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por Sofia;

Em primeiro lugar, quero agradecer à Lusomundo o facto de ter escolhido como primeiro anúncio - dos 20 minutos de propaganda consumista que antecedem o filme - uma publicidade totalmente gay que envolve o Hugh Jackman a dançar na tentativa de promover chá frio. Depois fiquei na dúvida se, na nova versão dosThe Three Musketeers - além dos golpes à Matrix e de desfiles de Flying Dutchman – existirão universos paralelos…






Findos os sufocantes 20 minutos de lixo informacional começa Captain America. E começa tão bem – com uma subtil referência ao século XXI e o primeiro manifesto a Avengers.

Para alguns, não é desconhecido o facto de que a História é um factor determinantena minha vida, e por vezes, acontece ver determinados filmes sob um determinado prisma – o histórico.
E este prisma faz-me perceber porque é que muitos – sobretudo os mais jovens – não acham piada ao Capitão América, não tem high-tech, não tem gadgets, não tem computadores touch screen. Tem a Segunda Guerra Mundial.

Aqueles que conhecem a banda desenhada original, sabem que o Capitão América nasceu de uma onda de super-heróis que foram usados como divulgação do patriotismo norte-americano e é muito curioso como em pleno ano 2011 os EUA continuam conseguir usar a máquina "I Want You".





No filme está implícita a teoria do “super homem” Übermensch, descrita por Nietzsche no seu livro “Assim Falou Zaratustra”. Teoria esta, tão querida a Adolf Hitler e independentemente de ser verdade esta inspiração ou não, facto é que Hitler, juntou a medicina e a ciência ao sabor da guerra e promoveu uma luta incessante pelo “afinar da raça pura” e imbatível. Sim, os americanos também não são inocentes nesta matéria – prova é, a obstinação que ainda hoje, têm pelas características especiais de algumas das suas forças militares.
Outro detalhe bem conseguido no filme, é a questão do fascínio que os nazis tinham pelas relíquias históricas e pela mitologia – aqui tão bem aproveitada para fazer a ponte com Thor.

Chris Evans, uma excelente surpresa, com acção, quando deve aplicar acção, cómico, quando deve ser cómico. Adorei ver que o fato azul nasceu sujo, e sujo permaneceu – para mim até agora o melhor fato das adaptações Marvel ao cinema. Os detalhes Howard Stark são deliciosos e como Dominic Cooper faz bem a ponte com a personagem de Downey Jr. Num elenco com boas personagens secundárias,merece especial destaque Tommy Lee Jones – afinado sempre que aparece.

Num filme – denominado por muitos, de comercial – em que existe uma ausência de contemporaneidade (tirando alguns minutos do filme), a Europa recebe uma “chapada de luva branca”, e numa altura em que o nosso continente critica os EUA pelas declarações das agências de rating, foi uma boa altura para relembrar os mais esquecidos que devemos aos americanos a vitória da Segunda Guerra Mundial. E Red Skull disse “o futuro não tem bandeiras” – questiono - terá sido esta, uma provocação ao fim das diferentes moedas e adopção definitiva do dólar pelo mundo?

Como gostei de Captain America… foi uma surpresa boa e similar ao Thor. Venham os Avengers, estou preparada.

7 comentários até agora:.

  1. Comentar sobre um filme não visto é sempre um desastre, contudo a perspectiva que é dada à critica é muito interessante, invulgar até.
    Coloca-se de forma muito interessante a ficção perante a realidade dos factos históricos e com isso é feita também a ponte com o universo Marvel. É isso que torna interessante a critica. Esses eram componentes para esta adaptação e pelos vistos foram conseguidos.
    Este género de filme é para mim sempre irrecusável de ver...

  2. António says:

    Não gostei do filme, talvez por ter visto em TS...
    Hei de ver novamente com boa qualidade!

  3. Sofia says:

    Arm: espero que o vejas, para depois falarmos sobre o filme e para ver se concordas com o que escrevi.

    António: merece uma boa qualidade - sim

  4. Só o vi ontem e devo dizer que fiquei desiludido! O contexto histórico é mesmo o melhor do filme! E sou só eu, ou a voz do Captain (antes de virar Captain) em lingrinhas não combina com o corpo?

  5. CINE31 says:

    João: devo rever esta semana, vou ver se reparo nesse pormenor :)

  6. Achei o filme muito mau... para mim nem a componente histórica nem até a "boa" fotografia de época consegue safar este filme de heróis.

    Mesmo quando falamos de filmes e de filmes de ficção com este Capitão América, eu costumo levar sempre tudo mais ao serio ;)

    Às cenas de acção do homem com força de 70 cavalos a romper pelos inimigos são patéticas e sem qualquer tipo de realismo, então a cena de ele sair montado em cima do avião-bomba e depois voltar para dentro do avião é daquelas de bradar aos céus...:(

    A sorte foi eu não ter visto isto no cinema porque provavelmente tinha abandonado a sala!!! Que enjoo :)

    Bem e o actor por trás do Red Skull consegue ser uma nulidade, ele que tão bem se saiu em filmes anteriores!!!!

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