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Como é meu hábito já há alguns anos, evitei ler as criticas da blogo-twittosfera, mas não consegui escapar aos habituais sound-bitaitesTM dos tais velhos do Restelo mascarados de vanguardistas e esperava o pior: uma cópia, o fim do mundo em cuecas, o habitual. Meus filhos, se não sabem lidar com uma pequena referência aqui e ali, reformem-se. Se não sabem lidar com a empatia que os espectadores desenvolvem com franquias e personagens, apanhem um foguete para Marte e vão pregar aos micróbios.

A experiência de visionar o filme seria decerto mais interessante se o próprio trailer não tivesse spoilado meses atrás um dos plot-twist. Depois da aventura nostálgica do primeiro acto, a corrida contra o tempo para salvar alguns dinossauros da erupção do vulcão da Isla Nublar (belo acto de marketing viral, as erupções reais no Hawaii e Chile, já agora. Dêem um bónus à malta da publicidade.) entramos em terreno de "casa de terror" (o realizador, o espanhol J.A. Bayona tem experiência no género. Gostei bastante d'"O Orfanato") e no lugar de um fantasma ou alien, o pináculo da ganância humana, um pobre animal desenhado para matar, que como todos nós não pediu para nascer. O  body-count até foi surpreendentemente baixo, mas houveram uns bons momentos de violência, não demasiado gráfica. O regresso em força dos animatronics trouxe consigo um pouco da magia do original de há 25 anos, depois da overdose digital do primeiro "Jurassic World".
Existe pelo menos uma cena francamente ridícula - e cientificamente errada - envolvendo lava e tranquilizantes. Mas pelo menos é bem divertida, e um contraponto ao holocausto animal que se passava ao redor. Como fã desde 1993, foi duro assistir ao desmoronar do reino dos dinossauros. Estive uma vez numa situação semelhante (excluindo os dinossauros e o vulcão) assistindo impotente à destruição da ilha onde cresci, mas felizmente não me recordei disso nesse momento ou as lágrimas teriam afogado toda a audiência da sala - todos os cinco. E se fizeram uma piada mental com a palavra "impotente" da frase anterior, sois uns merdas sem coração.

Apesar de ser um blockbuster, ainda foram reservados alguns momentos para apontar dedos, e meditar sobre responsabilidades. Vá, meditar é uma palavra um pouco forte.

Nota: Descobri que havia uma pequena cena pós-créditos com a chegada de Galactus a Nova York.

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