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Protagonizado por Whoopi Goldberg, "Do Cabaret Para o Convento" é daqueles filmes ideiais para uma sessão da tarde. O título original é "Sister Act" e foi realizado por Emile Ardolino (Dirty Dancing, Três Homens e uma menina.
O trailer:
Woopy estreia o filme um par de anos depois do êxito de "Ghost", que lhe valeu um Óscar de Melhor Actriz Secundária, e este "Sister Act" foi uma das comédias melhor sucedidas na bilheteira durante os anos 90. Aqui a protagonista é uma cantora de casino em Reno (cidade dos casinos), que depois de assistir a uma execução ordenada pelo seu namorado mafioso, é obrigada a fugir. O agente encarregue de a colocar no programa de protecção de testemunhas decide escondê-la até ao julgamento num local improvável: um convento católico num ghetto de São Francisco.
O filme em si apresenta a tradicional estrutura da história do "peixe-fora-de-água", Deloris (Whoopi Goldberg) é obrigada a fingir-se de freira - com o nome de irmã Mary Clarence - e a trocar a sua vida boémia por uma vida falsa de orações e outras coisas pouco excitantes. Apesar de alguns dissabores iniciais, e choques com a austera madre superiora, Deloris rapidamente se adapta ao ambiente novo, e ao ser encarregue de afinar o terrível coro do convento revoluciona a vida na instituição religiosa onde devia manter low profile. A "corrupção" das freiras é, tal como todo o filme, bem inocente e os problemas sociais do habitat do convento são abordados de forma muito ligeira, mas é um filme simpático, que apesar do humor pouco arriscado, tem um elenco carismático e consegue uns bons momentos de comédia e principalmente musicais.
Em 2006 arrancou um musical inspirado no filme: "Sister Act (musical). Além disso, logo no ano seguinte surgiu a sequela "Sister Act 2: Back in the Habit", com o singelo título tuga de "Do Cabaret Para o Convento 2". O videoclip com o tema "If My Sister's In Trouble", retirado da banda sonora.
Agradeço o link do video à Mafalda Martins.
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Publicado originalmente na Enciclopédia de Cromos: Do Cabaret para o Convento (1992)
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Há filmes que só deviam ser vistos em VHS. E foi o que fiz há umas noites, enquanto examinava algumas velhas cassetes de vídeo que me vieram parar ás mãos. A ideia era ver os conteúdos em fast forward, mas depois da imagem estabilizar deixei-me ficar a rever este clássico que volta e meia passava na televisão. Três cenas recordo-me desde que o vi há séculos: o assaltante que Dundee trava com um lata certeira na nuca, a comparação de facas, e o fio dental da Linda Kozlowski.
Michael "Crocodile" Dundee (Paul Hogan) vive numa zona remota da Austrália, caçando ilegalmente crocodilos. Depois de sobreviver ao ataque de um desses animais atrai a atenção de parte da imprensa norte-americana, na forma de Sue Charlton (Linda Kozlowski), a filha do editor de um grande jornal (nepotismo?) que parte em busca de Dundee para este lhe revelar como conseguiu sobreviver ferido numa área tão inóspita. Apesar de ao contrário da "lenda", Dundee ainda ter as duas pernas quase intactas, a troco de dinheiro ele e Sue partem numa pequena expedição. Dundee é fanfarrão e exibicionista, mas é um homem de bom coração, e imediatamente conquista Sue e o espectador. Depois da reportagem feita, começa o segundo acto, quando Sue convence Dundee a viajar, directamente dos pântano australianos para a selva urbana de Nova York. Obviamente, seguem-se várias situações de "peixe fora de água", em que várias vezes o solitário e ingénuo Dundee deve ter desejado estar de volta ás garras de um crocodilo em vez do gigantesco e luxuoso quarto de hotel ou as ruas apinhadas de formigas humanas.
O Trailer:
Obviamente o namorado da Sue é um idiota presunçoso, para o público não ter pena quando ela  inevitavelmente lhe puser os palitos com o exótico australiano vestido de couro de crocodilo. 
Travesti, prostitutas, chulos e droga aparentam ser coisas que não existem na Austrália, pelos menos naqueles desertos longínquos e poeirentos, mas abundam nos States. A cena na festa parece um mix de filme de época e freakshow. Como escrevi no inicio, uma das cenas mais fixes do filme é quando Dundee agarra uma vulgar lata (de feijão ou algo semelhante) para acertar a uma grande distância na cabeça do ladrão que acabara de roubar uma senhora anónima nas ruas da Grande Maçã. Ainda relativamente a confrontos com criminosos há a divertida sequência de comparação de tamanho de facas (o que Freud teria a dizer?). Confessem que ainda sonham um dia reproduzir a cena durante um assalto numa qualquer esquina escura de Lisboa. E devo acrescentar que o fio dental envergado por Linda Kozlowski junto a um lago infestado por (surpresa!) crocodilos, ainda me pareceu melhor do que me recordava. Toda a parte de comedia romântica é bem previsivel, mas agradável de ver, devido ao carisma de Dundee e à química da dupla protagonista, que depois extravazou para a "vida real" do casal de actores. Em suma, um belo exemplar de comédia dos anos cromos que ainda se vê muito bem!
Depois do êxito (na Wikipédia é indicado que um orçamento de menos de 9 milhões de dólares rendeu bem mais de 300 milhões), naturalmente chegaram as sequelas.
"Crocodile Dundee II", de 1988, trouxe de volta a dupla de sucesso, desta vez contra um mortal cartel de droga colombiano:
Crocodile Dundee II (1988) - Trailer
 Já no século XXI, mais concretamente em 2001, chegou o filme menos bem sucedido da trilogia, "Crocodile Dundee In Los Angeles":
Crocodile Dundee In Los Angeles (2001) - Trailer
Paul Hogan - que ganhou um Golden Globe pelo papel no original, sendo também responsável pela ideia e história - já era famoso na sua Austrália natal e no Reino Unido, mas depois - pelo menos no Mundo Ocidental - nunca mais se conseguiu livrar desta personagem, apesar de outros filmes como a comédia western "Ligthning Jack" (1944) e o remake "Flipper" (1966); e Linda Kozlowski desde então entrou em menos de uma dúzia de filmes, datando o último de 2001. Paul e Linda estiveram casados entre 1990 e 2013, quando se divorciaram. Entretanto, há uma série de anos que Hogan está envolvido numa gigantesca guerra legal relacionada com o não pagamento de impostos; e a sua ultima participação num filme foi em 2009.

Publicado originalmente na Enciclopédia de Cromos: "Crocodilo Dundee" (1986).
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Nunca acompanhei a série original "Lost In Space" (1965-68) e este é um filme com muitas falhas, no entanto, pertence á minha lista de guilty-pleasures. A história de "Perdidos no Espaço" é simples: em 2058 a familia de exploradores Robinson (perceberam a subtil referência?), embarcam na nave espacial Jupiter 2 em uma perigosa viagem para alcançar e colonizar o planeta Alpha Prime. Claro, nada correrá como planeado e um ataque terrorista causa que os Robinson fiquem...bem...perdidos no espaço. 
Trailer (com narração do grande Peter Cullen):
Outro trailer, com um resumo do filme praticamente todo:
Olha, outro trailer:
Todo o filme é previsivel, e apesar de personagens irritantes como os obrigatórios adolescente rebelde e mascote alienígena fofinho, acho que é uma película bastante entretida. Já não revejo há alguns anos, por isso não tenho a certeza de como terá envelhecido. Quer dizer, já em 1998 alguns dos efeitos especiais deixavam um pouco a desejar. 
No entanto, estreado antes do "The Matrix", "Perdidos no Espaço" teve direito a uma cena em bullet-time, a técnica aperfeiçoada nos filmes dos manos Wachowsky:
A nível de elenco, alguns veteranos misturados com caras jovens. William Hurt ("Viagens Alucinantes", "Os Amigos de Alex", "Dark City") encarnou o professor/pai pouco dedicado John Robinson; Mimi Rogers ("Austin Powers", "Ficheiros Secretos") a sua esposa, a Dr.ª Maureen Robinson. O mau da fita Dr. Zachary Smith foi interpretado pelo carismático especialista em vilões Gary Oldman ("Dracula", "O Quinto Elemento"). Os filhos do casal de cientistas foram o trio Heather Graham ("Twin Peaks", "Boogie Nights"), Lacey Chabert ("Adultos à força") e Jack Johnson; respectivamente Dr.ª Judy Robinson (a filha mais velha e dedicada), Penny Robinson (a rebelde sem causa) e Will Robinson (o puto inteligente que quer ser admirado pelo pai). A completar a tripulação da nave, o piloto militar Major Don West, interpretado por uma cara familiar do público televisivo, o Joey de "Friends": Matt LeBlanc. West, além de tentar conduzir a nave para segurança ao meio do caos, também está ocupado em tentar navegar para o leito de Judy (o famoso cliché "extremos que se atraem").
O elemento mais famoso da série de tv era o robot Robot - protector da familia Robinson, especialmente Will - que para o cinema sofreu uma remodelação a esteróides, mas no entanto contou com o mesmo actor de voz: Dick Tufeld. Como forma de homenagem, outros vários actores da série fizeram uma perninha no filme.
O seguinte artigo de uma revista "Bravo" faz um bom apanhado do filme:
Clique na imagem para a aumentar.
Só para que conste, a revista era da minha irmã, eu só canibalizava as partes sobre cinema e televisão!
O filme não fracassou na bilheteira, mas o êxito não foi o suficiente para fazer acontecer as sequelas. A crítica especializada massacrou a película, que foi nomeada para Framboeza Dourada de "Pior Remake ou Sequela", mas perdeu para o triptico Godzilla, Psycho e Os Vingadores.
Creio ter sido este que um amigo  tentou copiar com recurso a dois gravadores de vídeo, mas que por a cassete VHS do clube de vídeo estar protegida foi derrotado nesse intento de piratagem. Pelo menos até fazer outras ligações manhosas. Vá lá, para compensar comprei o DVD original. Numa promoção. Quer dizer, o meu amigo comprou.
Provavelmente como a maioria dos espectadores, o meu primeiro contacto com o filme foi o single retirado da banda sonora, que contava com um frenético videoclip:
O tema modernizava a clássica abertura da série - criada nos anos 60 pelo mestre compositor John Williams ("Jurassic Park", "Star wars", "Indiana Jones" e tantos outros) - pela mão - ou teclado - dos ingleses Apollo 440. A banda sonora incidental esteve a cargo de Bruce Brougthon ("Silverado", "Bigfoot e seus Amigos", "Milagre Em Manhattan"). O realizador Stephen Hopkins é o mesmo de "Predador 2" e "O Pesadelo em Elm Street 5".

Publicado originalmente na Enciclopédia de Cromos: "Perdidos no Espaço" (1998)".
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Um dos mais antigos trabalhos hollywoodescos de Roland Emmerich, naquele que é talvez o seu filme mais equilibrado, uma eficaz mistura de ficção cietifica com uns toques de arquelogia e mistério de civilizações perdidas....


Para mim, um curioso por arquelogia e egiptologia, e fã de sci-fi, este filme foi uma combinação irresistivel. Fui vê-lo em sala, e revejo sempre que dá na TV. Toda a base da saga "Stargate" está no nome, os stargates, as portas das estrelas, que permitem viajar instanteamente entre planetas distantes. Um deles foi descoberto no Egipto nos anos 20, e depois há um salto ao tempo actual - quer dizer, aos anos 90 - onde vamos conhecer o resto dos personagens. E em termos de personagens, para os espectadores nerds se identificarem: o doutor Daniel Jackson (James Spader)  o introvertido estudioso caixa-de-óculos que vai resolver o enigma que permite activar o stargate e fazer o filme avançar.
Depois dos tótós fazerem o trabalho mental, chegam os homens a sério, os G.I.Joes durões que vão explorar os novos mundos acompanhados de uma bomba nuclear, porque é a american way de lixar tudo o que tocam. Obviamente, as coisas não vão correr bem. O chefão em campo é o Jack O'Neil (Kurt Russel), o veterano que não soube guardar as armas em casa como deve de ser e perdeu o filho, causando um arrependimento tão grande que contempla o  suicidio até ser recrutado para liderar uma missão potencialmente..suicida. Tal como um Pokemon, o Kurt Russel ao ser exportado para a série de TV evolui para o MacGyver, também conhecido por Richard Dean Anderson. O resto da equipa de "exploração" são um bando de idiotas de bom coração e dedo no gatilho. 
O trailer:
O planeta é desértico, tem pirâmides, areia, camelos extraterrestres babosos, mais areia, uma cidade cheia de areia e uma gaja boa (Sha'uri, a actriz Mili Avital) que de forma hospitaleira é logo oferecida ao tótó que fala egipcio antigo. O rapaz tenta recusar a oferta, mas há que agradar aos anfitriões e lá faz o sacrificio. Entretanto, não oferecem nenhuma tipa ao Kurt Russel, mas ele aproveita o tempo livre para desenvolver amizade com um rapaz local menor de idade. Não é o que estão a pensar, o puto Skaara (Alexis Cruz, que regressaria ao papel para a série) serve para ele se identificar com a figura do filho falecido e fazer a paz com ele próprio. Ah, e os governantes do planeta são basicamente os deuses (astronautas) do Antigo Egipto, com tecnologia avançadissima (quem poderia adivinhar isso, ao atravessar um portal de tecnologia milenar desconhecida?) e uma pirâmide espacial gigante! E são maus, batem, escravizam e ocupam o corpo das pessoas e assim. E repare-se que não acharam graça ao encontrar uma bomba atómica na bagagem dos visitantes terrestres! O resto não conto, para quem for ver ainda ter algumas surpresas.
Agora mais a sério, é um dos meus filmes favoritos do género de aventura, com um delicioso toque de antiguidade e ficção cientifica. O elenco é carismático e bem competente, os efeitos especiais bons, bela fotografia e design de produção (o Stargate é uma peça extraórdinária, com uma grande riqueza de detalhes que parece mesmo maquinaria alienígena capaz de teletransporte. E o imaginativo "efeito aquatico" da activação ficou magnifico) e principalmente uma excelente banda sonora, da autoria do (ainda novato na composição para filmes) David Arnold, cujo belissimo tema principal foi reaproveitado para a continuação em série (e para toneladas de trailers de Hollywood), o "Stargate SG-1", a que só assisti enquanto deu em canal aberto. Além de alguns episódios soltos no cabo, só voltei a contactar com a franquia noutra série spin-of, o "Stargate Universe" cancelado ao fim de 2 temporadas, entre 2009 e 2011. Mas antes já tinha surgido outra série derivada, "Stargate Atlantis" que sobreviveu entre 2004 e 2009. Além dos dois telefimes "Stargate: The Ark Of Truth" (2008) e "Stargate: Continuum" (2008), a profílica franquia ainda se estreou no campo da animação com a série "Stargate Infinity" (2002-2003). O tema principal do filme:
No dia em que comecei este texto foi aparentemente confirmado o reboot da saga e a criação de uma trilogia de filmes, pela mão de Dean Devlin e Roland Emmerich, respectivamente o produtor e realizador do original de 1994 ( e a dupla de Independence Day, Godzilla, O Patriota). A ver vamos.

Texto publicado originalmente na Enciclopédia de Cromos: "Stargate" (1994).
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O "Fast Rewind" está volta! Yeahhh!

Contenham o entusiasmo por favor, e vamos ao que interessa:

POSTERS:

"The Hobbit: The Battle of Five Armies"


O capítulo final da trilogia Hobbit versão P. Jackson ganhou um banner/poster tão gigantesco que não cabe aqui no blog. (Parece que a parte final vai ser mais animada que os outros dois) Vejam em toda a sua glória no Tumblr: "The Hobbit: The Battle of Five Armies" - Huge Poster - CINE31.

TRAILERS:

"The Hunger Games: Mockingjay" - Trailer “The Mockingjay Lives”
Um trailer para a primeira parte do capítulo final marca a primeira aparição de Jennifer Lawrence Pós-The Fappening, agora com mais roupa e flechas e revoluções e assim:


"Attack On Titan - No Regrets"
Prequela para o fantástico anime "Attack On Titan" (Shingeki no Kyojin, adaptação do manga homónimo de Hajime Isayama), focado no passado do personagem Levi Ackerman. A sério, vejam a série, é dos poucos animes que comecei a acompanhar recentemente.

"Rosewater"

O debut cinematográfico de Jon Stewart, que tem muito bom aspecto. O trailer, não o Jon Stewart. Vá, o homem até tem charme e... Trailer:
Adaptação do livro de memórias "Then They Came For Me", de Maziar Bahari e Aimee Molloy.

"DOOMED! The Untold Story of Roger Corman’s The Fantastic Four"
Há 500 anos atrás falei deste filme falhado do Quarteto Fantástico, que nunca viu a luz do dia (oficialmente) no CINE31 (aqui). E como a malta gosta de bater no ceguinho, cá está um documentário sobre um dos filmes mais infâmes com personagens da Marvel:

"Twenty-Four by Thirty-Six" A Film About Film Poster Art 
E para quem adora posters de filmes como eu, só posso recomendar este trailer:

"Person Of Interest" Trailer 4ª Temporada 
Depois de magnificas 3 temporadas, estou tão ansioso pela estreia dos novos episódios:
Root <3 <3 <3
IMAGENS:
O Batmobile de "Batman V Superman". Uma foto mais detalhada do Batmóvel conduzido pelo Battleck:


Uma boa comparação dos personagens do anime clássico com o visual do novo filme em CGI. Veja todos no Tumblr: "Saint Seiya 1987 x 2014".

LINKS e NOTICIAS AVULSAS:


Para encerrar a edição de hoje, o áudio do trailer de "Guardians Of The Galaxy" editado com imagens que outra coisa que adoro: "Firefly":
Há uns anos fiz algo do género, com a música portuguesa do "Era Uma Vez... O Espaço", "Firefly No Espaço":




That's all folks!
Vão vendo as últimas novidades no CINE31 Tumblr:

Movie Legend and Heroes - de Vince Low
Revejam as outras edições do "Fast Rewind".
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"Eu sinto um grande distúrbio na Força, como se milhões de vozes gritassem de terror e subitamente se silenciassem. Eu sinto que alguma coisa terrível aconteceu." Assim como Obi Wan Kenobi sentiu a destruição de Alderaan, decerto as vitímas do "The Fappening" sentiram algo semelhante. E pergunta o leitor que não vinha à Internet há alguns dias, o que foi "The Fappening" (aka "Celebgate", aka "Fappocalypse")?
"The Fappening" foi o evento cinematográfico não autorizado de 2014, ou seja, o massivo vazamento de fotos intimas de várias celebridades, incluindo bastantes actrizes (Jennifer Lawrence, Mary Elizabeth Winstead, Brie Larson, Yvonne Strahovski, entre outras caras conhecidas), para maravilhamento de onanistas por todo o globo. 

Quando aconteceu, a 31 de Agosto de 2014, eu estava a ver o "Preço Certo" na RTP-1, e fui alertado para os acontecimentos através do perfil do tio CinemaXunga de uma fonte, que deseja permanecer anónimo.

"Onde é que tu estavas no Fappening?"
E vocês, onde estavam quando aconteceu o "The Fappening"? Sejam honestos. E também podem comentar sobre o fim da ilusão de privacidade, e afins... E aproveitem para dizer "Hello" aos senhores da NSA! 
"Hi!"
Sem dúvida, a melhor ilustração do que passou nessa noite por toda a Internet foi este gif, que vi reproduzido em vários sites:
F5-F5-F5-F5-F5!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Quais serão as consequências deste massivo escândalo? Prisões? Multas? Uma epidemia de distensões musculares?

ATENÇÃO: Não metam aqui mais links para download do material, não tenho dinheiro para pagar multas! Vou apenas colocar uma das fotos, atenção, não aconselhável a menores de idade! 
Vejam no fundo do post, Jennifer Lawrence a brincar com ela própria:

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Está quase
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Mais para baixo
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Quase
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De nada!
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O cinema português atingiu um novo patamar*. Se os nuestros hermanos têm a versão marota do "Verano Azul", também é justo que os portugueses possam acompanhar as aventuras não contadas dos protagonistas das séries de sucesso do nosso pequeno ecrã, neste caso, o "Bem-Vindos a Beirais", transformado - num rasgo de génio - em "Bem-Vindos a Fodais", (com certeza uma aldeia vizinha de... ah, ha! Pensavam que ia fazer a óbvia piada com Coina?! Não gozem, os habitantes de Coina também têm sentimentos!) com 100% menos Pepe Rapazote (desconheço os níveis de droga) e mais elenco feminino. Por agora só consegui o belo do poster, que - se forem maiores de 18 anos - podem ver abaixo na versão não censurada:
A realização está a cargo de Max Cortes (o auteur de obras como as várias edições da saga de "Max, o Caçador de Turistas"), e a interpretação de Susana Melo, Rebecca Pinar (!) e Carol Ferrer (que podem conhecer de películas como "Pranchada à campeão" ou "O Patrão e a empregada"). O trailer NSFW: "Bem-vindos_a_Fodais"
Tudo vai bem enquanto não adaptarem "O Preço certo"! Se bem que a Lenka...bem...

Caros leitores, deixo o desafio: qual série/filme português (novos ou antigos) merecia o tratamento de paródia porno? Deixem sugestões de nome com sentido maroto obviamente! Depois publico os melhores aqui!

Se estavam á espera que pusesse aqui um link para download, enganam-se! Suportem o cinema nacional, comprem o VHS, Dvd ou o que quer que vendam hoje em dia... Para prémio de consolação, uma foto da "paródia" porno de "Verão Azul/Verano Azul":

Até o Chanquete se levantou dos mortos...já não há respeito por nada!

* - disse-me um passarinho que já existe em Portugal outra "adaptação" de série: "Mangalhos Com Açucar"....
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Richard Samuel Attenborough
[29/08/1923 - 24/08/2014]


A notícia triste do dia, para o mundo cinéfilo. Além da longa carreira, para mim foi o homem que abriu o portão para o mundo da sétima arte, os sonhos tornados realidade na tela.

Que descanse em paz...
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Robin Williams [1951-2014]

Uma das noticias que se multiplicaram rapidamente na comunicação social, que confirmam a triste noticia do falecimento do actor Robin Williams: "Actor Robin Williams Found Dead In His Home; Suicide Suspected"

Alguns dos sucessos do actor: O Clube dos Poetas Mortos, O Bom Rebelde, Jumanji, Papá Para Sempre, Bom Dia, Vietname.
 
[BI - via FRR ]
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Quanto tempo é necessário fazer um amigo? Uma vida? Um trocar de olhares? Uma noite numa prisão espacial rodeado de todo o tipo de criminosos que anseiam por afiar as suas lâminas na tua pele? "..ô-das" responde o leitor enquanto trinca a sua sande de coirato. Sim, acredito que todas, caro leitor. Agora apanhe as migalhas em cima do teclado,e  vamos ao que interessa:
Hollywood e a cultura pop sempre nos martelaram a cabeça que as situações mais extremas são ideais para forjar amizades "bigger than life". E neste filme, o clássico (ainda mais para conumidores de BD) "inimigos que afinal se tornam aliados contra um inimigo comum" funciona, e muito bem, com todos os momentos divertidos, lamechas e de acção épica, unidos pelo carisma e timing perfeito do elenco principal e secundário. Os vilões ficam aquém do esperado? Ficam, mas "Guardians Of The Galaxy" não é a história deles, maníacos e genocidas já temos suficientes nos noticiários, obrigado. A nossa quadrilha de heróis tem um pouco de tudo, em todos os feitios: Star-Lord um humano ladrão; Gamora uma assassina lendária; Rocket e Groot, a dupla de caça-recompensas; e o obcecado Drax, O Destruidor ('nuff said!); todos com os seus traumas do passado, mas um "coração de ouro" que os fará sobrepor o sacrificio ao bom senso de auto-preservação. Pelo bem dos amigos recém conquistados, pelos milhões de habitantes de um planeta, e até da galáxia (topam?ah!). A realização conseguiu manter a lente centrada no importante, evitando o pecado principal dos filmes de acção, quando a orgia de efeitos especiais do acto final serve apenas para avassalar o espectador. O  nível de acção e destruição é épico, mas o espectador tem a noção do que decorre no ecrã. As músicas ouvidas durante o filme, oriundas da cassete audio do protagonista- creio que tudo material dos anos 70 - são o elo de Star-Lord com a sua breve vida na Terra, antes de ser raptado por extraterrestres; e proporcionam igualmente bons momentos, entre ternura, comédia e embaraço. A faixa "Cherry Bomb" não sai do meu Mp3 há semanas! E porra, finalmente um filme em planetas alienígenas com cenas diúrnas.(A sério, já aborrecem aqueles planetas tecnológicos mais escuros que o Blade Runner e com fumo e chuva para disfarçar os efeitos especiais.) Tecnicamente tem a qualidade a que os recentes filmes da Marvel nos habituaram, mas como já disse, os trunfos são a empatia, e a diversão do conjunto de todos os elementos. Gosto muito da forma como os filmes da Marvel estão interligados no mesmo Universo cinematográfico, mas foi bom ver novos locais e personagens, sem tanta carga de continuidade e os "seis-graus-de separação de Kevin Bacon". Ah, quase que ia spoiler! Parabéns pela "coragem" em produzir um filme com personagens desconhecidos do grande público, mas que está aser bem recompensado no box office, para surpresa de...bem, toda a gente! É um belo dia para o sci-fi! Divertimento não acéfalo, mas sem palha desnecessária, recomendadíssimo! Uma dica: tentem descobrir as diferenças das cenas que vimos nos trailers.
Resumindo, saia da frente do monitor na sua cave e corra para o cinema antes que os filhos da p*ta o bombardeiem com spoilers!


Mais sobre os personagens, principalmente na continuidade da nona arte: "Guardians Of The Galaxy - Quem são os Guardiões da Galáxia?"

P.S. - Quero dedicar esta crítica ao rapazola que me spoilou a segunda cena pós-créditos. No hard feelings!

P.P.S. - Daqui a uns anos quando reler este texto, sei que vou confirmar que escrevi isto muito entusiasmado. Muitos pontos de exclamação? Futuro-Eu, tens razão!

P.P.P.S. - Logo me contam se também não pensaram que era a Angelina Jolie no inicio do filme?
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ALERTA: Não via ainda o filme, logo, o texto seguinte pode conter SPOILERS sobre o enredo do filme, apesar de alguns pormenores sobre os personagens serem de conhecimento público há décadas. Ficam avisados!
Quem são os Guardiões da Galáxia? A equipa de super-heróis já teve na BD várias versões e membros. Com a formação original (viajantes do futuro de um universo paralelo) partilha apenas o nome (saiba mais aqui), mas a versão com estes anti-heróis galácticos começou a tomar forma em 2008, com a criação de um grupo que adopta o legado da equipa anterior, mas com personagens que já existem no Universo Marvel desde os anos 70.

E na B.D. mais recente, tal como nos Avengers, o roster dos Guardiões (ou Guardiães?) da Galáxia está composto como o do filme:


Star-Lord - Peter Quill
Criado por Steve Englehart e Steve Gan em 1976.
Filho de uma humana e de um alienígena (o rei do império Spartax), Peter Quill tem resistência, aptidão física e mental quase sobre-humanas. Possui um traje e equipamentos (inclusive implantes) que lhe concedem mais habilidades, como sobreviver no espaço, aumento de força, etc. Além de bom piloto, é um guerreiro hábil, tanto em combate corpo-a-corpo como num tiroteio espacial. Na sua infância, aliens mataram a sua mãe, numa tentativa falhada de terminar a linhagem Spartax. Peter matou os ETs, e depois de um tempo num orfanato, fugiu e mais tarde tornou-se astronauta na NASA. Durante uma temporada numa estação espacial recebeu o cargo de Star-Lord (uma espécie de Lanternas Verdes, resumindo, polícias do espaço) e descobriu o seu pai verdadeiro, e desde então tem combatido a solo e em equipa inimigos como o Annihilus, Thanos, os Phalanx, os Badoon, etc. No filme é interpretado por Chris Pratt (Parks and Recreation, The Lego Movie).

Gamora
Criada por Jim Starlin em 1975. 
Com o apodo de a mulher mais perigosa do Universo, Gamora tem força, agilidade e regeneração sobre-humanas. Filha adoptiva do titã louco Thanos, que a treinou para para ser uma arma. Com o nivel de poder elevado por Thanos, Gamora parte em cruzada contra para destruir os genocídas da sua espécie, de que é a única sobrevivente. Depois de ajudar outros heróis a contrarias os planos de Thanos para exterminar toda a existência e de uma fase em que viveu noutra dimensão, voltou ao universo "normal" para lutar novamente contra Thanos e ser protectora de uma das gemas do Infinito, como membro da Infinity Watch (Guarda do Infinito). Depois de sair da Guarda, trabalhou como mercenária. Depois de uma fase noutra dimensão e de mais tarde surgir no universo com a mente alterada, romances com Adam Warlock, e o herói Nova, e a luta contra a Onda de Aniquilação, Gamora integra os Guardiões do Universo a pedido de Star-Lord, para proteger o universo proa-activamente. Além dos dois, essa formação da equipa incluia Adam Warlock, Quasar (Phyla-Vell) e os membros que se seguem na nossa lista. A Gamora em imagem real está a cargo de Zoe Saldana (Avatar, Star Trek).


Rocket Raccoon
Criado por Bill Mantlo e Keith Giffen em 1976.
Rocket (também conhecido por Rocky Raccoon, a canção dos Beatles que inspirou a personagem) era o responsável pela segurança no planeta Halfworld,  onde animais são modificados e antropoformizados para cuidar dos pacientes. Mais tarde, ao comando da nave "Rack 'n' Ruin", protegia o quadrante espacial Keystone.Depois de uma guerra, de ser aprisionado num laboratório e sujeito a experiências, Rocket une-se a Star-Lord, e o nome da equipa é sugestão dele. Durante uma fase até actua como líder dos Guardiões.
Além dos sentidos apurados de um guaxinim, é um competente piloto, excelente atirador e estratega. Claro está que no filme é criado por computador, com a voz de Bradley Cooper (A Vingadora, The A-Team, A Ressaca).


Groot
Criado por Jack Kirby, Stan Lee e Dick Ayers em 1960.
Totalmente reformulado em 2006, foi promovido de vilão a herói. A criatura tem o aspecto de uma árvore humanóide, ao estilo dos Ents do Senhor dos Anéis mas em menor escala. Mais tarde foi levado para os Guardiões pelo seu amigo Rocket. Mesmo com o corpo destruido várias vezes, Groot consegue regenera-se a partir de um simpes galho sobrevivente. Além disso pode aumentar muito a sua massa, controlar árvores, e é dono de um intelecto nível génio. Tal como Rocket, se no filme o corpo é fabricado nos circuitos de um computador, a voz que lhe dá vida (eu espero!) é a do actor Vin Diesel (Pitch Black, Velocidade Furiosa).

Drax The Destroyer
Criado por Mike Friedrich e Jim Starlin em 1973.
Originalmente Drax era Arthur Douglas, um ser humano que viu a familia ser asssassinada por Thanos. Outro ser cósmico - Kronos, avô de Thanos - criou um poderoso corpo para a mente de Arthur: Drax O Destruidor. Além de investidas contra Thanos, em busca de vingança, Drax integrou a Guarda do Infinito e em 2006 os seus poderes foram drasticamente reduzidos, e depois da ameaça de Annihilus juntou-se aos Guardiões. Para trazer aos ecrãs o imponente fisico de Drax foi escolhido o premiado wrestler Dave Batista (The Man with the Iron Fists, Riddick).

Na histórias em quadradinhos, bastantes mais personagens - além dos que mencionei acima - integraram - mais ou menos tempo - os Guardiões da Galáxia. Talvez alguns tenham uns cameos no filme: Mantis, Major Victory, Jack Flag, Bug, Cosmo (um cão telepata num fato espacial!), Moondragon, Homem de Ferro (o próprio Tony Stark), Angela, Capitã Marvel e Agente Venom.
Além dos nossos anti-heróis protagonistas, esta aventura espacial vai permitir o vislumbre de outras personagens da banda desenhada:

Os Vilões:



Nebula
Criada por Roger Stern e John Buscema em 1985.
Na banda desenhada é uma pirata e mercenária que clamava ser neta de Thanos. Quando este resuscitou, tornou-a uma criatura nem viva nem morta. Apesar de recuperada ( e de muitos acontecimentos depois), foi encarcerada e mais tarde transformada num cyborg. Altamente inteligente e atlética é uma guerreira temível. No filme, é representada como outra filha adoptiva de Thanos. A escocesa Karen Gillan (Doctor Who, Oculus) deseperou os fãs ao rapar a bela cabeleira ruiva, para encarnar a vilã.

Ronan, O Acusador / Ronan, The Accuser
Criado por  Stan Lee e Jack Kirby em 1967.
Pertence ao topo da hierarquia militar do Império Kree, Ronan é um ser extremamente poderoso, com implantes cibernéticos e a "Arma Universal". O escolhido para o desenpenhar foi Lee Pace (Malmequer, bem-me-quer; The Hobbit).

Korath, O Perseguidor / Korath, The Pursuer
Criado por Mark Gruenwald e Greg Capullo em 1992.
Na BD, Korath - como Ronan - pertence à espécie Kree, e como tal, exibe uma caracterísitca pele azul, e os seus poderes são derivados de melhoramentos cibernéticos. No filme é interpretado como um subordinado de Ronan por Djimon Hounsou (Gladiator, Blood Diamond).

O Grande Vilão, nas sombras a puxar os cordelinhos, responsável por enviar Loki invadir a Terra nos "Avengers":

Thanos, O Titã Louco
criado por Jim Starlin em 1973.
Na minha juventude acompanhei várias sagas na banda desenhada em que o grande vilão cósmico era Thanos, uma das maiores ameaças do Universo Marvel, obcecado em conseguir poder ( através do cubo cósmico, das gemas do Infinito, etc) para conseguir exterminar toda a existência. Numa história, Thanos destrói metade do Universo com estalar de dedos, tudo para agradar á sua amada, A Morte. 

Thanos surgia durante um microsegundo na cena pós-créditos de "Avengers" (Damion Poitier), mas em "Guardians Of The Galaxy" é vocalizado por Josh Brolin (Goonies, Este País Não É Para Velhos, Oldboy), e com Sean Gunn a fornecer os movimentos via motion capture

Outros personagens:
 
O Coleccionador / The Collector
Criado por Stan Lee e Don Heck em 1966.
Uma poderosa figura cósmica, esta entidade colecciona conpulsivamente todo o tipo de artefactos e criaturas. Já tinha aparecido numa cena pós-créditos de de Thor: The Dark World, e volta a ser interpretado por Benicio Del Toro (Traffic, Sin City, Che).

Yondu
Criado por Arnold Drake Gene Colan em 1969.
Membro fundador dos Guardiões originais, no filme Yondu é o líder dos Ravagers, os fora-da-lei que raptaram Star-Lord na infância e o  criaram. Michael Rooker (The Walking Dead, Henry: A Sombra de Um Assassino) é o actor que encarna este bandido espacial.


Nova Prime Irani Rael
Criada por Dan Abnett, Andy Lanning, Wellinton Alves e Geraldo Borges em 2008.
Irani foi uma centurião Nova. A Tropa Nova é uma força intergaláctica militar, com poderes concedidos pelos capacetes. No filme, Irani [Glenn Close (Os Amigos de Alex, 101 Dálmatas)] é Nova Prime, o líder dos Nova.

Rhomann-Dey
Criado por Marv Wolfman e John Buscema em 1976.
Ecoando a origem de Hal Jordan como integrante da Tropa dos Lanternas Verdes, quando Rhomann-Dey, líder dos sobreviventes da Tropa Nova, é ferido mortalmente e procura o seu substituto no planeta Terra, transferindo o capacete que permite acessar a Força Nova para o seu substituto Richard Rider. No filme, Rhomann-Dey [ o actor John C. Reilly (Chicago, Boogie Nigths, Magnolia)] é um soldado da Tropa, que já prendeu Star-Lord anteriormente.

Caros leitores que leram tudo até ao fim, espero que agora se sintam prontos para adentrar o lado cósmico do Universo Cinematográfico Marvel!
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Este post quase pode funcionar como uma sequela da rúbrica de sucesso do CINE31 "Filmes Que Toda A Gente Gosta, Mas Eu Não" (lembram-se?). Este top foi escrito pelo convidado especial Fernando Machado, que já participou com vários textos aqui no estaminé.



Casablanca (1942): Segundo o American Film Institute, este é a segunda melhor obra cinematográfica americana de sempre. Na minha opinião… talvez ficasse aí num 80º lugar numa lista de 100 grandes filmes. Sinceramente, não compreendo como é que esta longa-metragem adquiriu, com o passar dos anos, um estatuto tão elevado. Um realizador médio, interpretações, de Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, abaixo do expectável (então a atriz sueca… é demasiado evidente que não se preparou devidamente para este papel) e uma história que poderia ter sido mais desenvolvida (principalmente a relação do Rick e da Ilsa). Quase de certeza que nem os produtores imaginariam que, 70 anos volvidos, Casablanca simbolizaria o que simboliza hoje…

O Resgate do Soldado Ryan (1998): Sei que muitos me vão criticar mas… não gostei de O Resgate do Soldado Ryan. Este filme tinha tudo para ser um dos melhores da década, talvez ao nível da Lista de Schindler: um início alucinante, fantástico atores (Tom Hanks e Matt Damon, nos seus tempos áureos) e até um conceito interessante (“são uns quantos soldados que vão arriscar as suas vidas para salvar um só”). Porém, contas feitas, no fim, resta-nos um vazio estranho. Vazio porque durante uma boa parte do filme pouco ou nada de emocionante se passa; vazio porque o próprio tema se desvanece; vazio porque há demasiadas coisas que não seriam possíveis acontecer na vida normal, muito mais na guerra. Apesar do filme também ter mérito (boa realização, visualmente é das obras mais perfeitas que já vi…), considero-o um dos mais sobrevalorizados de sempre.

A Mulher que Viveu Duas Vezes (1958): Filme ignorado pelos Óscares (só foi nomeado a dois, nem sequer dos mais importantes), pelas audiências da altura (não foi tão bem recebido como outras obras-primas de Alfred Hitchcock) mas que, estranhamente, teve uma segunda vida após ter sido considerado o melhor filme de sempre por uma revista britânica. Pois bem, fui na onda e, finalmente, vi Vertigo. Contudo, não me convenceu. Frágeis interpretações (ainda para mais, gosto muito do James Stewart, além de que o papel da Kim Novak não lhe foi bem atribuído) e uma história que “foge” ao que o “mestre do suspense” nos habituou. Para mim, nem é uma das cinco melhores películas do Hitchcock, quanto mais de sempre!


O Artista (2011): Digam que Michel Hazanavicius é corajoso por realizar um filme (quase) mudo e a preto-e-branco nos dias de hoje, mas, por favor, não digam que isto é uma obra-prima, muito menos merecedor de Óscares! A verdade é que neste filme TUDO é aborrecido: os atores, as personagens, as músicas, a história… Ah, e chegamos ao fim com a perceção de que já se viu isto em algum lado…

Die Hard: Assalto ao Arranha-Céus (1988): Como já devem ter compreendido, detesto filmes vazios. E se O Resgate do Soldado Ryan o é, que dizer de Die Hard? Uma película pura e simplesmente preenchida com sangue, terrorismo e armas, todo o género de armas. Além do mais, a personagem principal, John McClane, não me cativa. Talvez seja por eu não apreciar o Bruce Willis, ou talvez seja porque não suporto estes heróis que, sozinhos, derrotam todos os inimigos que surgem. Sem dúvida que é um bom filme de ação, com excelentes efeitos especiais, mas está longe de ser o clássico de que se está à espera.

Nausicaä do Vale do Vento (1984): Ninguém faz filmes de animação como Hayao Miyazaki, isso é inegável. No entanto, por muito competentes que sejam os realizadores, nunca conseguem agradar universalmente e, no meu caso, Nausicaä do Vale do Vento é um bom exemplo. Eu não gostei deste anime. Nem é um caso de o considerar sobrevalorizado. Simplesmente, não gostei dele! É muito desinteressante comparado, por exemplo, com Princesa Mononoke ou A Viagem de Chihiro, além de que as criaturas da floresta também não são icónicas, muito menos a personagem principal (a Chihiro ficou-me mais na memória do que Nausicaä).

O Caçador (1978): Michael Cimino conseguiu fazer um impensável: realizar um filme de guerra aborrecidíssimo. Isto é, seria normal que alguns momentos fossem desprovidos de emoção, mas 20 minutos completos a vermos a festa de um casamento? Numa longa-metragem sobre a Guerra do Vietname? É, no mínimo, absurdo. E, de um momento para o outro, lá estão uns quantos vietnamitas a obrigar os americanos a jogar à roleta russa. Mas, excluindo isso, o filme só vale mesmo pelo Christopher Walken.

A Vida é Bela (1997): Dizer que A Vida é Bela é um filme ridículo, é pouco. Terá alguma lógica uma personagem estar constantemente a rir e a brincar sendo prisioneiro num campo de concentração? Se não soubesse que tinha sido o Roberto Benigni o responsável, diria mais que isto é um filme propagandista realizado por um NAZI. E como se isso não bastasse, ainda chamam a isto A Vida é Bela

Mulholland Drive (2001): Supostamente, Mulholland Drive era para ser uma série de TV, mas os produtores rejeitaram e tornou-se num filme. E é precisamente aqui que está o cerne do problema: David Lynch teve que condensar em 150 minutos o que poderia fazer em 500 minutos (número aproximado). Resultado? Longa-metragem bizarra, em que nada é o que parece e na qual nada nos é explicado. Ah, e ver este filme às 00:00 horas também não ajuda…

A Vida em Direto (1998): Este Truman é uma das personagens mais ridículas e absurdas do cinema (talvez só suplantado pelo Guido de A Vida é Bela): passa toda a vida num programa de televisão (que parece durar eternamente) e não sabe de nada, nem sequer tenta saber. E quando descobre… não se passa nada de anormal: seria suposto vingar-se ou algo do género, mas só fica ligeiramente enervado.




Muito obrigado ao Fernando Machado pela colaboração! Estive quase a não publicar a lista quando vi a Nausicaä. Just kidding!

E recordo aos nossos leitores que estamos sempre receptivos às vossas criticas e opiniões! Esperamos que mais contribuições cheguem no futuro, deste e de outros leitores que se inspirem a falar sobre a sétima arte. Enviar criticas, opiniões e sugestões para cine31@gmail.com. Outras críticas de convidados especiais: "CINE31 - Convidados Especiais"
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