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Até metade do vídeo pensava que era um dos milhentos fan-trailers construídos com imagens de outros filmes. Até parecia que ia ser um thriller de baixo orçamento, e depois boom. Gostei do Red Guardian fora de forma, apesar do fat-shaming. Lagriminha quando ele se sacrificar inevitavelmente. Ou se revelar um agente triplo. Ou...

 
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 Além do trailer final, "Star Wars: The Rise Of Skywalker" conta com dois novos posters, um em estilo padrão e outro para o IMAX, muito mais creativo e interessante.

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Depois do parco e misterioso teaser trailer, finalmente um Trailer propriamente dito para o suposto último capítulo da saga Skywalker: "Star Wars: The Rise Of Skywalker". E mesmo depois do parcial desaire do anterior "The Last Jedi" ainda consegui ficar acordado até ás 3 da manhã para ver quase em primeira mão o que o J.J. Abrams tem andado a cozinhar.
Contemplem:


Agora, é SÓ conseguir aguardar até final de Dezembro! Entretanto podem ver vários milhões de reacções histéricas, choradinhos e teorias no Youtube e afins. [video Easter Eggs]
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Vi há pouco o primeiro episódio desta nova incursão no universo "Watchmen", num 2019 alternativo mas com muitas similitudes com o "nosso" universo. Considero-me agradavelmente surpreendido. Boas actuações e valores de produção. Contiveram-se na quantidade de personagens, plots e easter eggs. Prevejo muitas lágrimas dos snowflakes conservadores. Fiquei ansioso para o episódio 2.
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Belíssima recriação do trailer de "Joker", protagonizado pelo mais famoso palhaço da TV portuguesa: Batatinha. O seu crime? Entreter uma geração de crianças em frente ao televisor. "Comando na mão e carrega no botão!"
SPOILERS: Este biopic pode ou não incluir a mítica cena da agressão entre Batatinha e o colega Companhia...
Trailer de "Batatinha":



Parabéns à equipa "No Olho da Rua". E só descobri graças ao camarada blogger Hugo Silva do "Ainda Sou Do Tempo".
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Alguns pequenos spoilers. Principalmente alguns disparates escritos a quente. Hoje está calor. Nem parece Outubro.
A momentos a tentativa de conexão com o Homem-Morcego soa um pouco forçada, mas não acaba por distrair demasiado do principal. Tal como a banda sonora incidental, o que é bom sinal. E falando nisso,  não esperava tanta música, ou melhor, canções, mas no geral casam bem com a acção e fotografia, que é fenomenal. A reconstituição parece-me bastante bem, para um português que nasceu em 1979 e nunca visitou os EUA da época. Nalgumas cenas quase esperava ver o Rorschach virar uma esquina. Malta que vê cinema a sério diria "qualquer-coisa-Scorcese-Taxy-Driver-filmes-do-MCU-sucks".
O Joaquin Phoenix merece a porra do Oscar sim senhor. Se vi outros prováveis candidatos às estatuetas? Não, o que isso interessa? O que interessa é que o realizador Todd Phillips tinha como destaque no currículo três filmes sobre bêbados e drogados. Quase como se agora descobríssemos que foi o Michael Bay que realizou a Lista de Schindler às escondidas para pagar uma aposta ao Spielberg.
A maioria das acusações que vi ao filme até agora provavelmente foram escritas por quem não viu o filme ou procura aproveitamento político - à esquerda e à direita (alguns sites e canais de TV mal podem disfarçar a decepção por ainda não ter acontecido um tiroteio para poderem culpar o filme). E aproveitamento parece-me ser um dos temas da fita, apesar de não ser telegrafado como a minha cena menos favorita: uma colagem de flashbacks "o que realmente aconteceu que já se previa à distância mas aqui fica a confirmação visual". O esprit du temps da Gotham/Nova Iorque dos anos 80 é podre e fedorento como o lixo - literal e figurado - que entulha as ruas não góticas e não neon (sorry, Tim Burton e Joel Schumacher) da cidade. A sério, percebo que algumas pessoas fiquem chocadas com os pequenos momentos de extrema violência, mas o Joker é um menino ao pé do John Wick. É curioso como violência não explicita consegue ser mais incómoda que as violência estilizada explicita. É um filme incómodo. Acho que é esse o seu propósito. E se o li bem nesta primeira visualização, bom trabalho.  Voltando ás reacções que vejo por ai, variam entre o "não é um vulgar filme de super-heróis" (dah), o "machismo tóxico", "glorificador das armas de fogo" ou "obra-prima". O conceito de obra prima não pode ser consensual, pela sua parte subjectiva, mas não está no meu TOP pessoal. é muito bom, mas não é assim tão bom. É muito tenso, uma interessante reimaginação de um personagem já muito gasto, mas que aqui tive um novo fôlego. Um bom exemplo da versatilidade multi-género dos desdenhados "filmes de super-heróis".
Por vezes os materiais de promoção tentam vender algo diferente do produto final. Se geralmente um trailer é montado para destacar as cenas de acção de um filme aborrecido, no caso do "Joker", tentou-se colar à doutrina do Joker anterior (ignorando aquele terrível que vocês sabem), o magistral Heath Ledger em "The Dark Knigth", e "herdada" da BD "Killing Joke": a ideia que uma pessoa comum num dia mau podia mudar de personalidade e passar para o Lado Negro da Força. Arthur Fleck (Joaquin Phoenix), não é apenas um cidadão comum que é assaltado, espancado e se passa da cabeça. Arthur Fleck tem um longo historial de problemas mentais e uma situação social precária. E é maltratado por elementos da sociedade. Sejamos francos, a nossa sociedade actual - e ainda mais a de décadas atrás - não sabe lidar com as doenças mentais. E a essa ignorância dos cidadãos, dos doentes, dos amigos e colegas, junta-se a desinvestimento sistemático nas instituições que nem sempre podem curar mas apenas tentar manter um nível de normalidade e segurança para o próprio doente e os que o rodeiam. Curiosamente a única cara visível dos "ricos" que cortam investimento social não é aparentemente culpado de nada, aparenta ter boas intenções, apesar de arrogante. Mas se está dentro de certa etiqueta é esperado de si determinado comportamento. No geral, gostei que o nosso papel é de observador,  com poucos momentos de manipulação. Entre outras, pode-se fazer a leitura de como o populismo se torna atraente para os miseráveis, os injustiçados. Os protestantes aparentam apenas utilizar a situação de caos para criar mais caos. Acredito que actualmente um Joker real seria uma #hashtag com t-shirts à venda, para ser venerado por uns e odiado por outros. O próprio Joker parece indiferente ao movimento que ajudou a despoletar. É uma critica aos movimentos recentes como o "Occupy Wall Street"? Um Trump que normaliza e justifica a violência? Quem dá uma arma carregada a um doente mental é a personificação da NRA ou apenas um doutrinado na religião armamentista? Os ricos são todos maus? O capitalismo é o grande vilão? As nossas necessidades importam mais que a dos outros? O vilão é glorificado? Como vitima do sistema as suas acções são justificadas? Uma vendetta pessoal pode ser apropriada para servir os fins de outros? De forma consciente ou inconsciente? Os doentes mentais são mal representados, beatificados ou algo no meio? O espectador decide, ou não. Para este espectador, algumas dessas respostas são claras. O Joker não quer saber, o Joker só quer dançar...
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Se há algo em mim que não compreendo é o facto de eu não gostar de palhaços mas algumas das minhas personagens de ficção favoritas o serem: Sweet Tooth, Captain Spaulding, qualquer versão do Joker, Pennywise de Tim Curry, a antiga mascote da Santa Casa e o João Baião são alguns dos palhaços que me tiram toda a atenção. E se há algo que me absorveu no capítulo 1 desta nova interpretação foi a performance de Bill Skarsgård

Sabia que não devia retirar o bookmark



It Chapter 2 é uma sequela curiosa. Na sua essência, é mais do mesmo. Tem o mesmo feel e os mesmos pontos positivos e negativos, ainda que de alguma forma potenciados. Portanto posso desde já adiantar que se gostaram do primeiro filme, irão gostar do segundo. No meu caso, gostei menos do segundo mas o suficiente para aguardar pelo inevitável pack de 2 filmes quando sair em Blu-ray.

 O que resultou acima de tudo no primeiro filme foi a quimica entre o elenco de jovens pré adolescentes. Todo o coming of age e a formação de laços entre o Clube dos Falhados foi o coração do filme. Ainda que a atração fosse o vilão carismático, este acabou por ser um bónus.

 Na sequela, já adultos, a quimica mantém-se graças a um elenco na maioria bem conseguido e, caso a saudade aperte, existem que baste inúmeros flashbacks de quando experiênciaram pela primeira vez o horror que é a puberdade. Estes flashbacks foram uma mistura de cenas cortadas do primeiro filme que aqui foram muito bem aproveitadas. Pelo menos uma cena nota-se que foi inevital gravar posteriormente pois vê-se pelo ator que faz de Georgie, aqui ainda algo fofo mas já a entrar naquela fase irritante em que os pais apercebem-se que se calhar ele ir e vir sozinho da escola é preferível do que estar mais um minuto a aturá-lo no carro. Houve uma cena cortada do primeiro filme sobre o Bar Mitzvah do Stan que eu achei fazer bastante falta pois era o desenvolvimento que faltava na personagem. Essa cena foi reaproveitada na sequela e, também aqui, acabou por ser crucial para o seu desenvolvimento. Em parte, todos estes flashbacks podem ser justificados por o livro também contar a narrativa salteando entre os miúdos e adultos, mas o verdadeiro motivo será certamente por a fase dos miúdos ser a melhor parte.

Este receio de não se atingir a expectativa é palpável no filme com as constantes referências sobre as obras do Bill em que toda a gente concorda que são muito boas mas os finais são sempre horríveis. Já o livro original escrito por Stephen King partilhava de uma forma de autocritica em Bill (também escritor), e o filme, tal como o livro, sofre de um final desapontante, ou mais especificamente, de uma luta final de deixar a desejar. Sendo justo, não sei realmente o que fazer para melhorar a batalha. É menos descabida que o desfecho do livro e partilha de regras semelhantes ao final do primeiro capítulo, mas é dificil sentir entusiasmo quando as personagens parecem inventar regras conforme a conveniência.

O que não resultou, com muita pena minha, foram os excessivos jump scares. Infelizmente, o segundo capítulo dobrou (se não triplicou) os sustos. Tudo o que acontece na sequela é um jump scare. Tudo. Além de irritante e altamente preguiçoso, torna-se muito prevísivel em pouco tempo, substituindo o medo genuino por truques baratos. 

Eu tinha esperança para este capítulo por dois motivos, potenciados pela qualidade do primeiro filme: as personagens são adultas, logo, como as assustar, especialmente depois de tudo o que já passaram? A resposta foi trazer de volta alguns medos e outros que nunca foram mencionados anteriormente, parecendo escolhas aleatórias que simplesmente abraçam o folklore do que é tipicamente assustador. De onde veio o medo de velhas da Beverly? Não deveria ser o medo vindo de um monstro abusivo?

A razão principal da minha esperança, contudo, prendeu-se ao primeiro trailer, ou, na verdade, à primeira metade. Toda a cena da velhota está bem conseguida, sendo desconcertante e eventualmente aterradora. No filme torna-se um bocado parvo quando vemos o que está realmente a perseguir a Jessica Chastain mas safou-se pelo suspense bem conseguido. E era precisamente isto que eu queria mais do filme: o sentimento de nervos pela falta de conforto. Onde o filme é mais aterrador é quando mostra os habitantes de Derry. Tanto o 1 como o 2 têm, possívelmente, os melhores bullies que já vi. Não só são realistas num conceito que por norma é traduzido de forma cartonesca como todo o medo que causam é perfeitamente credível. Henry Bowers causa tensão sempre que aparece e não é preciso nenhum som repentino com decibéis aumentados. Da mesma forma que toda a restante população é mais horrível do que os meus vizinhos. São todos horripilantes, desconcertantes e nojentos. E as personagens do filme também.

Era mais deste desconforto e nervosismo que eu gostava de ver, algo que o tele-filme com o Tim Curry fez melhor, no geral.  Não necessáriamente subtil mas genuíno e merecido. Ainda assim aplaudo a cena do restaurante asiático, especialmente no que toca ao primeiro biscoito pois fez-me querer sair da sala o que, por uma vez, é um elogio ao filme.

A juntar aos jump scares estão as luzes citilantes e o uso exagerado das mesmas. Este filme consegue ser um perigo para quem tem epilepsia e eu próprio questionei-me se me estava a sentir bem. Mas mais do que má disposíção, foi um sentimento de irritação. Nada disto era necessário e só faz do filme um conjunto de clichés de filmes de terror.

Estou a ser muito negativo, mas a verdade é que mesmo assim gostei e pretendo rever. Apesar dos defeitos de direção, o charme e carisma das personagens realça a vontade de continuar a ver. E embora eu tenha lido muitas queixas sobre o tamanho do filme (que é grande), pessoalmente passou rápido para mim e até fiquei algo surpreendido com o que acabou por me parecer um final abrupto (o que não é bom sinal). Achei definitivamente que podiam ser cortadas muitas cenas. Em concreto, refiro-me à primeira cena do filme e a tudo o que envolve o Henry Bowers. São cenas muito bem conseguidas e excelentemente interpretadas, mas acabam por ser dispensáveis e irrelevantes para a história que está a ser contada. Preferia que fossem cortadas para maior exploração do que as personagens são antes e após o telefonema de Mike, pois são cenas que dizem muito. A única cena com maior ênfase é o casamento da Beverly, que funciona que baste mas não faz juz à descrição do livro. E por falar no livro, um dos meus momentos favoritos é o momento em que o Ben vai a um bar e põe gotas de limão nos olhos. Na minha opinião, é a cena que fez falta para esta personagem.

O maior sucesso da sequela está em conseguir pela segunda vez um elenco escolhido em cheio. Particularmente o Eddie e o Stan estão parecidissimos fisicamente, mas o que vende são mesmo as atuações à excepção de quem faz de Ben pois não havia muito mais para fazer (mas está claramente igual ao miudo, ninguém dúvida). Pela primeira vez gosto do Bill Hader e é o que traz não só mais carisma mas como mais coração ao filme. Tudo o que lhe têm valorizado é merecido, mas considero que quem faz da versão adulta de Eddie Kaspbrak, James Ransone, tem o melhor trabalho. É possível reconhecer os maneirismos da personagem infantil e acerta em cheio em tudo o que a versão adulta deveria ser.

Eu não deixo de recomendar o visionamente do IT: Capítulo 2. O filme em si é bastante divertido tal como o primeiro e, repetindo-me, se gostaram do primeiro deverão gostar deste. Apenas desilude por poder ser muito mais. O talento está definitivamente lá mas a direção não foi a que eu desejava.

Resulta como filme de terror e, batalha final à parte, o final fecha de forma satisfatória a história contada em dois filmes, podendo estes serem vistos de forma seguida pois estão bem um para o outro. Para crédito do filme, não foi tempo que me tenha custado a passar. Nada no filme é incompetente (o CGI realmente podia ser melhor mas isso já vem do primeiro, sendo que se nota bem devido à maquilhagem soberba de Pennywise), talvez por se deixar abraçar pelo amor notório não só à obra como ao autor (são inúmeras as referências aos seus trabalhos). Apenas desilude por poder ser algo mais por ter todas as peças certas.

Continuam, contudo, a ser dos melhores filmes de terror da década (pelo menos num Top 100, vá), e o Pennywise de Bill Skarsgård será certamente recordado.

Para o bem e para o mal







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Depois de meses de suspense, foi revelado o título oficial do 25º filme protagonizado pelo agente de Sua Majestade James Bond: "No Time To Die". 

A fita só chega em  Abril do ano que vem, mas além deste mini-teaser, uma sinopse oficial:
"Em NO TIME TO DIE, Bond deixou o serviço ativo e está a desfrutar de uma vida tranquila na Jamaica. Mas a sua paz termina rapidamente, quando o seu velho amigo Felix Leiter, da CIA, aparece com um pedido de ajuda. A missão de resgatar um cientista raptado acaba por ser muito mais traiçoeira do que o esperado, levando Bond a perseguir um misterioso vilão, armado com uma nova tecnologia perigosa."
Fonte: NOS

Pessoalmente, espero bem melhor que o desinspirado "SPECTRE". Ao menos o bom elenco está garantido, com Rami Malek, Léa Seydoux, Lashana Lynch, Ben Whishaw, Naomie Harris, Billy Magnussen, Ana de Armas, Rory Kinnear, David Dencik, Dali Benssalah, Jeffrey Wright e Ralph Fiennes a fazer companhia a Daniel Craig.


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Há algum tempo atrás, numa galáxia da esquina, um sábio declarou:

"Não sei se vou ter tempo de fazer o TOP 10 no final do ano porque o meu irmão vai estar cá no Natal e como ele só vem poucos dias de França é capaz de ser apertado para mim por isso fica já despachado o meu Top. Assinado: Bruno Duarte".
Eis sem mais delongas o aguardada nova instalação videográfica de B. Duarte, um TOP que subverte e desconstrói a linearidade temporal da lista de preferências tradicional. E tem piadas.
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Jurassic World: Camp Cretaceous

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Stranger Things 3 | Poster


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Consta que o eternamente adiado novo remake/reboot do filme "Masters Of The Universe" (1987) já tem protagonista, já tem data de estreia e já tem um poster promocional que reproduzo acima; mas eu só acredito quando estiver sentado na sala escura do cinema a ver a segunda iteração das aventuras de He-Man no grande ecrã.
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Na Foto: Elton John a cantar The Nightmare Before Christmas. Cortesia de Tim Burton.


Já nem sei como é que se escreve. Acho que entrei na minha conta?

Quero começar esta crítica ao filme Rocketman respondendo desde já às três perguntas que muitos fizeram depois dos trailers:

- Como é que este filme faz ligação com o Universo Cinematográfico da Marvel?

R: Há uma cena em que eles fazem referência aos acordos de Sokovia, quando o Elton apanha o seu manager a ser "entrevistado"ao pé da piscina.

- Em que altura do filme devo ir à casa-de-banho?

R: Quando der a vontade.

- Existe alguma cena em que o Elton se transforma num foguete?

R: Sim.

 A cena em que o Elton John descola como um foguete é um bom resumo não só da sua carreira como do filme em si. É algo muito esperado. "É claro que vão fazer isso". E todo o filme é prevísivel nesse aspecto, não só pela característica de se tratar de uma biografia de um artista que a Fnac irá delirar para fazer uma campanha póstuma como, e sendo mais problemático, a sua execução bate todas as notas deste tipo de filme. A única surpresa aqui, e certamente irá fazer com que algumas pessoas se levantem da cadeira para pedir o reembolso, está no facto de o filme ser mais musical do que se espera. Quero dizer que além de o Elton cantar no piano em casa e de gravar num estúdio, também a sua família participa no acto. Todas as personagens começam a cantar excertos das suas músicas emblemáticas e, quando menos esperamos, estamos agora a ver todo um número musical coberto de figurantes, quando ainda nem há 5 minutos estavamos a ver as personagens a ligar para a NOS porque a SportTV estava sem sinal. Podemos nunca vir a saber se conseguiram acabar de ver a Seleção Sub-21 porque a meio do músical saltaram a infância toda.

Dito isto, apesar de ser bastante seguro, o filme eleva-se por ter bastante orgulho em si próprio. Nota-se que o Elton John é amado neste filme, sendo também esse o tema principal, o quão ele é ou não amado. Desde o primeiro frame em que vemos o seu vulto extravagante que percebemos que o realizador está ansioso para contar esta história. Dando crédito onde ele é merecido, apesar de também o início não ser nada de novo, consegue introduzir como que por imediato a personagem e tudo o que precisamos de saber para gostar dele. O filme nunca se afasta de o mais interessante ser o Elton, estando ele sempre presente em quase todos os planos e, quando não o vemos, sentimos sempre a sua presença. Esta é elevada pela performance brilhante de... pera aí que eu tenho de ver o nome no Google. Eu sei quem é o actor mas é a primeira vez que falo dele porque não vi o Kingsman. Só um segundo por favor...

Taron Egerton. Credo, é isso. Eu sabia que era uma personagem do Game of Thrones.

Raramente pensei que estava a ver o actor. Embora a maquilhagem convença muito bem, o que realmente vendeu foi a sua actuação, que merece no mínimo um prémio Sophia.

Embora ele seja o óbvio destaque, todo o elenco está bom à excepção da Bryce Dallas Howard. Não sei em que filme ela estava, mas não era o mesmo, e isso tornava-se cada vez mais evidente quando depois de vermos a sua actuação bizarra passávamos para o marido e para a mãe e percebiamos o que era actuar a sério. O contraste da qualidade foi tão chocante que ela, sozinha, quase conseguiu com sucesso afundar o filme para mim. Por norma simpatizo com a Bryce, especialmente naquele episódio do Black Mirror em que ela faz com que o Markl fale mal de um filme (é uma série de sci-fi), mas aqui ela estava numa novela da SIC dos anos 2000. Horrível.

O outro ponto que quase tornou o filme, para mim, mediocre, foi o final. Tal como tudo o que ocorreu anteriormente, não foi nada de novo, sendo talvez o cúmulo dos clichés. Contudo, este safa-se com uma cena que, apesar de também ser cliché e ser uma mensagem absurdamente directa, acaba por ligar-se ao início do filme e finalizar o arco da personagem num tom minimamente artístico, deixando-me satisfeito que baste. Nada por aí além, um final pensado por qualquer estudante de cinema (eu próprio escrevi um guião baseado no mesmo conceito), mas que acaba por satisfazer mesmo que, mais uma vez, seja muito seguro.

Em semelhança, todos os conflitos e ideologias do filme são absurdamente óbvios. Não há margem para se pensar em qualquer significado, é exactamente aquilo que parece e sei disso porque as personagens dizem muito literalmente qual a mensagem da cena em que estão. Ainda assim, as mensagens são boas o suficiente para fonte de inspiração e algumas até carregam o filme todo.

Devo confessar que embora eu sempre tenha gostado do Elton John, eu não o ouvia. Nunca tive nenhuma das suas faixas no meio da minha lista de música para jogging em Chelas, e pouco sabia sobre a sua vida além dos pormenores mais mediáticos ou das histórias que o Herman conta. Nesse aspecto, não sei se houve alguma escolha polémica para os fãs, mas conseguiu fazer de mim um deles, não só pela qualidade das músicas mas pela forma como me foram vendidas pelo... Terion... Te... opá o nome dele está lá em cima.

Apesar de eu sublinhar muito o quão o filme é seguro, devo referenciar o que quero dizer quando digo que tem orgulho da pessoa que retrata. A história toca em todos os pontos importantes, desde a sua homossexualidade e como os pais foram seres horríveis, ao uso e abuso de drogas e de manipulação sexual que sofreu toda a vida. Nunca chega a entrar pelo caminho sombrio, talvez com receio de quebrar o ritmo consistentemente frenético, mas bate o suficiente nestes pontos que caracterizaram a quase-destruição da pessoa. A única excepção será um dos casamentos que, embora mais uma vez seja óbvio a mensagem que quer passar, descarta sem a merecida exploração sobre o impacto que teve na sua vida.

Mesmo com os meus problemas reportados, principalmente no que toca à Bryce Dallas Howard que está aqui mais detestável do que no Spider-man 3 (o problema não é ser uma personagem que odiamos. O marido é completamente desprezível sem uma amostra de afecto, contudo tem a segunda melhor actuação), o filme tem sucesso na sua missão mais importante: a celebração da vida do Elton John, com todos os pontos negros. Saímos da sessão a sentir que sabemos tudo o que é preciso para compreender o percurso da carreira e quem é realmente este artista. E embora todas as situações que o caracterizam sejam tratadas de um modo embelezado ao estilo de video-clip, eu aceito por ser a pessoa que é. Faz todo o sentido a forma como a história é tratada, sendo o meu momento favorito quando é levado para o hospital para ser limpo da overdose. O momento é caracterizado por um músical digno da Broadway e do Casino do Estoril, mas aqui é elevado acima por tratar o que foram as portas da morte com beldade.

Rocketman é um filme que mostra dedicação não só à carreira como ao sofrimento do artista, sendo dada a enfâse, de forma acertada, ao lado negro da sua vida. Ainda que lhe falte o conceito subtil de narrativa, faz tudo o que é necessário para percebermos porque é que a personagem (e individuo real) chegou onde chegou, para o bem e para o mal. Por isto comento que é o mais próximo que teremos à versão do Bohemian Rhapsody pelo Sasha Baron Cohen, sendo que, naturalmente, não é tão bom como poderia ser mas é uma tentativa que merece melhor o nosso tempo do que o próprio Bohemian Rhapsody.

Recomendado para fãs do Elton John, recomendado para quem não se importaria de se tornar fã e recomendado para quem quer dizer que viu pelo menos um dos filmes nomeados nos Oscars.


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Dezenas de leitores escrevem-me a perguntar porque não faço muitas actualizações como antes ou porque não desisto logo e vendo o blog a uma corporação por milhões de euros? Mentira, só recebo cartas de propostas de parcerias que tenho que recusar por falta de tempo - e vontade - de manter este projecto a um ritmo diário. Coitados devem pensar que recebemos o nível de visitas de antigamente, antes das "redes sociais matarem a blogosfera". Sei que podia manter isto investindo em artigos sensacionalistas e clickbait, mas precisamos tanto disso como uma trepanação no crânio feita ás escuras e sem anestesia. Não acreditam? Leiam o artigo "Top 1000 momentos racistas do trailer do Spider-Man 2. O número 328 deixou-me de boca aberta.". Good stuff.
Enfim, passou mais um ano, e tudo o Mundo e o CINE31 completaram 14 rotações em redor do Sol, parabéns a nós e obrigado a todos os que ainda vêm visitar o estaminé!

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No caminho para o 2º piso - restaurantes, churrasco e cinemas - o ruído das peças do elevador fazia-me temer uma visita extra-rápida à cave do centro comercial, sem paragens. O chato, pensaria eu depois nos destroços do elevador era não chegar a tempo do inicio da sessão. Sala cheia de adolescentes e semi-adultos. Os sacrifícios que faço. Portanto, no filme anterior Thanos dizimou metade dos seres vivos do Universo. O nosso planeta - os EUA - ficaram na merda, e os heróis sobreviventes frustrados por falta de um modo de reverter essa catástrofe. Mas, como o filme tem mais de 3 horas, sabemos à partida que existe um plano para desfazer o genocídio perpetrado pelo vilão Thanos.
Foi uma sábia decisão deixar de fora do material promocional a maioria do filme, contrariando a moda dos trailers que contam toda a história da fita em 2 minutos. 
Neste caso, volto a dar a mão à palmatória a quem consegui cozinhar uma história coerente com tantos personagens. Mas a direcção das cenas de acção ficou inferior nesta continuação. As cores escuras, câmaras epilépticas rimam, mas não combinam, com batalhas épicas. Podiam ter tomado emprestado alguns slow motions do Zack Snyder para aproveitar melhor aqueles moneyshots que parecem saídos das splashpages da BD (3 anglicanismos na mesma frase! Esqueci-me de usar fanservice, termo colado ao manga e anime, mas, usado em profusão nas criticas que li ultimamente).  Há uma boa dose de plot twists, momentos divertidos e dramáticos. Já disse muitas vezes que me surpreende a forma como os estúdios Marvel tiveram pulso para em 22 filmes de estilos, géneros e fórmulas diferentes criar um universo coerente que até se estendeu para as pouco amadas séries de TV. Se fosse um gajo mais extrovertido tinha batido palmas de pé. E tenho a certeza que vai melhorar - para mim - num segundo visionamento.
Pertinho do final ouvi na sala escura alguns fungares e choros tímidos, mas pessoalmente, depois de meses de preparo mental para despedir das personagens, foi um pouco como quem tem familiares no hospital à espera da morte anunciada. Mais que as mortes custou-me ver os funerais. Não digam que é spoilers, porque era mais que sabido que iam acontecer mortes - a sério.
Em comum com a saga do Senhor dos Anéis - além da longa-longa-metragem - os múltiplos "finais", mas havia muitos nós por atar e passagens de testemunho por realizar. Gostei muito de ver que finalmente o Capitão América e o Bucky deram o nó. Uma cerimónia linda.
Temo que a decisão de colocar a Capitã Marvel como a figura de proa desta nova fase do MCU possa ser um grave erro. É uma figura com poder demais, como demonstra este e o final do seu filme solo. Sem uma personalidade mais carismática e histórias interessantes vai ser difícil ser mais que um deus-ex-machina. Mas, também me ri quando o Chris Evans foi escolhido para Capitão América, e o resto é história.



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