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"The Three Musketeers" 3D é a mais recente iteração da imortal obra de Alexandre Dumas, e um decente filme pipoca, que não mancha a carreira de nenhum dos envolvidos.

Ao contrário do que se depreende pelo trailer, não há grande enfoque nas engenhocas e barcos voadores, que no entanto até estão bem justificadas e dão um toque quase streampunk (os puristas do steampunk não me batam já, eu disse quase!) que até o diferencia das outras 500 adaptações (quase) das histórias de Alexandre Dumas. Comparando com a versão kung-fu de 2001 "O Mosqueteiro", este filme de Paul W.S. Anderson (o "especialista" em adaptações de videojogos) fica claramente a ganhar; apesar de nada extremamente original, é bem polido e uma realização que segue a estrutura clássica do romance (com algumas alterações). Dispensava-se o sidekick gordo que serve como comic relief. Nas sequências iniciais em Veneza os mosqueteiros parecem uns ninjas com toque Assassins Creed, mas durante o desenrolar da fita dá-se mais destaque ás boas e velhas lutas de espada, sem coreografias muito exuberantes. 
Uma co-produção com dinheiro alemão, francês, do Reino-Unido e claro dos EUA; bem disposta, com actores carismáticos, bons cenários e guarda-roupa, banda sonora (Paul Haslinger) com sonoridade electrónica, mas que não destoa; tudo sem pretensões além de uma possível sequela. Diversão recomendada!

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19 comentários até agora:.

  1. Ora bem... vou te dar as minhas notas/apontamentos que fiz depois de bem visto num bom DVDrip.

    "A história é a conhecida: um jovem de 18 anos vai a Paris perseguindo o sonho de se tornar um mosqueteiro e... os eventos são os mesmo da história mas surgem em versão remixed onde chega a ter mais armas de fogo que espadas.

    Entretenimento glorioso, despretensioso e divertidissimo.

    Uma reimaginação do clássico de Alexandre Dumas, adaptado a um século 17 muito contemporâneo, com muita inovação em regime steampunk, com uma luminosa cinematografia de belas cores num apurado visual, onde tudo se sucede cativantemente num ritmo imparável e com cada personagem num upgrade de style mesmo altamente.

    O filme tem ainda um feito: a personagem de Orlando Bloom é já uma das mais cool de 2011."
    E pensava eu que ia fazer o frete em o ver... nada disso... vale a pena e isto é loucura WTF!!!"

    Classifico por: ‎6,5/10

  2. Uma afronta a um clássico da literatura e mais grave ainda... um gozo vergonhoso sobre personagens que não pertencem só ao imaginário literário... mas ao histórico. Arranjar palavras caras para tentar dizer bem de um filme mau... ainda é mais vergonhoso.

  3. entre tanta porcaria que tenho lido sobre esta coisa (e não filme) uma das coisas que mais me choca está na ofensa em usar armas de fogo. Relembro os mais distraídos que Os Três Mosqueteiros é o exemplo máximo daquilo que se denomina "romance de capa-e-espada". E poupem-me as merdas de sidekick, comic relief, steampunk e style... palavras bonitas que nada dizem. Sobretudo àqueles que gostam de cinema e que gostam de ser claros nas palavras que usam quando se fala de cinema, ou de outra coisa qualquer.

  4. Opá... há filmes para todos os tipos de audiência.


    "Ora bem, eu revejo-me totalmente no excerto que aqui coloquei. (...) Não sou nenhum expert no assunto cinéfilo. Vi isso sim imensos filmes de diversos tipos de produção ao longo da vida (...).
    Aprendi com isso a ser tolerante com o filme em si.

    O que disseco por etapas quando abordo uma obra:
    - Ponto um: a abordagem começa por tentar compreender de onde sai o filme, quais os objectivos que se evidenciam, onde o filme quer chegar, a quem quer chegar e o que quer dizer/ser.
    - Ponto dois: segue-se a forma como ficou feito, como se apresenta, como se o vê e ouve e como ele se reflecte nos atributos (do ponto um);
    Tudo isto (e outras razões não descritas) moldam o que acho dum filme.

    Pode ser um filmezeco feito nas mais merdozas condições de produção possível, como no sentido oposto, pode ser o mais bem produzido e rodeado do que há de melhor que o dinheiro pode comprar. Tudo isso se torna relativo...
    (...)
    Afinal, a arte não é definitiva. A arte será sempre subjectiva, dependente das experiências e cultura de cada um. E o cinema é uma arte que junta diversas artes (visuais, sonoras, escrita, técnicas, etc) que mesmo no mais mau filme estão sempre presentes. E como arte é a apreciação de cada um... também será sempre subjectiva.

    Mas chega de devaneio. E daí talvez não..."

    Excerto do artigo de um blog cujo autor gentilmente me cedeu, se deixasse o link.
    http://armpauloferreira.blogspot.com/2011/06/eu-e-os-muitos-filmes-3-escrever-sobre.html

    ;-)

  5. Não preciso de justificações para uma coisa que é detestável e que nem ler o que o mais conceituado crítico de cinema poderia escrever teria algum interesse ou salvar o conteúdo do "filme" em causa.

    Aproveito para esclarecer que se tivesse interesse no o que escreveste sobre o filme tinha ido ler ao teu blog.

  6. E opá... dispenso lições de catequese sobre o que é cinema ou arte.

  7. Não escrevi nada no meu blog sobre este filme... quem sabe talvez um dia se me apetecer. Sempre é uma oportunidade de por umas imagens da nova "Milady" ou da nova "Julieta" deste novo Dartacão. Eheheheh!

    Ohhh... vá lá... who cares, right?
    Take it easy... i'm done. This conversation concerns no purpose and more... Goodbye!

  8. CINE31 says:

    @ArmPauloFer : concordamos na generalidade :)

    @Sofia: em que parte é uma afronta? é uma adaptação livre de um romance, não da história. e se fosse? devíamos fazer uma rubrica "versus" com este!

  9. é uma afronta em tudo. isso da adaptação livre ao romance pode convencer a muita gente, mas a mim não. Recuso-me a escrever sobre algo que não só é deplorável como insosso, forçado e que necessita de um narrador para se perceber o foco da história.

    Dispenso filmes caricaturais e mix's de fantasias e exageros fúteis.

    No Cinema com Critica (http://cinemacomcritica.blogspot.com) isto foi escrito e MUITO BEM

    "Eu já assisti a algumas coisas estranhas serem feitas com obras literárias clássicas, a chamada liberdade artística, algumas ótimas e surpreendentes, na qual um exemplo imediato é uma certa adaptação de Hamlet com alguns animais na África, um leãozinho e o Hakuna Matata, que faz qualquer ser humano chorar copiosamente. Eu, porém, ainda não tinha tido o desprazer de me deparar com um diretor arrogante e prepotente ao ponto de violar de maneira tão absurda, e por motivos mesquinhos e pífios, um dos trabalhos mais famosos e obrigatórios da literatura mundial. E porque? Para que Paul W. S. Anderson conseguisse começar a sua própria franquia de Os Piratas do Caribe, em 3D, e ao mesmo tempo desse mais um presente para sua esposa Milla Jovovich poder fazer aquilo que tem feito desde que alcançou fama no cinema em O Quinto Elemento?"

    Assino por baixo

  10. Só poderia escrever uma palavra sobre isto: "ofensa".

    o positivo, talvez Michael Bay tivesse conseguido fazer isto ainda pior

  11. CINE31 says:

    "narrador"? já vou dar uma olhada, mas acho que estamos a falar de filmes diferentes....

  12. CINE31 says:

    LOL, pois tem no inicio :) até achei a a sequência com "miniaturas" bem esgalhada

  13. CINE31 says:

    "um diretor arrogante e prepotente ao ponto de violar de maneira tão absurda, e por motivos mesquinhos e pífios, um dos trabalhos mais famosos e obrigatórios da literatura mundial. " LOL LOL peço desculpa pela minha resposta escatológica, mas não me ocorreu nada mais elegante.... até tenho medo de ir ler o resto da crítica

  14. CINE31 says:

    bem, já fui ler, e depois desse desabafo inicial até fica mais objectivo. mas não vejo porque esta versão é menos válida que as anteriores.

  15. Para que não fiques tão triste, nenhuma versão/adaptação me agrada. Nem esta nem nenhuma - até agora :)

  16. As sequências com as miniaturas foram surpreendentes, principalmente pela forma como avança e se transforma em filme. É infografia cinematográfica que apreciei bastante, produz belo efeito e naturalmente teria de ter alguma narração. Ao longo do filme a narrativa não precisou mais de usar a voz-off.

    Tanto problema por causa de um filme pensado só para divertir. Cumpre bem o que se propôs e até bem mais do que estava á espera pois nem estava muito esperançado disso.

    Enfim... ainda bem que arrisco ver, penso e argumento por mim.
    Daaasse!
    Dizer mal do filme (com toda essa snob catequese prepotente e "sustentada") e sem o ver (para perceber)... é que não me merece mais neste debate.
    Avancemos...

  17. CINE31 says:

    @Sofia: "Nem esta nem nenhuma - até agora :)" :D Nem o Dartacão???

    @ArmPauloFer: como dizes, esperava muito pior :) mas, avancemos

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