Find us on Google+



Apesar de James Horner (1953 - 2015) ter composto a banda sonora do melhor filme de todos os tempos - "Commando- a imprensa vai apresentá-lo na feed de noticias como "o compositor do Titanic", aquele pequeno filme indie de final do século XX. James Horner faleceu aos 61 anos num acidente de aviação. "Compositor James Horner morre em queda de avião na Califórnia".

Em termos das bandas sonoras que criou, sempre me incomodou - como a muitos - a sua tendência para repetir temas de trabalhos anteriores - e mais tarde também descobri que de outros trabalhos clássicos - uma espécie de autoplagiarismo que torna muitas das suas trilhas muito semelhantes. Sempre hesitei entre a preguiça ou coerência da identidade do corpo de trabalho. Seja como for, ao fazer zapping sabemos sempre quando foi ele a fazer a  BSO do filme.

Recordemos então alguns dos seus trabalhos:
Uma lista do Youtube que compila vários videos:


Incluídos nos vídeos excertos das bandas sonoras de Aliens, Apollo 13, Uma Mente Brilhante, Titanic, Enemy at the gates, Glory, Braveheart, Lendas da Paixão, Deep Impact, Battle Beyond The Stars, Apocalypto, etc.

Ler Mais ...

0 comentários


"O Tubarão" ("Jaws") de 1975. O filme ideal para rever antes de ir à praia faz hoje 40 anos! 
Quais são as vossas cenas favoritas? Saibam mais sobre o filme, a estreia em Portugal e descubram a cena que mais me assustou no blog da "Enciclopédia de Cromos": "Tubarão" (1975).

Ler Mais ...

2 comentários

Olá visitantes internautas e mãe que me apoia em tudo.

Bem-vindos à nova rubrica do CINE31 chamada:

Autor: [Patrão] David Martins

Este é o espaço onde eu analiso filmes e sabe-se lá mais o quê acompanhado por vídeo e pela minha voz asmática.

 Comecemos isto com Jurassic World. Isto ainda é um episódio piloto para ver o que resulta e o que não resulta, pelo que agradecia qualquer sugestão sobre o que acham que devo melhorar. Juntos, podemos fazer a diferença neste planeta. Separados também, mas não é tão romântico.

Aqui fica então o teste:




Ler Mais ...

0 comentários



Parece que foi ontem, mas o fantástico "Batman Begins" já estreou há 10 aninhos! E continua a ser o meu favorito da agora trilogia do Bat-Nolan. Aproveito para recordar a "crítica" que escrevi em 2005 e que revisitei em 2011: "Batman Begins" (2005).

"Batman Begins" (2005)

Apareçam e comentem no Grupo no Facebook: "CINE31 Grupo Oficial".
Ler Mais ...

0 comentários

Hoje faleceu uma figura lendária do cinema, o grande  Christopher Lee.
A sétima arte ficou mais pobre,mas para a história ficam os seus trabalhos, desde o mais icónico Dracula, a um Jedi caído em desgraça, passando pelo feiticeiro Saruman, o detective Sherlock Holmes, etc.

Ler Mais ...

0 comentários



Nasci uns anos tarde demais para apreciar a Saga Star Wars original no cinema. A Guerra das Estrelas foi o filme que marcou uma geração de cinéfilos e de cineastas. Só apreciando a saga na TV - e ficando fã imediatamente - a minha "Guerra das Estrelas" foi o "Parque Jurássico", o "Jurassic Park" de 1993, a maravilhosa adaptação (um pouco livre) de Steven Spielberg do livro homónimo de 1990 de Michael Crichton. A apresentação ao grande público aconteceu a 11 de Junho de 1993, e só chegou ás costas portuguesas - com o atraso da praxe - em 1 de Outubro do mesmo ano. Tal como no resto do planeta, foi um êxito.

Trailer:


Como muitos, aguardo com ansiedade pela nova entrega, "Jurassic World"que estreia hoje em território nacional - esperando uma viagem, não, uma aventura em grande. A ver vamos...

Já muito foi dito sobre o revolucionário "Jurassic Park" e as suas sequelas medianas, por isso deixo o link para o meu texto sobre o filme e para a revista que me encantou na adolescência e despertou o interesse pelo cinema.








Ler Mais ...

0 comentários


Já sabem que sou fã de histórias espaciais, aguardo o próximo de Riddley Scott com curiosidade:





"I'm going to have to science the shit out of this."

Sinopse:
Durante uma missão tripulada a Marte, o Astronauta Mark Watney (Matt Damon) é dado como morto após uma tempestade e deixado para trás pela sua tripulação. Mas Watney sobreviveu e encontra-se preso e só num planeta hostil. Com escassos mantimentos, ele terá que contar com a sua criatividade, inteligência e espírito de sobrevivência para encontrar uma maneira de enviar para a Terra um sinal de que está vivo. A milhões de quilómetros de distânica, a NASA e uma equipa de cientistas internacionais trabalham incansavelmente para trazer Watney de volta, enquanto, simultaneamente os seus colegas de tripulação planeam uma ousada – se não impossível – missão de resgate. Com a revelação destas histórias de incrível coragem, o mundo une-se por uma causa – o seguro regresso de Watney.

Baseado num best-seller, e realizado pelo mestre Ridley Scott, “PERDIDO EM MARTE” conta com um elenco repleto de estrelas como Jessica Chastain, Kristen Wiig, Kate Mara, Michael Pena, Jeff Daniels, Chiwetel Ejiofor e Donald Glover.

[via BigPictureFilms]



Estreia em Novembro de 2015.
Ler Mais ...

0 comentários

Finalmente depois de semanas em standby sai da caverna e fui ver se se justificava o hype do novo Mad Max. Na sala número 3 do shopping somente eu e o meu ego. Ainda enchemos uma poltrona. Nunca percebi o culto sexual que os americanos e os australianos fazem aos automóveis, mas depois de ver este espectáculo de adrenalina e pirotecnia orgânica, senti-me com vontade de ir ao stand mais próximo, comprar um ferro velho motherfucker redecora-lo em estilo pós-apocalíptico e partir rumo ao deserto carregado de lanças explosivas e  gasolina ao encontro da tribo de tunning mais terrível que encontrasse. E eu nem carta tenho. 

Apesar de esta ser uma nova entrega de um universo pre-existente, não é necessário ter visto os anteriores.

O espectador é atirado para o meio da acção, como se fosse um comum habitante desse mundo de areia e sangue, raptado e levado a reboque de uma montanha russa. Existe toda uma série de códigos e rituais dessa sociedade bizarra, que felizmente não são explicados. Aliás, a "exposition" é reduzida ao mínimo. Tecnicamente o filme é impecável, a maioria do elenco é carismático, e até o mais insignificante "minion" tem o seu momento. Ainda não vi as featurettes dos bastidores e efeitos especiais, mas fica a sensação que aproveitaram ao máximo os efeitos prácticos e que os complementaram com CGI, para um excelente resultado. Nas últimas semanas o MFI (Movimento Feminista das Internets)  parece ter-se apoderado da película, embriagado pela quantidade de mulheres em papéis de destaque e acção, que acabam por ofuscar a personagem macho que dá título à saga. Max, junto com o vilão,  tem o papel mais previsível do filme, o homem capturado que foge e luta pela sobrevivência mais básica , mas que a certo momento terá que optar por salvar a própria pele ou ajudar os outros necessitados. Um pormenor que não desmerece o trabalho dos actores, que conseguiram brilhar mesmo por detrás da sujidade e das máscaras. Apesar da tonelada de análises entusiasmadas sobre simbolismos, e tudo o que interesse a determinadas agendas políticas ou sociais,  o filme não é a maior obra-prima do cinema obviamente, nem pretende ser, mas é decerto um novo marco no cinema de acção, uma viagem freneticamente editada que aconselho vivamente. Será o ressurgir de um sub-género? 

Ler Mais ...

0 comentários


Durante uns tempos foi a coisa mais antecipada por este que escreve. Naturalmente depois foi abafado no vórtice de trailers e boatos costumeiros das novidades de cinema. Até que já perto da data de estreia voltou às atenções - não do público em massa, mais entretidos com car porn e super-heróis - em grande estilo, um videoclip cantado e protagonizado por uma das criaturas que é a incorporação dos anos 80: David "Michael Knight" Hasselhoff (para os menos velhos, o Mitch das Marés Vivas. Para os putos, o júri do "America's Got Talent"). E só depois da estreia os sites mainstream descobriram esta tresloucada aventura, que recorda a bizarrice dos filmes e jogos de acção dos anos 80, mas elevando o nível até á   estratosfera, não cometendo o erro de reverenciar tanto a fonte como alguns filmes que não passam de cópias aguadas com melhores efeitos. Neste pout-pourri há doses generosas de artes marciais - mais próximas dos clássicos jogos de luta das arcadas - clichés de filmes policiais e buddy movies, vikings com pouca roupa (Barbarianna merecia mais screentime), deuses nórdicos gigantescos, dinossauros, viagens no tempo e o alemåo mais odiado de toda a eternidade: não a Angela Merkl, mas o próprio Kung Fhürer: Adolf Hitler e a sua horda de nazis. Mas  O que mais se pode querer? Um plot sem buracos, desenvolvimento de personagens? Mas se procuram diversão este é o vosso filme. Onde mais vão ver uma longa sequência a que só falta as barras de energia para sair diretamente de um beat'em up como o Double Dragon?
Em suma, os anos 80, como nunca foram. 



O meu maior receio era que apesar do conceito de paródia em anabolizantes ser atraente, que meia dúzia de moneyshots não fossem o suficiente para manter a coerência e interesse numa curta de 30 minutos. Mas não há motivo para preocupações. Sem sequências de encher chouriço, indo directo ao assunto  o filme cumpre com distinção o objetivo a que se propôs.
Só nos primeiros 5 minutos já ri feito parvo mais vezes que em muitos filmes inteiros, a inventividade e sentido de humor desta comédia de acção insana - over-the-top é pouco - faz desejar uma versão mais longa. 
De poucos em poucos segundas tinha vontade de voltar atrás e tirar um screenshot ou criar um gif animado do que via no ecrã em toda a sua glória chunga e épica. David Sandberg,  o sueco dos sete instrumentos ao leme do projecto - financiado por fãs - que realizou, escreveu e protagonizou está de parabéns. Atirem-lhe dinheiro para ele fazer a versão longa-metragem para inevitavelmente nos podermos queixar que afinal a curta era muito melhor. 
Ler Mais ...

0 comentários


A primeira edição do "Fast Rewind" do ano de 2015. Muitas notícias, boatos e vídeos do mundo do cinema e TV afloraram na Internet nas últimas semanas. Uma agenda preenchida não me permitiu publicar tudo aqui no blog, mas fiz agora um pequeno apanhado do mais interessante:



Aos 13 anos, jovem Bill Forsche (artista de maquiagem e efeitos especiais) gravou no cinema o som do filme e da audiência a reagir ás cenas no ecrã. Se fecharem os olhos podem fazer de contas que também estiveram lá:

Nota: O leitor Pedro Horta indicou-me uma gravação semelhante feita em 1979 num cinema que exibia o clássico de terror "Halloween": "My HALLOWEEN Audience Reaction AUDIO (1979)" .
>Ainda sobre a saga "Star Wars", um dos boatos recentes afirma que o provecto Max Von Sydow vai encarnar o icónico caçador de recompensas Bobba Fett, que teria assim sobrevivido a ser devorado pelo monstro Sarlac no "O Regresso de Jedi".
>Nota: "Star Wars: The Binks Awakens" [vídeo] - O regresso de Jar Jar Binks à saga.


>"Captain America: Civil War"

O terceiro filme do Capitão América, em vez de uma aventura solo, vai ter a maior concentração de heróis da Marvel por frame. Além da sinopse foi confirmado que ao elenco, a
lém dos Vingadores dos filmes anteriores, junta-se o Homem-Formiga, Pantera Negra, Sharon Carter, Barão Zemo, Crossbones, General Thunderbolt e uma personagem interpretada por Martin "Bilbo" Freeman. Dias antes, também chegou à Internet uma suposta concept art para o filme:

>Ant-Man - Poster genérico do Homem-Formiga:

>Fantastic Four - Novo poster do Quarteto Fantástico



>Suicide Squad - Mudando de universo cinematográfico de super-heróis, um dos próximos filmes da DC Comics, o "Esquadrão Suicida" revela os seus integrantes, trajados a rigor:

>Ainda falando de super-heróis, "Batman V Superman XXX: An Axel Braun Parody", a versão paródia porno do filme de Zack Snyder:


>TRAILERS:

"Vacation" (2015) - Sequela das comédias "Que Paródia de Férias" e "Que Paródia de Férias! Perigo: Americanos na Europa" de 1983 e 1985:



"Sense8" - Projecto dos manos Watchowsky para o canal Netflix:




Jurassic World - Mais um tv spot:

 

Absolution - Prova que Steven Seagal ainda vive. [enviado por Pedro Pereira]


Absolutely Anything - Simon Pegg numa espécie de Bruce Almigthy:


O Pátio das Cantigas - O remake "moderno" desta clássica comédia nacional: 


Com direito a 2 remixs não oficiais: [1] e [2].

>"Alerta" - Curta metragem portuguesa, produzido por H2T Media. Um filme de Hélder Almeida, Humberto Carvalho, Tânia Relvas e Tânia Teixeira:




> LINKS E NOTÍCIAS AVULSAS:







Do grande Pedro Cinemaxunga, o cartoon do mês:


Momento Nostalgia:
O visual do blog CINE31 em 2009, influenciado pelas cores de "Watchmen":




Acompanhem as últimas novidades no CINE31 Tumblr

Revejam as outras edições do "Fast Rewind".
Ler Mais ...

0 comentários

É verdade caro leitor! O Blog CINE31 comemora hoje o seu 10º Aniversário! Sim senhor@! Uma década a reportar e divagar sobre o lado mais nerd, geek, estranho, idiota ou divertido do cinema e da televisão. Com menos actividade nos últimos tempos do que eu desejava, é verdade, mas nunca esquecido!
Não garanto mais 10 anos de bloguismo (?), porque não sei o dia de amanhã, mas afirmo tentar manter o blog a funcionar o máximo que esta equipa puder.



Como costume, quero agradecer à nossa comunidade de leitores no Blog, Facebook, Tumblr e afins; e em particular ao meu sócio Bruno por ainda não ter fugido para a concorrência, onde pagam melhor e oferecem bilhetes para o Benfica. Chega de conversa, vou partir o nosso bolo imaginário, há uma fatia para cada um!


 May the Force Be With You!
Ler Mais ...

5 comentários


Miraculosamente, consegui evitar durante esta última semana qualquer tipo de spoiler que estragasse o filme, visto que estreou no Brasil antes de Portugal ou na terra do Tio Sam, e é conhecida a tentação obsessão de boa parte dos internautas em tentar estragar as surpresas dos restantes espectadores. 
Qual fita de James Bond, o começo é de acção, com um raid à base da HYDRA onde se esconde o Barão Von Strucker, aqui no papel do Dr. Mengele do Universo Marvel, a fazer experiências ilegais para conseguir criar super-humanos ("optimizados" foi a melhor tradução que arranjaram para "enhanced"?). 
A equipa dos Vingadores é uma máquina oleada com estratégias pré-definidas e confiança nos seus  membros e meios. Para quem acompanha a série Agents of SHIELD, reconhece que o ataque a Von Strucker é a continuação directa das descobertas do último episódio emitido ("The Dirty Half Dozen"). As relações entre os Vingadores evoluíram, Tony Stark e Bruce Banner (o Iron Man e o Hulk) continuam o seu bromance científico, Steve Rogers e Thor são outsiders no mundo moderno, mas parecem ter-se adaptado bem à Terra do século XXI. Como se viu nos trailers, Banner e a Viúva Negra desenvolveram uma relação que começa a transbordar do profissional para o pessoal. O Gavião Arqueiro (Hawkeye) tem direito a maior exposição, como forma de compensar o seu papel de marioneta do primeiro filme. As novidades principais (apesar de  surgirem durante uns segundos no final de "Captain America: The Winter Soldier") envolvem os gémeos Pietro (Aaron Taylor-Johnson, de "Kick-Ass" e "Godzilla" ) e Wanda Maximmof (Elizabeth Olsen, "Godzilla"), respectivamente Quicksilver (Mercúrio em Portugal e Brasil) e Scarlet Witch (Bruxa Escarlate), personagens com a peculiaridade de poderem ser usados  nos filmes da Marvel Studios e da 20th Century Fox (que utilizou recentemente outro actor como Quicksilver no "X-Men: Days Of Future Past"), visto [SPOILERS] pertencerem aos Vingadores [/SPOILERS] e terem ligações aos X-Men. No entanto, na Marvel Studios não podem ser referidos como "mutantes" ou a sua relação familiar com Magneto. Assim, em vez de nascerem com poderes como os X-Men, submeteram-se às  experiências do Barão Von Strucker.

Os fãs de "Agent Carter" vão gostar do miminho, um pequeno cameo que não era muito secreto. E falando em cameos, são diversos, além do obrigatório de Stan "The Man" Lee como um veterano da Segunda Guerra Mundial. Não levei o contador de piadolas, mas há uns dias li algures que o espectador podia esquecer os momentos de humor que permeavam o primeiro "Avengers", que a sequela era muito mais séria e soturna. Não recordo quem escreveu isso, mas provavelmente foi alguém que viu o "Man Of Steel" e ficou confuso. Os atritos, one-liners e humor estão presentes, desde os actores principais ao mais insignificante capanga que apanhou a maior sova da sua vida. Mas se o realizador Joss Wheadon é conhecido precisamente por fazer sobressair o lado mais humano do que podia ser um blockbuster feito em piloto automático, e de ter enriquecido um pouco os heróis com os seus medos e vidas pessoais, o grande ponto negativo é que senti falta de ser verdadeiramente surpreendido. Incomoda também - apesar de sabermos que passou tempo - o que levou Tony Stark a recuar na decisão de destruir todas as armaduras ("Iron Man 3"), e agora ter um exército ainda maior de armaduras telecomnadadas. Também senti pena da banda sonora praticamente só se fazer notar quando entra o leitmotiv familiar dos Vingadores, provavelmente num segundo visionamento sairá beneficiada.
A nível técnico, os efeitos especiais continuam excelentes, por exemplo, a nível da animação CGI os drones de Ultron movimentam-se com uma naturalidade incrível. Consegui evitar os últimos anúncios de TV e featurettes ao filme, para manter algumas surpresas, e resultou, não estava à espera da forma como ia ser aplicado o master plan do vilão. E falando de Ultron, fui dos tais que torceu o nariz quando soube que o  máximo vilão robótico da Marvel ia ter uma personalidade marcada e a origem modificada (na BD, o criador de Ultron é Hank Pym, que vai ter um papel no próximo "Ant-Man". Percebo a opção de simplificar, já bastam dois cientistas geniais na equipa). Assim que vi o teaser, "There are no strings on me" e a sua mitologia do Pinóquio, sobre o escravo que se liberta das grilhetas e quer ser um homem de verdade, dei a mão à palmatória. Que belíssimo trabalho vocal e corporal de James Spader ("Stargate", "The Blacklist"), que contrasta com o estereótipo de "robot-do-mal" sem alma. Mas o plano de Ultron é ser mais que um homem comum, e é ai que entra o Visão (The Vision) cuja origem é das mais belas da BD cinematográfica (lembram-se do dramático  renascimento do Sandman no Homem-Aranha 3?).
À medida que se sucedem os filmes de super-heróis é cada vez mais complicado surpreender o espectador, mas "Avengers: Age Of Ultron" é bastante entretido, não se torna um sermão sobre as implicações filosóficas da criação de uma inteligência artificial, belas sequências de acção e a garantia de satisfação para os fanboys que querem ver os seus heróis saltarem das páginas da BD para o grande ecrã e rebentarem com um sem fim de robots.


Ler Mais ...

1 comentários

 Ninguém conseguia conter o meu entusiasmo quando no final de Batman Begins, Jim Gordon partilha uma carta com Batman. Na verdade, o público estava mais ocupado a controlar o seu próprio entusiasmo no cinema. Mais tarde, é anunciado quem irá interpretar esta personagem mítica. Heath Ledger, o Cowboy.

E como sabemos, a internet é um espaço sem preconceito.


 Ora, o que não falta na internet são artigos sobre a revelação. Já todos sabem que ao inicio ninguém gostava da ideia mas depois surpreendeu toda a gente. Mas de facto é uma das lições mais importantes a aprender sobre Hollywood: espera para ver.

 Admito, embora eu tenha amado Batman Begins, eu duvidava da probabilidade de chegar aos calcanhares de Jack Nicholson. Não tanto pela sua interpretação ter sido um clássico instantâneo mas por... bem... ser o Jack Nicholson. Ele podia estar a ser ele próprio e o filme resultaria na mesma. Aliás, acho que até foi isso que aconteceu, todo o filme do Tim Burton é um gigante Behind-the-scenes.

No longínquo ano de 2007, vi a primeira imagem oficial de Heath Ledger como Joker.


E o que pensei foi: "Ok, vão para um caminho totalmente diferente. Awesome!"

Um ano mais tarde, ainda nem o filme tinha estreado e já era um clássico instantâneo. Embora houvesse muitas pessoas que detestassem o The Godfather Knight, eram poucos os que negavam a fantástica interpretação de Heath Ledger, o Palhaço.

Enquanto que Anne Hathaway passou por um caminho semelhante (não foi certamente o problema de The Godfather Knight Part II), vamos saltar um pouco para chegar ao que interessa neste artigo. Ou pelo menos tenho fé que interesse.


Naturalmente, o desafio de encarnar Joker passou a ser colossal. Assim, quando anunciaram o próximo concorrente... eu fiquei descansado.

É só acrescentar a peruca basicamente.

Vejo imenso potencial no Jared Leto e, no geral, a internet também. O descanso continua quando sabemos que haverá inspiração no Joker de The Dark Knight Returns.



Mais uma vez, uma versão diferente do que já vimos no grande ecrã. Aliás, vamos ver uma imagem feita por outra pessoa na internet que nos mostre todos os Jokers até agora.


Portanto, como será o pro....









Sabia que o meu gato viria a ser útil mais cedo ou mais tarde...

 Mas...ahem... a internet está outra vez completamente dividida. Diria que está mais inclinada para o lado de "Mas que merda é esta?"

 É de facto uma viragem e tanto.

E eu adorei.


Parece maluco. Parece doido. Parece insano. Parece assustador. Parece diferente.
Terá sido demais? Acho que não, foi só a surpresa de ter passado as nossas expectativas, para o bem e para o mal. Quer dizer, isto é que pode ser discutido de ser demais:




E mesmo assim, não acho. É o Joker. É completamente demente. Tudo o que faça está dentro da personagem porque ele não tem limites. Quer na BD, quer nos desenhos animados e agora quer nos filmes, sempre houve tanto o estilo..estiloso... como o estilo passado dos chifres.


 Esta fotografia diz-nos algumas coisas. Conta-nos que a pancadaria com o Batman já ocorreu imensas vezes ao longo dos anos ao ponto de já ter os dentes da frente todos partidos. Mal posso esperar para ver os sorrisos creepy que vão sair dali. Quanto às tatuagens, o lado mais infame do novo look... quem disse que o Joker de Heath Ledger não tinha tatuagens no peito? Nunca se viu. Provavelmente tinha outras cicatrizes, pronto, mas não acho que fugisse assim tanto do lado punk que ele tinha. Talvez as tatuagens do Jared tenham sido feitas na própria Arkham? Deve ter estado tempo suficiente para as fazer, além de adquirir massa muscular. O que acho que falta é uma tatuagem de um morcego para marcar a adoração pelo seu... ahem, melhor amigo. Não sei, acho que seria um pormenor interessante.

 Não acho que vá ser o look final da personagem. Falta-lhe os lábios vermelhos que não deve ter por estar, portanto, preso. Tal como acontece no filme animado Batman: Assault on Arkham onde o Joker começa sem batom:


E quando se liberta termina o seu look para algo mais bonito.


EDIT (Minutos depois): Reparei que de facto ele já tem os lábios vermelhos na foto. Mesmo assim, acredito que ele retoque o visual.

A foto do Jared também mostra o lado cómico da personagem com a sua pose possivelmente a imitar o quadro "O Grito". Ou pelo menos espero que não esteja a imitar o Macaulay Culkin.

A questão das tatuagens ainda me faz pensar na possibilidade de este Joker vir a mudar-se constantemente. Chegaremos a uma fase New 52 em que ele arranca a cara e volta a agrafá-la? Talvez não, é mais tramado para vender brinquedos. Já com o Heath Ledger se viram à rasca.

Tão querido, um assassino terrorista.

Como disse, eu gostei bastante do visual. Não deixa de ser fiel à personagem e, ao mesmo tempo, é algo diferente do que já vimos ser feito. E volto também a dizer que não é o visual final. O bom deste tipo de artigos é que daqui a uns anos posso me arrepender do que escrevi mas se tudo correr bem já serei demasiado rico para me preocupar com vocês.

Percebo que não gostem do novo visual mas talvez como aconteceu com o Heath Ledger, o visual vos conquiste.

Ou pode ser que já estejam fartos de filmes de super-heróis e querem mais que isto tudo se lixe. De qualquer maneira, não vos posso julgar.


Ler Mais ...

0 comentários



 É engraçado como no meio de toda esta vaga de filmes de super-heróis nos últimos tempos, Portugal continua com uma forte lacuna na área. Não me entendam mal, existem várias BDs da nossa autoria, mas não existe nenhum herói que seja mainstream, que seja imediatamente reconhecível pelo povo.


Ok, fair enough
 Sempre pensei que devia de existir um "Capitão" de cada país. Se há o Captain America e o Captain Britain, porque não há o Capitão Portugal?


 Provavelmente porque o nome é horrível.

 Mas felizmente houve quem tenha pensado de forma parecida. Alguém levou aos nossos cinemas uma lenda que viria fabricar figuras de acção para os nossos netos fazerem barulho na sala de estar mesmo aos 80 minutos da final da taça.



João Leitão apresenta-nos Capitão Falcão, a história de um português mais português do que os portugueses. Por um lado, a história de um herói que faz tudo em seu poder para livrar a nossa querida pátria de um mal horrendo: o comunismo. Por outro lado, a história de um herói que sempre foi herói.Um português com bigode, porra!

 O filme segue todo um arco tipico onde o nosso herói começa um treino para se tornar numa lenda, ser o melhor no que faz até o desafio provar ser demasiado grande para o Capitão e redescobrir quem ele é e o que é esperado que seja. Portanto, a história do Batman, com a diferença de Falcão, na verdade, ser melhor que o Bruce Wayne pois apresenta de imediato uma postura exemplar na sua época de treino. De certo que Falcão que nasceu com a mão na testa a amar a pátria e a chorar o hino.

 E amar a pátria é o que Capitão Falcão é. Falcão tem claramente uma preferência política mas algo me diz que fosse quem fosse que estivesse no comando da nação, Falcão iria considerar como um pai. Este orgulho nacional acaba por ser a mensagem do filme. Não que devemos amar Salazar, mas numa altura em que os portugueses vivem numa colónia alemã devemos pegar naquilo que é nosso e defender com orgulho! Mesmo que eu não goste nada de bacalhau cozido com couve! Perdoe-me Capitão pois eu falhei!

 Porém, se por um lado o Capitão nos exemplifica com o amor à pátria que devemos ter, o filme também nos mostra que não devemos ser cegos pela nossa escolha política e hábitos culturais, mesmo que a personagem assim seja. O melhor exemplo que posso dar é a forma como o Capitão vê as mulheres que não podia ser mais machista. Tudo isto é feito com humor cuidado e é uma clara crítica à ignorância da época (...e ainda nos dias que correm), o que acaba por, ironicamente, ajudar o carácter do Capitão pois embora o facto de ser tão perfeito no seu trabalho proporcione momentos hilariantes, esta sua linha mais acinzentada traz um humor "Parker-Stoniano" nos momentos certos para não correr o risco de se tornar insonso.

 Falando então na comédia, bato as palmas a Gonçalo Waddington que não só corresponde com a postura perfeita para a personagem como todos os seus timings e deliverys são impecáveis. Infelizmente, acho que aqui quem peca é o filme em si pois há várias cenas em que há todo um build-up a uma piada e quando esta não resulta tão bem, a extensão da cena não deixa a piada morrer e passar a outra, tornando assim um momento mais fraco. São várias as cenas que sofrem deste efeito mas não é, de todo, o suficiente para estragar o filme. Há piadas que genuinamente me fizeram rir no cinema com a minha favorita a envolver o Puto Perdiz que volta a repetir-se mais à frente de forma ainda melhor acabando por ser a minha piada favorita. Honestamente, foi inteligente não terem abusado da piada quando chegaram ao pico desta, mas parte de mim não se cansaria de continuar a ver ao longo do filme.

 Se eu pensei que Portugal devia ter um capitão super-herói, mais recentemente pensei que era possível haver um universo partilhado ao estilo Marvel. Pensei num outro herói que facilmente se encaixaria neste filme e não é que realmente fizeram um cameo? Foi também essa aparição que acabou por salvar a pior parte do filme pois embora eu entenda o propósito que tem para o tal arco de desenvolvimento, todo o acontecimento ao Capitão corta o ritmo do filme e mesmo com algumas piadas bem sucedidas pelo meio, o filme começa a morrer. Felizmente, quando o filme recupera, é uma recuperação imediata graças ao entusiasmo de Gonçalo Waddington.

 Eu referi há pouco o Batman (sejamos honestos, eu também encontro qualquer desculpa para referir o Batman) mas não foi por acaso (em principio) pois uma das fontes de inspiração há-de ter sido certamente o Batman de Adam West no que toca à siliness do filme, quer na interacção com o parceiro,no papel que Salazar tem no filme, na projecção do cenário durante o uso de veículos e, claro, as fantásticas transições. As lutas não têm o clássico "Wham!" no ecrã, ao invés disso, a inspiração aqui passa a ser o Green Hornet com o parceiro asiático a ser um lutador absolutamente fantástico. É dado a entender que o Capitão é bem capaz de se defender e na vasta maioria dos casos é capaz de resolver tudo sozinho, mas o seu aprendiz é claramente mais competente a lutar. E as lutas são realmente uma enorme surpresa no filme. Uma autêntica lição a filmes de Hollywood que disfarçam as lutas com excessivos tremores de câmara e cortes dentro de cortes. Aqui João Leitão apercebe-se do potencial de trabalhar com actores que sabem lutar na vida real e tira o máximo do proveito deixando que o baile da luta fale por si, havendo coreografias fantásticas. Há actores que também sabemos que jamais seriam capazes de efectuar certas manobras mas também o trabalho dos duplos está de parabéns pois está tudo muito bem disfarçado.



 Nota-se perfeitamente que o filme foi feito com imensa dedicação, desde o casting à direcção de arte que consegue nos levar à época em muitas das cenas. Há que adorar o uniforme do Puto Perdiz.

 Capitão Falcão é um filme que, embora não seja perfeito, traz algo de diferente para a nossa cultura nacional. Mais importante, traz algo feito com cabeça, algo que sabe o que é e o que é, é bom. Portanto, é o completo oposto da merda do Sei Lá.

Nem tudo resulta, sendo o pacing em certos momentos o seu maior pecado e a história ao ter um desenvolvimento bastante característico do género de super-herói, é bom pela graça às referências e diversão com o género e mau pela previsibilidade do rumo geral da história, não deixando de haver, ainda assim, várias surpresas. Mas é a primeira vez que durante um visionamento de um filme português eu penso "Quero mostrar isto a amigos meus e quero comprar o DVD". Não há de ser certamente um estilo de humor para todos mas não deixo de recomendar que assistam ao Capitão Falcão pois é um bom bocado e é bem passado. Oxalá haja sequela, especialmente com o que acontece depois dos créditos. Não é o Samuel L. Jackson a aparecer mas também é sexy.


 Termino assim o texto a dizer: A cena do jantar de família é, em toda a sua execução, absolutamente genial.

Ler Mais ...

0 comentários


Depois de ser second billing na sua suposta sequela, o Homem de Aço enfrenta o Cavaleiro das Trevas num universo drenado de cor e diversão. Este não é o meu Super-Homem, vou juntar as bolas do dragão e trazer de volta o Christopher Reeve. Mas vou ver isto de qualquer maneira, damn you Nolan!


[via GT]
Ler Mais ...

0 comentários