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Este post quase pode funcionar como uma sequela da rúbrica de sucesso do CINE31 "Filmes Que Toda A Gente Gosta, Mas Eu Não" (lembram-se?). Este top foi escrito pelo convidado especial Fernando Machado, que já participou com vários textos aqui no estaminé.



Casablanca (1942): Segundo o American Film Institute, este é a segunda melhor obra cinematográfica americana de sempre. Na minha opinião… talvez ficasse aí num 80º lugar numa lista de 100 grandes filmes. Sinceramente, não compreendo como é que esta longa-metragem adquiriu, com o passar dos anos, um estatuto tão elevado. Um realizador médio, interpretações, de Humphrey Bogart e Ingrid Bergman, abaixo do expectável (então a atriz sueca… é demasiado evidente que não se preparou devidamente para este papel) e uma história que poderia ter sido mais desenvolvida (principalmente a relação do Rick e da Ilsa). Quase de certeza que nem os produtores imaginariam que, 70 anos volvidos, Casablanca simbolizaria o que simboliza hoje…

O Resgate do Soldado Ryan (1998): Sei que muitos me vão criticar mas… não gostei de O Resgate do Soldado Ryan. Este filme tinha tudo para ser um dos melhores da década, talvez ao nível da Lista de Schindler: um início alucinante, fantástico atores (Tom Hanks e Matt Damon, nos seus tempos áureos) e até um conceito interessante (“são uns quantos soldados que vão arriscar as suas vidas para salvar um só”). Porém, contas feitas, no fim, resta-nos um vazio estranho. Vazio porque durante uma boa parte do filme pouco ou nada de emocionante se passa; vazio porque o próprio tema se desvanece; vazio porque há demasiadas coisas que não seriam possíveis acontecer na vida normal, muito mais na guerra. Apesar do filme também ter mérito (boa realização, visualmente é das obras mais perfeitas que já vi…), considero-o um dos mais sobrevalorizados de sempre.

A Mulher que Viveu Duas Vezes (1958): Filme ignorado pelos Óscares (só foi nomeado a dois, nem sequer dos mais importantes), pelas audiências da altura (não foi tão bem recebido como outras obras-primas de Alfred Hitchcock) mas que, estranhamente, teve uma segunda vida após ter sido considerado o melhor filme de sempre por uma revista britânica. Pois bem, fui na onda e, finalmente, vi Vertigo. Contudo, não me convenceu. Frágeis interpretações (ainda para mais, gosto muito do James Stewart, além de que o papel da Kim Novak não lhe foi bem atribuído) e uma história que “foge” ao que o “mestre do suspense” nos habituou. Para mim, nem é uma das cinco melhores películas do Hitchcock, quanto mais de sempre!


O Artista (2011): Digam que Michel Hazanavicius é corajoso por realizar um filme (quase) mudo e a preto-e-branco nos dias de hoje, mas, por favor, não digam que isto é uma obra-prima, muito menos merecedor de Óscares! A verdade é que neste filme TUDO é aborrecido: os atores, as personagens, as músicas, a história… Ah, e chegamos ao fim com a perceção de que já se viu isto em algum lado…

Die Hard: Assalto ao Arranha-Céus (1988): Como já devem ter compreendido, detesto filmes vazios. E se O Resgate do Soldado Ryan o é, que dizer de Die Hard? Uma película pura e simplesmente preenchida com sangue, terrorismo e armas, todo o género de armas. Além do mais, a personagem principal, John McClane, não me cativa. Talvez seja por eu não apreciar o Bruce Willis, ou talvez seja porque não suporto estes heróis que, sozinhos, derrotam todos os inimigos que surgem. Sem dúvida que é um bom filme de ação, com excelentes efeitos especiais, mas está longe de ser o clássico de que se está à espera.

Nausicaä do Vale do Vento (1984): Ninguém faz filmes de animação como Hayao Miyazaki, isso é inegável. No entanto, por muito competentes que sejam os realizadores, nunca conseguem agradar universalmente e, no meu caso, Nausicaä do Vale do Vento é um bom exemplo. Eu não gostei deste anime. Nem é um caso de o considerar sobrevalorizado. Simplesmente, não gostei dele! É muito desinteressante comparado, por exemplo, com Princesa Mononoke ou A Viagem de Chihiro, além de que as criaturas da floresta também não são icónicas, muito menos a personagem principal (a Chihiro ficou-me mais na memória do que Nausicaä).

O Caçador (1978): Michael Cimino conseguiu fazer um impensável: realizar um filme de guerra aborrecidíssimo. Isto é, seria normal que alguns momentos fossem desprovidos de emoção, mas 20 minutos completos a vermos a festa de um casamento? Numa longa-metragem sobre a Guerra do Vietname? É, no mínimo, absurdo. E, de um momento para o outro, lá estão uns quantos vietnamitas a obrigar os americanos a jogar à roleta russa. Mas, excluindo isso, o filme só vale mesmo pelo Christopher Walken.

A Vida é Bela (1997): Dizer que A Vida é Bela é um filme ridículo, é pouco. Terá alguma lógica uma personagem estar constantemente a rir e a brincar sendo prisioneiro num campo de concentração? Se não soubesse que tinha sido o Roberto Benigni o responsável, diria mais que isto é um filme propagandista realizado por um NAZI. E como se isso não bastasse, ainda chamam a isto A Vida é Bela

Mulholland Drive (2001): Supostamente, Mulholland Drive era para ser uma série de TV, mas os produtores rejeitaram e tornou-se num filme. E é precisamente aqui que está o cerne do problema: David Lynch teve que condensar em 150 minutos o que poderia fazer em 500 minutos (número aproximado). Resultado? Longa-metragem bizarra, em que nada é o que parece e na qual nada nos é explicado. Ah, e ver este filme às 00:00 horas também não ajuda…

A Vida em Direto (1998): Este Truman é uma das personagens mais ridículas e absurdas do cinema (talvez só suplantado pelo Guido de A Vida é Bela): passa toda a vida num programa de televisão (que parece durar eternamente) e não sabe de nada, nem sequer tenta saber. E quando descobre… não se passa nada de anormal: seria suposto vingar-se ou algo do género, mas só fica ligeiramente enervado.




Muito obrigado ao Fernando Machado pela colaboração! Estive quase a não publicar a lista quando vi a Nausicaä. Just kidding!

E recordo aos nossos leitores que estamos sempre receptivos às vossas criticas e opiniões! Esperamos que mais contribuições cheguem no futuro, deste e de outros leitores que se inspirem a falar sobre a sétima arte. Enviar criticas, opiniões e sugestões para cine31@gmail.com. Outras críticas de convidados especiais: "CINE31 - Convidados Especiais"

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4 comentários até agora:.

  1. Hugo says:

    Desta lista assisti oito filmes e concordo apenas que "Mulholland Drive" tem mais fama do que qualidade. Não sou grande fã das obras de David Lynch.

    Abraço

  2. CINE31 says:

    Olá Hugo, obrigado pelo comentário. do Lynch apenas vi completo o filme mais atípico dele, o Dune, de que sou grande fã. Mas o resto do corpo de trabalho do senhor nunca me atraiu. Então quando o leitor de divx bloqueou depois dos 5 minutos iniciais de M. Drive, tomei como um sinal dos céus para parar de ver :)

  3. Ainda falaram mal da minha lista... Credo... :P

  4. Eu por acaso gostei de ver "O Artista": 4*

    O filme "O Artista" é uma lufada de ar fresco para a época em que estreou.
    Mas este "The Artist" não é perfeito e tem uma grande falha que é perdermos parte do que os personagens disseram.

    Cumprimentos, Frederico Daniel.

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