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Um dos mais antigos trabalhos hollywoodescos de Roland Emmerich, naquele que é talvez o seu filme mais equilibrado, uma eficaz mistura de ficção cietifica com uns toques de arquelogia e mistério de civilizações perdidas....


Para mim, um curioso por arquelogia e egiptologia, e fã de sci-fi, este filme foi uma combinação irresistivel. Fui vê-lo em sala, e revejo sempre que dá na TV. Toda a base da saga "Stargate" está no nome, os stargates, as portas das estrelas, que permitem viajar instanteamente entre planetas distantes. Um deles foi descoberto no Egipto nos anos 20, e depois há um salto ao tempo actual - quer dizer, aos anos 90 - onde vamos conhecer o resto dos personagens. E em termos de personagens, para os espectadores nerds se identificarem: o doutor Daniel Jackson (James Spader)  o introvertido estudioso caixa-de-óculos que vai resolver o enigma que permite activar o stargate e fazer o filme avançar.
Depois dos tótós fazerem o trabalho mental, chegam os homens a sério, os G.I.Joes durões que vão explorar os novos mundos acompanhados de uma bomba nuclear, porque é a american way de lixar tudo o que tocam. Obviamente, as coisas não vão correr bem. O chefão em campo é o Jack O'Neil (Kurt Russel), o veterano que não soube guardar as armas em casa como deve de ser e perdeu o filho, causando um arrependimento tão grande que contempla o  suicidio até ser recrutado para liderar uma missão potencialmente..suicida. Tal como um Pokemon, o Kurt Russel ao ser exportado para a série de TV evolui para o MacGyver, também conhecido por Richard Dean Anderson. O resto da equipa de "exploração" são um bando de idiotas de bom coração e dedo no gatilho. 
O trailer:
O planeta é desértico, tem pirâmides, areia, camelos extraterrestres babosos, mais areia, uma cidade cheia de areia e uma gaja boa (Sha'uri, a actriz Mili Avital) que de forma hospitaleira é logo oferecida ao tótó que fala egipcio antigo. O rapaz tenta recusar a oferta, mas há que agradar aos anfitriões e lá faz o sacrificio. Entretanto, não oferecem nenhuma tipa ao Kurt Russel, mas ele aproveita o tempo livre para desenvolver amizade com um rapaz local menor de idade. Não é o que estão a pensar, o puto Skaara (Alexis Cruz, que regressaria ao papel para a série) serve para ele se identificar com a figura do filho falecido e fazer a paz com ele próprio. Ah, e os governantes do planeta são basicamente os deuses (astronautas) do Antigo Egipto, com tecnologia avançadissima (quem poderia adivinhar isso, ao atravessar um portal de tecnologia milenar desconhecida?) e uma pirâmide espacial gigante! E são maus, batem, escravizam e ocupam o corpo das pessoas e assim. E repare-se que não acharam graça ao encontrar uma bomba atómica na bagagem dos visitantes terrestres! O resto não conto, para quem for ver ainda ter algumas surpresas.
Agora mais a sério, é um dos meus filmes favoritos do género de aventura, com um delicioso toque de antiguidade e ficção cientifica. O elenco é carismático e bem competente, os efeitos especiais bons, bela fotografia e design de produção (o Stargate é uma peça extraórdinária, com uma grande riqueza de detalhes que parece mesmo maquinaria alienígena capaz de teletransporte. E o imaginativo "efeito aquatico" da activação ficou magnifico) e principalmente uma excelente banda sonora, da autoria do (ainda novato na composição para filmes) David Arnold, cujo belissimo tema principal foi reaproveitado para a continuação em série (e para toneladas de trailers de Hollywood), o "Stargate SG-1", a que só assisti enquanto deu em canal aberto. Além de alguns episódios soltos no cabo, só voltei a contactar com a franquia noutra série spin-of, o "Stargate Universe" cancelado ao fim de 2 temporadas, entre 2009 e 2011. Mas antes já tinha surgido outra série derivada, "Stargate Atlantis" que sobreviveu entre 2004 e 2009. Além dos dois telefimes "Stargate: The Ark Of Truth" (2008) e "Stargate: Continuum" (2008), a profílica franquia ainda se estreou no campo da animação com a série "Stargate Infinity" (2002-2003). O tema principal do filme:
No dia em que comecei este texto foi aparentemente confirmado o reboot da saga e a criação de uma trilogia de filmes, pela mão de Dean Devlin e Roland Emmerich, respectivamente o produtor e realizador do original de 1994 ( e a dupla de Independence Day, Godzilla, O Patriota). A ver vamos.

Texto publicado originalmente na Enciclopédia de Cromos: "Stargate" (1994).

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2 comentários até agora:.

  1. Ozpinhead says:

    Isto lembra-me que nunca cheguei a ver todas as temporadas do SG-1. O pior é que são 10. Onde é que vou arranjar tempo para isso?

  2. CINE31 says:

    Esse é o meu drama também Ozpinhead! Talvez na reforma tenhamos tempo para ver isso tudo :)

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