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“A PRAIA” (1996 - Alex Garland) VS “A PRAIA” (2000 - Danny Boyle)


O jovem Richard, em viagem pela Ásia, recebe de um misterioso suicida um mapa secreto para uma ilha que esconde a praia perfeita, longe das hordas de turistas. Decidido a descobrir a verdade, Richard e um casal de namorados franceses, Ettiene e a bela Françoise embarcam numa aventura pelas ilhas proibidas da Tailândia. Depois de chegarem a nado á ilha, ultrapassar obstáculos naturais e de fugir dos guardas armados das plantações de droga, chegam finalmente á praia e á paradisíaca comunidade lá instalada, liderada por Sal, uma mulher disposta a tudo para preservar o segredo da localização da praia. Depois de meses de uma vida na praia sem preocupações, um ataque de um tubarão dá inicio ao fim da ilusão de uma vida perfeita, criando uma paz podre. Quando a chegada de mais um grupo de viajantes está iminente, Richard é destacado para vigiar e impedir que cheguem á praia. Além disso Richard quer recuperar o mapa na posse deles, ele próprio lhes deu antes de partir para a ilha. É nesse período de isolamento na selva á espera desses viajantes que Richard começa a perder o juízo, conversando com o homem que se matou em Bangkok e perdendo-se em jogos imaginários, qual Rambo ou Trazan da selva. E só a execução dos desavisados viajantes, metralhados pelos traficantes, traz Richard de volta ao mundo real, e á necessidade de sair da ilha com Françoise e Ettiene. Mas a chegada desses novos invasores vai gerar uma série de conflitos entre os habitantes da praia e os traficantes que vai terminar numa espiral de violência e insanidade.
O bestseller de Alex Garland (nascido em Londres em 1970) que critica o estilo de vida dos turistas de mochila ás costas que se crêem agum tipo especial de viajantes, em busca do original e desconhecido e que acabam por descaracterizar os locais que escolhem como destino; foi adaptado em 2000 pelo realizador de “Trainspotting” e “28 Dias Depois”, Danny Boyle. O protagonista escolhido para encarnar Richard foi Leonardo DiCaprio, no auge do sucesso mundial alcançado com Titanic. Apesar de algumas alterações importantes, a película mantém – na minha opinião – o espírito da novela, embora obviamente numa versão muito mais light e comercial. A publicação “Guardian” descreveu o livro como “… um conto alimentado a drogas sobre o apocalipse no paraíso.”. Efectivamente é raro o capítulo em que ninguém está a consumir marijuana, enquanto na versão em filme a aparição de droga é limitada ao máximo (e a droga consumida é cultivada pela comunidade da praia, enquanto que na versão escrita apenas roubam aos “agricultores”). E se o livro termina num banho de sangue, a versão de Danny Boyle trocou o sangue por tensão.
Relativamente às mudanças em personagens: o protagonista - britânico no livro - foi “promovido” a norte-americano na versão para cinema. Se no livro Richard e Françoise não trocam mais do que beijos na cara, as personagens desempenhadas por DiCaprio e Virginie Ledoyen chegam a assumir o namoro, para desgosto de Ettiene. Algumas outras personagens quase não são mencionadas ou simplesmente não aparecem, mas basicamente os secundários mais importantes estão presentes. No filme foram acrescentados rituais como as tatuagens e os balões de ar quente com os nomes dos recém-chegados á praia.

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