenhum super action man no inicio da fita...
"surpreendentemente pouco gore, para a quantidade de carnificina", confere. Sinceramente, a melhor sensação que o filme me deixou passados tantos anos, é que tinha tudo para ser mau - desde as grande quantidades de CGI, acção caótica e uma super estrela de Hollywood, tradicionais ingredientes para uma receita enjoativa - mas Doug Liman ("Jumper", "The Bourne Identity") consegue tornar "Edge of Tomorrow" (alias "Live Die Repeat: Edge of Tomorrow" ou "Live Die Repeat" foi adaptado de uma novela japonesa de 2004, "All You Need Is Kill") um filme bastante entretido, dinâmico e auto-consciente, mas sem cair na paródia.
Creio que ainda não tinha sido tentado a mistura de time-loop com filme de guerra, e apesar da mecânica, não se torna repetitivo ou aborrecido (apesar de já termos visto milhentas versões do "Groundhog Day" em comédias, sci-fi,etc, principalmente na TV). O acto final é mais convencional, mas não borra a pintura.



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Para efeitos de comparação, declaro que não li o livro de Andy Weir que o filme adapta. Quer dizer, acho que cheguei a ler o primeiro capítulo, mas depois decidi ver o filme primeiro. E isso já foi há 6 anos e tal...

Basicamente - para quem não viu trailers ou leu sinopses de "The Martian" ("Perdido Em Marte") - um astronauta é dado como morto durante uma tempestade no solo de Marte e sobrevive sozinho a plantar batatas adubadas com merda. Felizmente para o nosso protagonista a quantidade de fita-cola a bordo do habitat parece ser infinita. Product placement?
Estava à espera que focasse um pouco mais nos aspectos científicos de resolver problemas, mas acho que será para isso que existe o livro. Gostei também bastante da banda sonora e do sentido de humor. Em suma, uma boa história de sobrevivência, com algumas sequências bem tensas, sem dramalhão desnecessário, e sublinhando isso, felizmente desvia-se de alguns dos clichés obrigatórios.

 




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Editei para melhor visualização uma imagem que apareceu online com o aspecto dos personagens principais do filme "Eternals" nos seus uniformes.

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Vistos (!) os 2 primeiros episódios, o meu maior receio que fosse apenas uma colecção de clichés colados com arames e referências, foi largamente desintegrado. Estão todos lá, mas de forma coesa. Estes dois episódios, excluídos o mistério central, podiam ser parte de uma sitcom de época, com um elenco de muita química, principalmente o par do título. Mas é visível (!) - ainda para mais para fãs do género e de BD - por entre as fracturas a crise que se avizinha. Estou curioso para ver como vai ser abordado os problemas mentais de Wanda, a ressurreição" de Vision, os filhos de ambos, e no geral as suas intersecções com a próxima fase do MCU. Estou grato por não estar a ser apressado ou usarem a "sitcom" apenas como um gimmick descartável apenas em metade de um episódio. Há aqui muito subtexto e provavelmente um dos produtos MCU com mais ligações à BD, mas sem Copy+Paste para manter o interesse até de quem tem algumas dicas para onde isto se dirige...
To Be Continued...

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As sequelas tendem a ser mais fracas do que os originais, mas eu realmente não imaginava que a queda seria tão grande. Quase nenhum dos pontos fortes da "Wonder Woman" de 2017 está aqui, de alguma forma significativa. Nunca esperei uma confusão nesta escala, um filme inchado com quase nenhuma cena memorável e algumas oportunidades perdidas. Salva-se a cena inicial, um flashback com um propósito, mas que funciona por si próprio. Os actores também fizeram o que puderam com o material disponível. Creio que o filme teria funcionado muito melhor optando por um dos vilões apenas, o arco de transformar Barbara Minerva na clássica rival Cheetah estava bem encaminhado, podiam ter guardado o Max Lord para uma sequela. Outro ponto que me incomodou é que está quase ausente da fita que Diana é uma guerreira, mais que um super-herói tradicional. Quando necessário, sujou as mãos para salvar uma vida ou o Mundo. No primeiro filme cilindrou os proto-nazis da Primeira Guerra Mundial, mas neste filme só lidou com assaltantes comuns ou soldados em controlo mental. E até a luta com o vilão mais poderoso foi muito suave. Esta já não é - ou ainda não é (cronologicamente) a Amazona com gosto pela batalha de "Batman V Superman". O primeiro filme suavizou um pouco esse aspecto, mas esta continuação carregou demais no filtro infantil. Aliás, esse primeiro filme foi um bom equilíbrio entre a negritude excessiva do Zack Snyder e o PG-13 da Marvel.

E sinceramente estou espantado que na década do #MeToo só depois da estreia em streaming me surgiu na timeline um artigo em que abordam a desnecessária trama de SPOILERS Steve Trevor ser ressuscitado no corpo de outro gajo. E o facto da Mulher Maravilha ter violado - provavelmente repetidamente - o corpo desse fulano inocente. [Aposto que vários escribas estão furiosamente a teclar algumas desculpas recambolescas para tentar pintar esse facto de outra forma: "é um comentário", "uma critica" e outros argumentos esfarrapados. ] E é suposto ser a heroína, num filme que - por exemplo aborda o assédio sexual. E pensar que ainda há malta a chorar por o Super-Homem partir o pescoço a vilão no "Man Of Steel"! Filhos, o problema do filme não é esse. E falando em partir pescoços: Esta foi a segunda entrada de Pedro Pascal no universo da Mulher Maravilha, depois do piloto nunca terminado e exibido (link) agora como o vilão Max Lord. Para quem como eu acompanhou nos 80s e 90s as aventuras da Liga da Justiça Internacional na banda desenhada, foi um choque quando anos mais tarde o manager/capitalista/vendedor de banha da cobra/aprendiz de Trump mas com coração de ouro, foi revelado como um mestre do crime, e que mais à frente a Mulher Maravilha foi obrigada SPOILERS a partir o pescoço dele para salvar o Super-Homem do seu controlo mental. No filme continua a ser um vigarista megalómano, com momentos interessantes, mas no conjunto tudo falha. E mais que os elementos mágicos e cómicos, alguns momentos são ridículos: um homem do inicio do século XX nunca tinha visto um metropolitano, mas sabia pilotar um caça moderno... Uma pena, sou fã do primeiro filme da "Wonder Woman" (2017), gostava que este estivesse à altura. E aquela cena durante os créditos? Super-cringe! Umas semanas antes da chegada do filme ao streaming li sobre algum fulano com notoriedade que viu WW84 e chorou, e o camandro, emoção, e sei lá mais o quê. Tenho pena que não fixei o nome para o bloquear permanentemente.



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