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No caminho para o 2º piso - restaurantes, churrasco e cinemas - o ruído das peças do elevador fazia-me temer uma visita extra-rápida à cave do centro comercial, sem paragens. O chato, pensaria eu depois nos destroços do elevador era não chegar a tempo do inicio da sessão. Sala cheia de adolescentes e semi-adultos. Os sacrifícios que faço. Portanto, no filme anterior Thanos dizimou metade dos seres vivos do Universo. O nosso planeta - os EUA - ficaram na merda, e os heróis sobreviventes frustrados por falta de um modo de reverter essa catástrofe. Mas, como o filme tem mais de 3 horas, sabemos à partida que existe um plano para desfazer o genocídio perpetrado pelo vilão Thanos.
Foi uma sábia decisão deixar de fora do material promocional a maioria do filme, contrariando a moda dos trailers que contam toda a história da fita em 2 minutos. 
Neste caso, volto a dar a mão à palmatória a quem consegui cozinhar uma história coerente com tantos personagens. Mas a direcção das cenas de acção ficou inferior nesta continuação. As cores escuras, câmaras epilépticas rimam, mas não combinam, com batalhas épicas. Podiam ter tomado emprestado alguns slow motions do Zack Snyder para aproveitar melhor aqueles moneyshots que parecem saídos das splashpages da BD (3 anglicanismos na mesma frase! Esqueci-me de usar fanservice, termo colado ao manga e anime, mas, usado em profusão nas criticas que li ultimamente).  Há uma boa dose de plot twists, momentos divertidos e dramáticos. Já disse muitas vezes que me surpreende a forma como os estúdios Marvel tiveram pulso para em 22 filmes de estilos, géneros e fórmulas diferentes criar um universo coerente que até se estendeu para as pouco amadas séries de TV. Se fosse um gajo mais extrovertido tinha batido palmas de pé. E tenho a certeza que vai melhorar - para mim - num segundo visionamento.
Pertinho do final ouvi na sala escura alguns fungares e choros tímidos, mas pessoalmente, depois de meses de preparo mental para despedir das personagens, foi um pouco como quem tem familiares no hospital à espera da morte anunciada. Mais que as mortes custou-me ver os funerais. Não digam que é spoilers, porque era mais que sabido que iam acontecer mortes - a sério.
Em comum com a saga do Senhor dos Anéis - além da longa-longa-metragem - os múltiplos "finais", mas havia muitos nós por atar e passagens de testemunho por realizar. Gostei muito de ver que finalmente o Capitão América e o Bucky deram o nó. Uma cerimónia linda.
Temo que a decisão de colocar a Capitã Marvel como a figura de proa desta nova fase do MCU possa ser um grave erro. É uma figura com poder demais, como demonstra este e o final do seu filme solo. Sem uma personalidade mais carismática e histórias interessantes vai ser difícil ser mais que um deus-ex-machina. Mas, também me ri quando o Chris Evans foi escolhido para Capitão América, e o resto é história.



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