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Confirmando alguns boatos das ultimas semanas, finalmente foi anúnciado o título e elenco de "Bond 24", a 24ª aventura oficial de James Bond no grande ecrã: "Spectre". Obviamente, o título faz referência à organização terrorista dos filmes clássicos de Bond: S.P.E.C.T.R.E. (Special Executive for Counter-intelligence, Terrorism, Revenge, and Extortion).



"James Bond will return in SPECTRE. Joining Daniel Craig, Ralph Fiennes, Ben Whishaw, Naomie Harris and Rory Kinnear are Christoph Waltz, Léa Seydoux, Monica Bellucci, David Bautista and Andrew Scott."

O site da Empire tem mais detalhes e uma galeria de fotos do elenco principal: "Bond 24 Is Officially Called SPECTRE".

Christoph Waltz está listado como o personagem Oberhauser (um antigo amigo da juventude de Bond). Espero que haja um plot twist e ele vá ser Blofeld com direito a carecada e gato no colo! (crossing fingers)

P.S. - Andrew Scott é o brilhante vilão Moriarty da série Sherlock .
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Imaginem que um homem aparecia a correr junto à bilheteira de um cinema a gritar aos vossos ouvidos o final dos filmes. Se alguém o atirasse debaixo de um autocarro, provavelmente pensariam "spoil that, bitch". Ou se calhar não, mas este é assunto polémico, com opiniões e atitudes para todos os gostos.
Escrevo isto ainda com o sangue a ferver de mais uma vez um site sedento de visitas e likes ter dado grande spoiler do episódio de ontem à noite do "Game Of Thrones"....
Irrita-me profundamente sites que utilizam como imagem de promoção da "noticia" ou artigo o próprio spoiler, portanto sem aviso possível, a menos de 24 horas do "acontecimento". Já era altura de compreenderem que a televisão mudou e nem todos vêm a emissão em directo como no tempo dos Jogos Sem Fronteiras. E não estou a falar só de "tirar episódios" da Internet, mas das pessoas que gravaram para ver umas horas depois, ou no dia seguinte (ou mesmo os dos outros países, a semanas ou meses das emissões; mas a culpa é deles - como eu - de não serem americanos).
O aviso de cortesia já devia ser prática comum - e muitos respeitam pelo menos algumas horas, felizmente; mas se coisas da etiqueta básica da Internet, como não escrever em maiúsculas ainda não foram assimiladas por uma série de cibernautas, portanto, já nada me admira.
Acho que a lição que tiro disto é não ir à Net nas horas a seguir a um episódio do Game Of Thrones.

Entretanto, os meus ânimos arrefeceram e arquivei o texto durante uns meses. 
Mas o mid-season finale da sexta temporada "The Walking Dead" fez-me ir buscar isto aos rascunhos e publicar. Queria só agradecer por me terem estragado o episódio, apenas pouco mais de meia dúzia de horas de ter sido exibido nos States. Não adianto mais, que não quero estragar o momento....Ao menos desta vez não foi um site, mas já nem o Facebook é zona segura, sem spoilers...*
Desculpem o rant, mas é melhor que rachar a cabeça a alguém...


*Actualizado: Para piorar a "situação", a própria página do Facebook oficial da série deu spoiler, ANTES do episódio ir para o ar! Agora vamos ter até Fevereiro para esperar novos episódios.
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Saiu o curto teaser trailer de "Star Wars: Episode VII - The Force Awakens", e seguiu-se um nerdgasm colectivo de proporções épicas!  Vamos então fazer uma análise académico-cientifica  dar uma olhada ao que se passou durante esses 1 minuto e 30 segundos:


Voz-off. as más línguas dizem que é o Sherlock Cumberbitch. 
 Tatooine?! Será o planeta deserto favorito dos  fãs de Star Wars?
Boing! O jack-on-the-box é actor John Boyega vestido de stormtrooper. Parece perdido ou em fuga, provavelmente das sondas dróides que se ouvem em background.
 O primo gordo do R2-D2 em alta velocidade.
 Um veículo de transporte recheado de Stormtroopers todos polidos.

 A actriz Daisy Ridley a pilotar um speeder que parece um perna de pau deitado:

 Oscar Isaac com cara de poucos amigos, a bordo de um dos novos X-Wing:

 Ligth saber vermelho = vilão!
Lightsaber triplo?!!!!NERDGASM!!
MILLENIUM FALCON!!!!!!!!!!!!!!!!!!!! A MELHOR MÚSICA DO MUNDO!!!
WOW! FLASHBACK!!!
EU PASSAVA HORAS A JOGAR ROGUE SQUADRON!! WOW WOW
TARAAAAAAAMMMMMMM!! JOHN WILLIAMS IN YOUR FACE!

Eu gostei. Nota-se muito?
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"Star Wars: Episode VII - The Force Awakens", a mais de uma ano da estreia prevista para Portugal (17 de Dezembro de 2015) já tem um teaser trailer, para abrir o apetite dos milhões de fãs:


Quem preferir pode fazer download do teaser trailer aqui.

Para um teaser, é bastante melhor do que estava á espera!
Que comecem os debates, teorias e discussões!!


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O trailer legendado para "Jurassic World" ("Mundo Jurássico"), a quarta entrega da franquia começada por "Jurassic Park" ("Parque Jurássico") há mais de duas décadas:




Sinpose Oficial:
"Steven Spielberg regressa como produtor executivo de “Mundo Jurássico”, a próxima e muita aguardada obra da sua série “Parque Jurássico”. Colin Trevorrow realiza este épico de ação e aventura a partir do argumento escrito em conjunto com Derek Connolly. Frank Marshall e Pat Crowley juntam-se à equipa como produtores. “Mundo Jurássico”, da Universal Pictures, chega aos cinemas em junho de 2015."
 [via NOS]

Estreia em Portugal no dia 11 de Junho de 2015.
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[A primeira metade do texto foi escrita na sala de cinema, apenas lhe fiz uma revisão básica]
Na minha zona não há IMAX com ecras de dimensões bíblicas, e apesar de querer poupar os trocos do bilhete, a pressão dos camaradas bloggers e amigos do Facebook criou em mim a necessidade de ir contemplar a mais recente obra do sr. Nolan. E... Pronto, confesso que estava mortinho para ir viajar para o espaço. O hype é grande, há muitos críticos de sofá ansiosos para que lhes valide o ódio ao Nolan. Por vós enfrentei uma sessão da tarde com metade de uma turma com as hormonas aos saltos. O veredicto? Esperem, o filme vai começar, going offline.
Voltei, está no intervalo.
Surpreendentemente, os putos comportaram-se. O mais impressionante é que enquanto enchem a boca de pipocas agora debatem a relatividade de Einstein. Torci o nariz quando ouvi falar em fantasmas logo no início do filme. 
Acabou intervalo. 
Damn, the power of love.... 
OMFG o M*** D****!! 
Acabou sessão.
Mas ainda antes do final da sessão, veio-me outra vez ao cérebro "The Power Of Love", o que tendo em conta alguns factores "temporais" faz algum sentido...
Faltou o esplendor do imaginário scifi, com muito pouca imagética surpreendente Há toneladas de documentários mais ambiciosos, a maioria dos money shots já estava nos trailers! Alguns dos planos podiam ser bem mais diversificados e interessantes, sem prejuízo da abordagem tecnicamente realista. Arranjando uma analogia manhosa enquanto ando e escrevo na rua, é como anunciar um novo gadget e depois num grande evento revelar apenas um close up de uma das peças...
Resumindo, para um fã de sci-fi há muito pouco, ou nada, de novo. Como filme, alonga-se além do que o material permite, a ver-se o twist (?) a virar a esquina a quilómetros (ou anos-luz?) de distância. Dito isto, têm duas ou três sequências bem tensas e impressionantes, é uma espreitadela ao que poderia ser um blockbuster com hard sci-fi (não é o que estão a pensar..) mas que falhou em ir mais além, imiscuindo e dando lugar de destaque ao drama pessoal em detrimento da missão e da aventura. Já sabemos que o pior inimigo da Humanidade é a Humanidade, todos vemos "The Walking Dead"... Mas vão lá dar dinheiro ao Nolan e Cia, a ver se a máquina de Hollywood faz mais filmes sci-fi sem super-heróis. Quero ver um filme  do "Rendevouz Com Rama" antes de ser um velho reformado a viver num carrinho de supermercado debaixo da ponte.

P.S: - Volto ao texto, porque ainda quente do cinema a boca (ou os dedos) fugiu mais para os aspectos negativos. É de louvar a crítica ao modo como o Estado trata a ciência, ainda para mais num futuro apocaliptico; bem como a introdução de uma série de conceitos cientificos importantes à massa de espectadores que do Einstein só devem conhecer a foto dele com a língua de fora.
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As palavras chave são: "Hitler montado num T-Rex". 'nuff said, vejam o trailer:




"Iron Sky: The Coming Race" ainda não está completo, mas a sequela do divertido "Iron Sky", está a apostar em força neste trailer para completar a campanha de angariação: "IndieGoGo - Iron Sky The Coming Race". Não tenho dinheiro, deixem um donativo por mim!

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O que está no título, vá:



Pois é criançada, algumas horas depois dos piratas colocarem online o trailer com má qualidade de imagem, ai está a versão mais polida e oficial.Continua a não me entusiasmar, mas irei ver ao cinema concerteza...
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Durante um documentário televisivo dedicado ao 75º aniversário da Marvel Comics e o Universo Cinemático da companhia, foi possível ver um pequeno sneak peek da próxima série da Marvel: "Agent Carter". De tudo o que vi até agora, tem muito bom aspecto, e vai dando para matar saudades de "A Vingadora" (Alias).
O vídeo:


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 Nolan no espaço.

 Dava uma bela t-shirt.





 Interstellar é o filme mais ambicioso do Nolan até agora e sendo o homem responsável por Inception, é uma frase e tanto. Não é segredo para ninguém que Nolan é dos realizadores mais estimados pela critica. Além de em apenas 5 anos ter mudado a indústria (para o bem e para o mal) o que vindo de um fulano relativamente desconhecido é impressionante, os seus filmes nunca causam indiferença. Não vamos apenas ver um filme, vamos ver um Nolan. É uma benção e uma maldição pois todas as suas obras são envolvidas numa nuvem de hype como só se vê, actualmente, com os Avengers. Mas se já existem críticas negativas e fortes cépticos à Grandiosa Arte do Visionário Nolan, então Interstellar irá pôr à prova o seu talento, talvez mais que outro filme, agora fora das infames correntes dos super-heróis. Este é o filme que poderá dividir o público pois mesmo tendo imensas surpresas e truques que nunca vimos em blockbusters, tem todos os clichés do próprio Senhor que nos deu este 11º mandamento à Terra. Com críticas abaixo do costume para Nolan, e sem ninguém saber como será este filme aceite pela audiência, as perguntas são:

- O filme é bom, ó Bruno?
- Farás uma crítica sem dizer que o filme é Alright, Alright?
- Conseguirás pôr o teu fanboyismo de parte para eu ler sem revirar os olhos constantemente?

 Ora, não posso prometer quanto aos vossos olhos e lá se vai a pergunta do meio também. Resta a primeira.


 E sim.

O filme é bom.


O filme é muito bom.


Mas não é perfeito.

Desculpa Amor.
Não és tu, sou eu.


 A história, sem ser spoiler, é mais ou menos assim:
"Certo dia, Matthew McConaughey diz para o fantástico Jon Lithgow:
- Epá eu tou a subir na carreira maneiras que era giro eu subir de uma vez para o céu e tal.
- Mas o Clooney fez isso ainda o ano passado. Não será um pouco redundante tarmos já a levar outra vez com mais celebridades no espaço em apuros e não sei quê?
- Então olha, em vez de andarmos às voltinhas ao pé da Terra, vamos dar voltinhas pelo espaço através de coisas bonitas e cenas assim.
- Mas isso não seria altamente improvável?
- Epá dizemos que 'ah não sei quê, vocês não sabem porque nunca lá estiveram, de maneiras que isto pode ser assim como estamos a dizer'.
- Está bem mas não sei se vai ser muito bem aceite. Pões-te com merdas maradas, ainda por cima no espaço, e os gajos começam logo a deixar comentários desagradáveis no Wareztuga. Tudo o que tiver mais de 15 segundos sem diálogo ou explosões é o suficiente para se sentirem perdidos no filme. Já leste os comentários na página do 'Koyaanisqatsi'. Credo, quase que dizem tudo o que eu acho sobre o futebol.
- Eu sei, eu tenh
- E se não tiver carros rápidos com gajas boas também não devem dizer 'Um filmaço! 10/10! Obrigado equipa Warez, que venha de lá o 8!'
- Pois. É assim, carros, eu não sei se consigo meter lá algum Lincoln, tenho que falar com os gajos primeiro. Mas gajas boas... eu penso que a Anne Hathaway conta. Mas como eu tava a di
- Anne Hathaway?.. Eh, pode resultar. Ela aparece numa roupa preta ajustada?
- Ajustada não prometo. Posso pô-la numa roupa preta nem que seja ao início, sim. Mas digamos que deve passar o filme todo num fato de astronauta. Visto que é para estarmos no espaço e essas cenas. Mas olh
- Então não sei. Não tem carros altamente, não tem gajas boas, não tem história que seja simples e que o twist seja aparecer um gajo conhecido ou aquele que apareceu no 3 e que na altura ninguém gostava dele. Olha Matty..
- Matthew.
- ...tens que perceber que já não estás nos anos 70. Estás a lidar com malta que diz que não vê a Casa dos Segredos mas aparece sempre no meu mural que comentou na página oficial que o Alberto foi arrogante para a Liliana quando recusou lavar a louça. Se não fores tu a pôr no prato e aquecer no microondas esta malta não quer saber pá.
- Temos o Christopher Nolan.
- Não, é que depoi....espera, o Nolan?
- Yep.
- Estás a dizer que o filme vai ter toneladas de diálogos com exposição de enredo e nas alturas mais complicadas haverá uma personagem secundária a questionar a personagem principal de forma a que esta explique o que está e/ou o que estará prestes a acontecer de forma a estender a mão à audiência para atravessarem a estrada?
- Nem mais.
- A explicar tudo sem deixar muita coisa à interpretação de cada um como se fosse um resumo dos Maias que se encontra facilmente na internet para nos ajudar no teste e esfregarmos a boa nota na cara dos outros mesmo que depois se nos pedirem para desenvolvermos o nosso pensamento não saibamos responder mais do que duas linhas?
- Sim, já percebi! Porra! Pareces..
- O Nolan?
- ..."

 A nível de história, de facto, concordo até certo ponto com as críticas feitas. Não é nada de outro mundo (desculpem por esta) mas é competente. O final é um pouco desleixado e a certo ponto esperado, talvez desde o segundo acto, mas faz o seu trabalho. Atenção, não é que a história seja má, pelo contrário, é boa, mas podia ser melhor executada tanto a nível de escrita como pela própria realização. Não estraga completamente a experiência e como digo, o filme é bom, simplesmente não alcança o potencial de ser algo mais.

 Enquanto que a história não surpreende por completo, as actuações sim. Foram vários os momentos que quase me fizeram chorar. São momentos genuínos e com performances fantásticas. De forma a evitar possíveis spoilers, não vou mencionar quem está presente nestas cenas dramáticas mas posso dar os parabéns a todo o elenco (bem, há aqueles que estão lá só para serem peças da história mas percebem o que quero dizer). Mas vou sim destacar um actor.

Matthew McConaughey


 Como é que este gajo passa dos actores que mais detesto ver para as minhas personalidades favoritas sem eu dar por isso? Renaissance indeed. Ele acenta que nem uma luva no papel. Os maneirismos por vezes irritam um pouco por não parecer enquadrarem muito bem com a cena mas não me posso queixar. Se vamos ter um filme de 3 horas carregado de diálogo sobre ciência, que seja dito por um gajo cheio de carisma. Manuseia muito bem o fazer rir e chorar quando é preciso e embora não seja nem de perto o melhor que ele já fez, não deixa de ser uma performance fantástica com destaque para uma cena merecedora de um Oscar. Não que ganhar um Oscar hoje em dia seja grande significado mas merece nem que seja aplausos.



 Se me permitem, eu vou ter que trazer o The Dark Knight Rises para aqui. Eu sei, é cliché da minha parte mas tem de ser, vá.

 The Dark Knight Rises há-de ser o pior filme do Nolan. Tomara a muitos poderem dizer que é esse o seu pior filme. Eu, como sabem (e seria de esperar), adoro o filme mas sei admitir que está cheio de problemas. Acredito que o que tem de bom, no fim, acaba por ultrapassar tudo e será isso que irei relembrar. Não que eu precise de me relembrar pois revejo o filme 500 vezes por ano mas quero dizer que apesar dos defeitos (cortes "à despacha", inconsistência de edição, câmaras IMAX a intrometerem-se no filme, plot-holes e conveniências no enredo) eu consigo encontrar mais do que suficiente para adorar.

 Posso dizer que, felizmente, Interstellar é do mais polido que o Nolan já fez. Não é perfeito, mas por lá..orbita...




 O filme foi editado com mais cuidado, possívelmente por ter uma pós-produção mais exigente. Há cenas mais filmadas à guerrilha mas no geral foi tudo muito melhor pensado que no Rises, chegando a haver elegância na edição. Vejam a cena da descolagem e percebem o que quero dizer. Há toda uma nuance que embora óbvia, deixa espaço para interpretação. Uma das minhas cenas favoritas do filme. Infelizmente o filme explica mais do que devia à lá Inception, o que acentua que o único problema do filme reside no guião. Quem é o culpado de estrag..


Shit. Bem, a culpa só pode ser do Jonathan.




 Vi em IMAX e há cenas de fazer o queixo desaparecer. Não faz cair, não, faz desaparecer por completo. Por momentos estamos sem queixo na sala de cinema. Por mais metafórico que isso pareça, a verdade é que são segundos em que ficamos com as pipocas na mão em frente aos lábios e sem nos lembrarmos do que estávamos prestes a fazer com elas. Tudo tem textura, tudo o que em outros filmes não passaria de uma casca oca, parece palpável aqui. É o poder dos efeitos práticos que Nolan nos habituou. Continua a puxar os limites daquilo que um homem sensato nos dias de hoje faria em CGI. Há, obviamente, coisas impossíveis de se fazer mas que me caia um raio na cabeça neste preciso momento se ele não arrisca e faz o impensável. Tudo bem que estou a escrever no quarto e acima está o sótão mas daqui a pouco quando eu for ao Pingo Doce comprar fettuccine para o jantar que me caia então o tal raio.



 Mas não é só as imagens que são fantásticas, aliás, nem são o mais impressionante em IMAX. O que faz valer a pena o preço é o som. Imaginem aquelas cadeiras do cinema 4D que oscilam para todos os lados... agora imaginem isso mas sem qualquer tipo de motor. A imersão é fantástica e se há filme que vos justifique o preço acrescido (neste caso, 10€ por bilhete) é este. Mas de qualquer maneira, é um filme para ser visto no cinema. Não saquem. O filme aguenta-se muito bem onde quer que o vejam mas foi claramente pensado com o cinema em mente. É uma das provas que o 3D não é assim tão necessário para criar imersão. É divertido, sem dúvida, mas um filme bem feito consegue o mesmo efeito sem nós nos apercebermos e honestamente é aí que reside a essência do bom cinema.

 Quem também brilha é o Hans Zimmer. É a sua melhor banda sonora desde há muito e com certeza que entra para o seu top 5. Hans tende a imitar-se muito mas encontrou aqui um motivo para fazer algo diferente do que está habituado. Eu diria que há muita inspiração ao Koyaanisqatsi, o que adoro. A banda-sonora fará parte da minha estante mal seja possível. Zimmer estava mesmo a precisar de um trabalho destes depois do que saiu em Amazing Spiderman 2 que, embora com boas intenções, não é nem de perto o seu melhor.



 Então, o que aprendemos hoje? Tudo bem, a história não é a melhor de sempre mas faz o seu trabalho bem o suficiente. Felizmente o filme é acompanhado por visuais incríveis e uma banda-sonora soberba. Está aqui um filmaço!



 Certo Bruninho?




 Bruno?





Ahem, bom. É assim meus amigos.


 Vai depender de como encaram o filme.

À semelhança do que aconteceu com o Inception, não nos apresentam (literalmente) um mundo diferente mas sim um "universo cinematográfico" com regras diferentes das nossas, isto é, há eventos que funcionam de forma diferente neste mundo. Mais concretamente, em Inception entrar e manipular o sonho de outra pessoa é uma verdade. Ou como se diz na gíria, é "à filme". A partir daí, nós não julgamos o quão irrealista é essa regra de manipular o sonho mas sim se quebram ou não as regras impostas para este universo, o que nos leva à inconsistência e pode estragar tudo levando ao célebre momento cinematográfico "éh! ganda treta!".

 Tal como Inception, Interstellar pede muito de nós. Mas tem uma tarefa mais complicada pois todo o filme é baseado numa mistura de factos e teorias. Falamos aqui não só de teorias físicas e quânticas como relativas e a simples observação. Como sabemos que as regras no espaço funcionam realmente assim? Bem, não sabemos. Supomos de uma forma relativamente fundamentada mas a verdade é que o filme pede muito, mas muito suspension of disbelief e é aqui que pode ser o ponto fraco do filme. Estamos a falar de um filme que começa e dura num ambiente que nos é familiar e passa para uma viagem, bem, inter-estrelar. O filme trabalha com a teoria de um wormwhole e embora as próprias personagens não estejam completamente certas de como tudo funciona, o filme pede ao público que independentemente de funcionar ou não como previsto, aceitem. É tramado, até que ponto se pode ir sem dizer "é à filme! ganda treta!"? Inception apresenta-nos as regras ao inicio e a partir daí vemos a execução, mas Interstellar prepara-nos para o que pode vir aí sem nunca admitir o que vai acontecer. Funciona bem no contexto de viagem espacial mas o resultado pode não ser o que o público está à espera do filme.



 Interstellar é dos melhores filmes do Jesus Cristo e merece ser recordado no patamar dos filmes sobre o espaço. Trabalha muito com os conceitos típicos mas traz algumas ideias novas para a mesa, para não falar no que faz em termos cinematográficos. Nolan volta a fazer das suas mas, e tendo eu visto o filme com uma semana de antecedência ao resto do mundo, não sei prever como será aceite pelo público pois como disse exige muito suspension of disbelief. Mas se deixarem-se ir o filme leva-vos para uma jornada fantástica.


 É uma experiência a não perder. Se puderem vejam em IMAX ou pelo menos na melhor sala que conseguirem mas não deixem de o ver no cinema. Não é perfeito mas merece a vossa atenção.






 PS- Quero um TARS em casa.


Depois percebem.
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Num evento acompanhado em directo por fãs de todo o Mundo, a Marvel Studios revelou as datas e títulos dos filmes a estrear nos próximos anos. O bombástico "Avengers: Infinity Wars" dividido em duas partes; as sequelas 'Guardians Of The Galaxy 2', 'Captain America: Civil War' e 'Thor: Ragnarok'. Além da confirmação do "Doctor Strange", as surpresas são o anúncio de 'Black Panther', 'Inhumans' e 'Captain Marvel', que expandem ainda mais o universo da Marvel nos cinemas.
Finalmente online, um video decente com o teaser trailer de "Avengers: Infinity Wars":

Vejam as fotos e as datas em melhor qualidade no Tumblr do CINE31: http://cine31.tumblr.com/post/101190758061/marvel-cinematic-universe-news-avalanche-from

Entretanto, no episódio de ontem de "Agents Of Shield" foi exibido uma versão mais longa do trailer de "Avengers Age Of Ultron":
 
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Pois é fanboys da Marvel, se não estão a viver debaixo de uma pedra sem Wi-Fi já devem saber que a Renee Zellweger foi trocada por alienígenas e que o trailer completo dos Avengers 2, aka, "Avengers: Age Of Ultron" já está online antes do lançamento oficial. Para saberem e verem tudo antes que os agentes da Matrix apareçam, espreitem tudo lá no Grupo Oficial do CINE31 [aqui]. Obrigado ao Brain Mixer pelas noticias!

Actualização: Entretanto já está online a versão oficial e em alta qualidade! Excelsior!





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Começamos a rúbrica com um toque de classe:

(Toca mentalmente uma daquelas composições clássicas cliché) Uma série de fotos de Hiroshi Sugimoto, dedicadas a salas de cinema tradicionais e drive-in. As fotos foram obtidas deixando os obturadores da câmara abertos durante toda a projecção do filme. Vejam mais exemplos aqui: "Theater Series | Hiroshi Sugimoto".

Depois do momento de classe (corta a música clássica, toca o hip-hop mais azeiteiro que tens no telemóvel): Tartarugas Ninja
Apareceram a boiar nas águas da Internet algumas artes conceptuais para possíveis designs das Tartarugas e Shredder para o recente filme produzido por Michael Bay. E não é que têm muito melhor aspecto que os abortos escolhidos para a versão final? Vejam todos aqui: "So THIS Is What Michael Bay's Turtles Nearly Looked Like? [MoviePilot]".

Agora, momento nostalgia: Um bonito calendário de 1991, ilustrado com uma foto do interior de um Templo do Cinema Em Casa, vulgo Vídeoclube ou Clube de Vídeo. Um rebuçado bola de neve a quem identificar todas as capas das cassetes VHS. Desfrutem da foto em tamanho maior aqui: Enciclopédia de Cromos - Calendário Jota Video Clube (1991).

TRAILERS
"Interstellar"
Mais um espectacular trailer para a odisseia espacial de Cristo Nolan:


"Electric Boogaloo - The Wild, Untold Story of Cannon Films" 
Documentário sobre a maior produtora de obras primas da históiria do cinema: Cannon Films! 'nuff said!


"Justice League: Throne Of Atlantis"
Enquanto não chega o live action da Liga da Justiça, ficamos com mais uma animação da DC Comics:


"Ascension"
Um subgénero da ci-fi que sempre me interessou, as naves geracionais, fornece o cenário onde se desenrola a próxima série do SyFy:


"Taken 3" 
Here we go...again...

"Big Hero 6" 
Mais heróis da Marvel, agora em animação 3D:

"Jupiter Ascending" 
Há que louvar, um sci-fi que não é remake, adaptação, reboot:

Entretanto no FACEBOOK:


Acompanhem as últimas novidades no CINE31 Tumblr.

Revejam as outras edições do "Fast Rewind".
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A história de origem mais famosa será a do Super-Homem, mas creio que o duplo assassinato que despoleta a trágica vida do Batman é quase tão conhecido do grande público como a daquele menino que nasceu no Dia de Natal. Várias vezes encenada no grande e pequeno ecrã, a sangrenta morte do casal Wayne é o ponto de partida para "Gotham", publicitada como a série que vai revelar como era a cidade, os seus (poucos) heróis e principalmente os futuros vilões da galeria de inimigos do Batman. 


E além de valores de produção que oscilam entre o interessante e o banal, algum under e overacting, diálogos previsiveis e os clichés obrigatórios (herdados da BD e das histórias de crime), o que mais posso dizer? O que temia que esta série fosse: um melodrama que ilustrasse a tragédia do dia a dia do jovem pobre-rico órfão Bruce Wayne, e que o futuro Batman levasse a duração do piloto a projectar nas paredes sombras com orelhas pontiagudas... Felizmente, desde inicio fica claro que "Gotham" é sobre a odisseia de James Gordon (o futuro Comissário e aliado do Homem-Morcego) para sobreviver e destruir por dentro um sistema podre de corrupção e complacência. Atira referências e foreshadowing para todos os lados, salpicando os fãs sedentos de quotes para irem postar no Tumblr. Mas, apesar de muitos teases, não mostra nada realmente interessante, como aqueles filmes para adultos que passavam com imagem codificada num canal espanhol dos anos 90. E francamente, passados cinco minutos começou a ser irritante ver a ainda não nomeada Selina Kyle - futura Mulher-Gato - saltar e aterrar mais de 500 vezes ao longo do episódio...
Como outro ponto positivo, parece haver um esforço para criar um universo coerente e interligado, mas - baseando-me apenas no que vi neste primeiro episódio - ainda têm muito trabalho pela frente para tornar a série obrigatória. A quem quero enganar? Vou ver isto na mesma!

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Protagonizado por Whoopi Goldberg, "Do Cabaret Para o Convento" é daqueles filmes ideiais para uma sessão da tarde. O título original é "Sister Act" e foi realizado por Emile Ardolino (Dirty Dancing, Três Homens e uma menina.
O trailer:
Woopy estreia o filme um par de anos depois do êxito de "Ghost", que lhe valeu um Óscar de Melhor Actriz Secundária, e este "Sister Act" foi uma das comédias melhor sucedidas na bilheteira durante os anos 90. Aqui a protagonista é uma cantora de casino em Reno (cidade dos casinos), que depois de assistir a uma execução ordenada pelo seu namorado mafioso, é obrigada a fugir. O agente encarregue de a colocar no programa de protecção de testemunhas decide escondê-la até ao julgamento num local improvável: um convento católico num ghetto de São Francisco.
O filme em si apresenta a tradicional estrutura da história do "peixe-fora-de-água", Deloris (Whoopi Goldberg) é obrigada a fingir-se de freira - com o nome de irmã Mary Clarence - e a trocar a sua vida boémia por uma vida falsa de orações e outras coisas pouco excitantes. Apesar de alguns dissabores iniciais, e choques com a austera madre superiora, Deloris rapidamente se adapta ao ambiente novo, e ao ser encarregue de afinar o terrível coro do convento revoluciona a vida na instituição religiosa onde devia manter low profile. A "corrupção" das freiras é, tal como todo o filme, bem inocente e os problemas sociais do habitat do convento são abordados de forma muito ligeira, mas é um filme simpático, que apesar do humor pouco arriscado, tem um elenco carismático e consegue uns bons momentos de comédia e principalmente musicais.
Em 2006 arrancou um musical inspirado no filme: "Sister Act (musical). Além disso, logo no ano seguinte surgiu a sequela "Sister Act 2: Back in the Habit", com o singelo título tuga de "Do Cabaret Para o Convento 2". O videoclip com o tema "If My Sister's In Trouble", retirado da banda sonora.
Agradeço o link do video à Mafalda Martins.
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Publicado originalmente na Enciclopédia de Cromos: Do Cabaret para o Convento (1992)
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