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Há muitos anos que estava ansioso para ver Avatar, afinal o  realizador James Cameron (Aliens, Terminator, True Lies, Titanic, The Abyss, Piranha II) levou tantos anos a cozinhar, a preparar este prato, deve ser algo admirável, pensei eu. Depois veio o primeiro trailer, não fiquei impressionado. Depois o segundo trailer mostra a história quase toda, mas fiquei mais animado. E finalmente estreou. Mas não corri para a sala de ecrã minúsculo da minha terra. Não, esperei para ir ver em 3D… E valeu a pena a espera? Vamos por partes: Durante estas semanas, vagueei pela Net, procurando críticas sem spoilers, e confesso uma coisa, não me recordo de um filme nos últimos anos ter causado tanto espanto e admiração e opiniões positivas como este, pelo menos nesta escala. Li muitos textos de pessoas que quase tiveram orgasmos no cinema. E também li muita choradeira: é parecido a Pocahontas, Danças com Lobos, nham nham, história repetida, blá, blá, parecem os Ewoks, o Estrumfes, os Ursinhos Carinhosos ou Thundercats azuis, e sei lá mais o quê! Sabem uma coisa? Eu nunca vi Pocahontas. Nunca vi Danças com Lobos! E quantos filmes já vimos com a mesma história clássica, intemporal? Os mitos e lendas, as jornadas dos heróis, são mesmo assim, a mesma história básica contada de maneiras diferentes ao longo do tempo. E James Cameron contou uma história épica como eu não via desde o Senhor dos Anéis, com as devidas diferenças de estilo e execução, é claro. Se há um adjectivo para este filme é: naturalidade. Os Na’vi estão absolutamente realistas (aprenderam a lição com o Gollum do Senhor dos Anéis de Peter Jackson) a nível de fluidez de movimentos, expressões e interpretações. A nível de efeitos especiais o filme é irrepreensível. Mas não tem aqueles momentos - geralmente embaraçosos - “olha-agora-o-nosso-efeito-por-computador-que-custou-milhões-de-dólares”. Os efeitos estão presentes em inúmeros momentos que quase não se dá por eles, pela naturalidade com que surgem na tela, sejam eles humanóides, criaturas da floresta, exoesqueletos (toma lá Matrix Revolutions!), ou plantas. Apesar das coisas extraordinárias que vemos em frente dos nossos olhos, tudo tem uma base científica, apresentando criaturas credíveis, montanhas flutuantes, etc. Até consegue tornar realista cientificamente a ideia de um deus, na forma de uma rede neural que percorre todo a lua. Esse é um dos aspectos em que se nota o amor ao detalhe com que a película foi executada, quase tudo tem uma razão, uma explicação. Um realizador menos empenhado podia ter ligado o f***-se e ter criado criaturas ou cenários inverosímeis. A banda sonora está de acordo com as imagens, apesar de inevitavelmente os sons de James Horner durante uns segundos recordarem umas das suas outras colaborações com Cameron, Titanic. Todos os actores, até aqueles que só interpretam através do CGI estão bem. É verdade, algumas personagens são clichés. E dai? Eu, na vida real, conheço muita gente que podia ser classificada de cliché, e não são menos humanos por isso. Ao pessoal da direita, que classifica o filme de “hippie-ambientalista-ou-anti-imperialista”, um conselho: deixem a política e o preconceito á porta do cinema e vivam esta experiência extraordinária, aterrem na lua Pandora, corram entre as árvores, voem entre as montanhas flutuantes nas costas do banshees e apaixonem-se pela vida que nos rodeia. Pelo menos até o projector se apagar.

Eu tinha muito mais para dizer sobre o filme, mas estou a planear revê-lo brevemente, sem o 3D - que apesar de nalguns momentos ser fantástico - na minha opinião ainda precisa de ser melhor trabalhado. Depois disso, falamos novamente.

5 comentários até agora:.

  1. Nekas says:

    O filme em relação aos aspectos técnicos é quase perfeito contudo em contrapartida temos um argumento cliché e previsível...

    Abraço
    http://nekascw.blogspot.com/

  2. Ter empregado o termo "naturalista" a Avatar fez eco na minha mente por algum tempo. Adorei a review.
    Parabéns!!!

  3. CINE31 says:

    Olá Paulo! Obrigado pelo comentário! pois estive quase a usar o termo naturista, por andarem quase nus :-D LOL

    Mas foi mesmo o realismo do fantástico de tudo no filme que me atraiu!

  4. Nuno Mata says:

    curto e grosso...
    este filme e uma obrade arte da fantasia e da ficcao cientifica...mistura os dois generos de uma maneira natural e credivel...
    boa critica...

    abraco

    NM
    www.btoys.blogspot.com

  5. CINE31 says:

    obrigado Nuno, realmente lamento as inumeras criticas injustas de que o Avatar se tornou alvo, mercê do seu próprio sucesso, como antes aconteceu com Titanic

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