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 Querido Pai Natal,
Tudo o que eu quero neste Natal é a paz mundial, bifes todos os dias e tripés para hollywood.

 Já não é preciso ver um filme em 3D para ficar com dores de cabeça. Eu percebo que tremer a câmara em cenas de acção as tornam mais emocionantes e não me importo de uma agitação aqui e ali mas em Red Dawn o efeito está descontrolado. Não sei se o cameraman esqueceu de se meter na posição correcta quando o realizador gritou "Acção!" e viu-se obrigado a correr atrás dos actores para ver se os apanhava a tempo ou filmou com a câmara presa ao pulso por um cordel e agitou o braço como se estivesse a fazer "a volta ao mundo" com um iô-iô. A verdade é que nunca vi tanta desorientação numa cena, não percebi nada de quem estava a bater em quem ou quem é que foi projectado contra o vidro e eu percebi relativamente bem o que se passava nos filmes Transformers!

 Red Dawn é mais um remake de um filme de culto dos anos 80. Não vi o original mas nesta versão a Coreia do Norte invade e controla vários territórios americanos num estilo de "What If?". Assim, a história mostra os americanos de joelhos com o destino às mãos de um temível exército inimigo onde a única esperança é um grupo de rebeldes chamados "Sacanas Sem Lei"... ou pelo menos na minha cabeça, no filme chamam-se "Wolverines". O grupo é composto pelo líder Thor e o seu irmão mais novo interpretado por Josh Peck num quem-o-viu-e-quem-o-vê desde a série do Nickelodeon, Drake & Josh, e a juntar-se ao grupo mais uma dúzia de marmanjos dispensáveis. Já todos vimos estas personagens em milhares de filmes mas a personagem do Chris Hemsworth acaba por ser com quem simpatizamos a meio do filme, talvez por ser a única com bom senso.

 Além das enxaquecas que são as cenas de acção, o filme sofre de potencial desperdiçado. É uma pena pois confesso que sou fã da ideia de mostrarem a América invadida. Claro que é um excelente pretexto para exibir mais patriotismo e acreditem que o fazem em boa dose chegando mesmo a ser ridiculamente irónico tendo em conta a situação do filme mas não deixa de ser um bom twist raramente explorado no cinema. O potencial do filme é sublinhado pelo tratamento dos norte coreanos. São frios, violentos e de ideologias militares patéticas mas, infelizmente, as personagens americanas não estão à altura e sinceramente uma boa parte deve-se a direcção que tomaram com o filme. Em vez de ser um drama interessante decidiram fazer um filme de acção genérico. Não tão genérico como o remake de Total Recall pois este consegue ter boas intenções como a relação entre os irmãos e o desespero da perda de familiares mas quando está a ir bem decide voltar às explosões. Ou pelo menos julgo serem explosões, não sei, tive que me guiar pelo som pois a imagem não me deixava ver nada. É mau sinal quando um DVD da feira é mais perceptível.

 Não consigo recomendar este filme. Não o considero mau, isto é, se conseguirem engolir patriotismo durante uma hora e meia ou quanto dure isto, mas é daqueles que vejo e amanhã esqueço-me do que vi. Acho que há algum divertimento que possa ser tirado daqui mas não o suficiente para o ver no cinema. Aliás, se tão interessados vejam algures excepto no cinema pois as tonturas são imensas. Tenho pena pois a ideia tem um grande potencial mas, na minha opinião, foi severamente desperdiçada.

 Tenho mesmo que ir tomar um Ben-U-Ron.

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4 comentários até agora:.

  1. Aqualung says:

    Hum, ter um Blog de Cinema e não conhecer a versão original do Red Dawn...
    Hum...
    A única coisa que posso dizer é... WOLVERINES!!!!!!!

  2. Se eu admitisse os filmes que não vi tendo um blog de cinema não só era excomungado da internet por mais que dissesse "Fidelio" como perdia metade dos meus amigos e teria o dobro da dificuldade em arranjar trabalho!

  3. Mas é sempre um prazer falar com alguém que ouve Jehtro Tull =)

  4. Quero muito ver esse filme. O elenco e otimo acho q vale a pena assistir.

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