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TOP DE SAMUEL ANDRADE

E mais uma contribuição de um "peso pesado" (sem trocadilho!) da blogosfera cinéfila nacional: Samuel Andrade, que nos trás - directamente da Ponta Delgada -  um TOP 5, mais pequeno mas devidamente justificado!


CASABLANCA
 (1942, Michael Curtiz)



Fama: rating de 8.7 no IMDB; 97% de apreciação crítica no Rotten Tomatoes; três Óscares da Academia (incluíndo Melhor Filme); considerado como obra de relevância cultural e histórica; detentor de um fascínio cinéfilo indescritível, infinito e intergeracional.

Ódio: gerado por três aspectos que, normalmente, estão associados a filmes rotulados de menores: pejado de artificialidade emocional, a rigidez unidimensional das personagens (autênticos arquétipos, para não dizer estereótipos, de previsibilidade) e não é mais do que um esforçado apelo propagandístico à intervenção dos EUA na II Guerra Mundial.

O NOVO MUNDO
 (2005, Terrence Malick)




Fama: rating de 6.8 no IMDB; 61% de apreciação crítica no Rotten Tomatoes; pertence à curta mas qualitativamente robusta carreira de um dos cineastas a quem o adjectivo “visionário” parece assentar que nem uma luva; galardoado por diversas associações de críticos norte-americanos.

Ódio: a direcção de fotografia é, de facto, muito bonita, mas assistimos ao típico exemplo de “feitiço virado contra o feiticeiro”: a habitual poesia narrativa de Malick nunca consegue despontar, afigurando-se sempre mecânica e desordenada; com a excepção de Christian Bale num papel secundário, o filme é um caso sério de miscastings.

 MÚSICA NO CORAÇÃO
 (1965, Robert Wise)



Fama: rating de 7.9 no IMDB; 84% de apreciação crítica no Rotten Tomatoes; quatro Óscares da Academia (incluíndo Melhor Filme); omnipresente nas listas, efectuadas por diversas publicações, de melhores filmes de todos os tempos, sobretudo no género dos musicais; todos sabem traulitar, no mínimo, o refrão do seu tema principal.

Ódio: não há, para mim, pior decisão artística do que impor ao espectador, e ao pormenor, quando este deve rir, chorar e enternecer-se, ou qual o destino de férias que terá de escolher para as próximas férias de Natal (o filme fez maravilhas pelo turismo da Áustria…); o pormenor da paixão entre uma jovem religiosa e um capitão da marinha nazi daria, só por si, pano para mangas junto de quem aprecia o politicamente correcto…

Continue a ler o TOP de Samuel Andrade depois do link:




O NOME DA ROSA 
(1986, Jean-Jacques Annaud)



Fama: rating de 7.8 no IMDB; 76% de apreciação crítica no Rotten Tomatoes; alguns prémios europeus, nomeadamente um BAFTA de Melhor Actor para Sean Connery; impulsionado pelo romance de Umberto Eco em que se inspira, a impressão geral é de que se trata de “um bom filme”.

Ódio: ao “despir” o argumento dos elementos narrativos do romance para apostar na história de mistério num convento medieval, acaba por ser uma manta de retalhos cinematográfica de personagens mal definidas, suspeitas que nunca chegam ao estatuto de red herrings e acontecimentos mal sugeridos e/ou resolvidos; Umberto Eco não é “infilmável”, apenas requereria mais “tacto” na sua adaptação.

 MOULIN ROUGE
 (2001, Baz Luhrmann)



Fama: rating de 7.6 no IMDB; 76% de apreciação crítica no Rotten Tomatoes; vencedor de três Globos de Ouro (incluíndo Melhor Filme — Musical ou Comédia) e dois Óscares da Academia; desde a sua estreia, é presença assídua nas listas de melhores musicais de todos os tempos.

Ódio: muito movimento, muita cor, muito efeito sonoro mas nenhuma alma; o frenesim, criado sobretudo na sala de montagem, tenta compensar a total ausência de originalidade do filme: a banda sonora é uma colectânea de covers, a temática romântica plagia descaradamente Shakespeare e as interpretações não merecem sequer o adjectivo overacting (Nicole Kidman incluída); tudo isto e ainda a dor de cabeça, proveniente dos cortes incessantes entre planos de meio segundo, que a sua visualização me proporciona.

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O nosso obrigado ao Samuel Andrade por ter aceitado o desafio, e pode preparar-se para levar com algumas pedras da audiência! É um  risco que se corre ao apontar defeitos aos filmes da vida de alguém ;-)
Visitem o seu blog, o "Keyzer Soze's Place", comentem e digam que vão da nossa parte!

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8 comentários até agora:.

  1. Samuel... levas com uma pedra só por a lista ser tão curta.
    5 escolhas... óóó!
    Engraçado que até não és o único a ter feito a gracinha de surgir com uma mini-lista... eu sei que não é nada facil, quando já se viu tanta coisa diferente apontar o que não se gosta especificamente (se bem que na minha lista, daqueles 10 filmes se a reduzisse para apenas 5 teria proporcionado mais efeito. Mas isto sou eu a dizer...).

    Aponto apenas dois que me são mais difíceis de gostar muito mais do que consigo (mas não os detesto ou classifico facilmente com um "não Gosto"): o "Casablanca" e "O Novo Mundo". Este último considero-o dos mais fracos do Mallick que já vi...

  2. Sam says:

    Obrigado ao Cine31 pelo convite. E pelo "trocadilho" também :P

    Quanto às "pedras", venham elas, estou pronto para tudo! :)

    Cumps cinéfilos.

  3. Sam says:

    Armindo, a lista é curta porque apercebi-me, a certa altura, que não conseguiria elaborar um conjunto de 10 filmes com a pormenorização acima conseguida.

    É como dizes: proporciona mais efeito. Mas ainda bem que me permitiram enviar só 5 :P

    Quanto a esses dois filmes, então estamos mais ou menos em consonância.

    Cumps cinéfilos.

  4. Dois musicais na lista Samuel? Não te perdoo! Ahahah :P

    Boa lista ;)

  5. Sam says:

    Admito que o musical não é o meu género predilecto :)

  6. Sofia says:

    Percebo todos... mas infelizmente (ou não) sei O Nome da Rosa de cor e salteado. Um defeito académico e excelente obra para explicar em aulas/formações a questão dúbia da Idade Média - a badalhoquiçe versus a propagação e salvaguarda do saber

  7. Percebo as escolhas apesar de, como sabes, não concordar com todas. Coitadinho do Música no Coração. É tão fofo! :P

    Cumprimentos cinéfilos :*

  8. FilmPuff says:

    Colocaste dois com os quais concordo em absoluto: Moulin Rouge e o The new world. Acabei por colocar a barreira invisivel mas esse também serviria. Não compreendo as ordens do senhor. Excelente fotografia e tal mas...

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