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Retomamos a rúbrica "O Filme da Minha Vida", após alguns meses de descanso. O nosso convidado especial de hoje é Fernando Machado, a quem vou já passar a palavra:

"Aqui há uns tempos, numa conversa habitual com um amigo sobre cinema, foram-me feitas duas questões: uma sobre “o melhor filme que já vira” e outra acerca da “película que foi mais importante para a minha vida”. Devo admitir que à primeira não consegui responder, tal é a quantidade de longas-metragens de qualidade às quais assisti. A segunda, todavia, revelou-se, mesmo para mim, estranhamente fácil de responder: foi a saga Rocky (destaco o primeiro e o último), a fantástica obra de Sylvester Stallone que o retirou do anonimato para a estratosfera do cinema mundial. 
Na minha vida admito que houve um momento a.R (antes de Rocky) e outro, completamente diferente, ao qual denomino d.R (depois de Rocky). Na primeira fase, poucos filmes me atraíam: um ou outro de desporto e alguns de terror. Já a segunda fase, causada pela película de 1976, abriu-me as “portas” do cinema sendo que, a partir dessa altura, tenho visualizado filmes com grande regularidade. Mas voltemos à longa-metragem. Quando tive a oportunidade de a ver, através da televisão, fiquei estupefacto por vários motivos. Em primeiro, porquê, afinal de contas, me permitiu descobrir que os lutadores também podem ter alma e um coração enorme (surpreendeu-me sobretudo porque já havia assistido ao “Touro Enraivecido”, em que o atleta é apresentado de um modo totalmente distinto). Em segundo, mostrou-me a quão bela pode ser a sétima arte (como já referi, marcou o momento de viragem da minha relação com ela). E, por fim, a mais importante, deu-me leis de moral até dizer chega (neste ponto, cinjo-me principalmente ao 6º “Rocky”), como a famosa frase: “Não importa o que se bate, mas sim o quanto se aguenta e continuar. O quanto se pode suportar e seguir em frente. É assim que se ganha” e a da vida (“Ninguém baterá mais forte que a vida …”). São expressões que dão que pensar, não é? Pelo menos a mim têm-se revelado de assaz importância (sempre que tenho um desgosto recordo-me das palavras de Stallone para me levantar a moral). E isto num filme que, mesmo a mim, me pareceu, à partida, demasiado “machista”. Mas, enfim, as surpresas acontecem tanto na vida como nas obras cinematográficas e este é, indubitavelmente, o melhor exemplo disso."

Muito obrigado ao Fernando Machado pela participação, podem ler mais dele no CINE31:


Leia também os textos dos outros convidados para a rúbrica:  "O Filme Da Minha Vida".
Se o caro leitor quiser participar - de preferência se não tiver um blog ou site próprio, mas livre a todos os leitores - tem apenas que nos contactar e enviar os textos para o e-mail cine31@gmail.com.

2 comentários até agora:.

  1. tomatrix says:

    Já leste o mangá (Ou viste o anime) AShita no Joe? (Conhecido por cá tambem como O campeão, anime que dava no panda).

    Dizem que Ashita no Joe é o Rocky Japonês.

  2. CINE31 says:

    Viva! Não conhecia o manga/anime não :) O boxe não é coisa que me interesse muito, mas obrigado pela sugestão! :)

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