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TOP DE FILM PUFF

Pulp Fiction
Quentin Tarantino (1994)



Pulp Fiction. Não consigo perceber o que a porcaria do filme tem de especial. Estória confusa, gags sem graça e personagens com quem não se consegue simpatizar nem por nada. Já vi quatro vezes. Nas duas primeiras vezes acabei por mudar de canal. Na terceira tentativa adormeci e na quarta acabei por visualizar os últimos 45 minutos de filme. E sabem do que me lembro do filme? Muito pouco.
PS: Antes que venham os suspeitos do costume, dizer que não gosto do Tarantino deixem-me que vos diga que adorei o primeiro “Kill Bill” e idolatro a sua Pam Grier em” Jackie Brown”.



A Barreira Invisível
Terrence Mallick (1998)



De facto existe uma qualquer barreira invisível que me separa da compreensão dos filmes do Malick. O senhor faz filmes para ele, baseados na sua voz interior que depois aplica a qualquer estória. Neste caso foi um cenário de guerra, mas podia perfeitamente retratar o romance entre um explorador e uma certa jovem nativa. Os cenários idílicos e o olhar de uma vasta compreensão dos actores num cenário de guerra é demasiada pretensão. Vamos perder-nos em considerações profundas enquanto estamos a ser alvejados. A sério?


Lost in Translation
Sofia Coppola (2003)



Este filme consegue fazer três coisas, que à partida julgava impossíveis. Tornar o Bill Murray aborrecido, tornar a paisagem urbana nipónica aborrecida e fazer de Scarlet Johanssen ainda mais aborrecida que o costume. Acho que nunca é por demais reforçar o quanto este filme é sobrevalorizado, a sorte que a Coppola teve, que a Scarletzinha querida não é uma verdadeira actriz e que não pretendo ver este filme, nunca, NUNCA mais.


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Cars
John Lasseter, Joe Ranft (2006)




Carros, meu. Eu não gosto de carros. E não percebo nada de carros também. Não conseguia trocar um pneu nem que a minha vida dependesse disso. É um utilitário que nos leva, às vezes, onde nós queremos, estacionamos e não queremos nem ouvir voltar a falar dele até voltarmos a necessitar de nos fazermos à estrada. Então ‘bora lá fazer um filme de animação sobre carros. E mais, carros falantes com um forte sentimento de nostalgia sobre uma velha América que nunca cheguei a conhecer… O único carro falante que tolero é o Benny do Quem tramou o Roger Rabbit mas esse sempre era divertido…


O Caso Thomas Crown
John McTiernan (1999)




Vi isto no cinema. Fui ao engano é certo. Não aprecio nem a Rene Russo e muito menos o Pierce Brosnan. Por isso, não faço a mínima ideia em que estava a pensar, quando comprei o bilhete. Só estavam uns três gatos-pingados na sala. Nunca me deu tanta vontade de cortar os pulsos no cinema como neste filme. Assim, foi a primeira vez que pus os escrúpulos e o meu dinheiro de lado e abandonei a sala de cinema. Acaba por ter um significado especial de certo modo. Lágrima no canto do olho.

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Moulin Rouge
Baz Luhrmann (2001)




Era o filme em que todos falavam. “A Nicole Kidman está melhor que nunca”, “Quem diria que o Ewan McGregar nem é totalmente mau a cantar”. Deixei-me levar pelo hype. Antes de Moulin Rouge só tinha visto os musicais dos anos 40 e 50, quando Gene Kelly, Judy Garland ou a Doris Day atravessam os seus anos dourados. Cometi o erro de ficar no meio da sala, rodeada de canastões a comer pipocas, ruidosamente, enquanto a Nicole Kidman, pré cirurgias plásticas abria as goelas e matava as minhas doces recordações dos musicais. Sinceramente, ela mereceu o final que teve no filme.

Top Gun
Tony Scott (1986)



As cenas dos aviões estavam giras de facto mas eu gosto mesmo é de homens jeitosos, musculados e muito machos. É por isso que a cena do voleibol, onde eles, todos suados, se atiram à bola parece mais uma carta fora do baralho que a explosão de testosterona orgásmica que esperei que fosse realmente. Vamos dizer as coisas como elas são: o Val Kilmer queria comer o Tom Cruise mas o Anthony Edwards já lá tinha chegado primeiro. Daí, toda a cena do “eu piloto melhor que tu” (ler à homem das cavernas). Se ainda duvidam do teor homossexual do filme, imagine-se o par: matulona McGillis/pequenino Cruise juntos. Ah e há poucos anos a McGillis saiu do armário e assumiu-se como lésbica. I rest my case.


Forrest Gump
Robert Zemeckis (1994)




“Corre Forrest, corre!” “E nunca mais voltes”, eu acrescentaria. O filme é um absurdo do início ao fim e só fez por cimentar o Tom Hanks como perfeito para os papéis de tontinho. Se querem ver filmes onde ele demonstra real capacidade dramática vejam “O Naufrago” ou “O Resgate do Soldado Ryan”.


Watchmen – os Guardiões
Zack Snyder (2009)



Vejo filmes de super-heróis por que não quero lidar com a vida real. Lá, posso fugir, esquecer, escapar. É por isso, que quando surge um filme tão deprimente quanto este temo pelo futuro dos filmes de super-heróis. Aqueles que é suposto protegerem a humanidade não se sentem bem dentro das suas próprias peles e nem sequer cultivam boas relações entre eles. Não conheço o comic original nem sei até que ponto o Zack Snyder foi fiel ao seu conteúdo mas não fiquei com grande vontade de ver mais.


Beleza Americana
Sam Mendes (1999)



Já cá faltava a batota mas tinha de incluir este filme que vi uns dois anos depois de ter estreado e adorei. Mas revi-o recentemente e a visualização até me caiu mal no estômago. O que antes era lindo e tinha significado hoje é um conjunto de lugares-comuns. Sim, a maioria das famílias tem problemas, alguns bem piores que aqueles. Um dos esposos trai ou traiu? Visto. Problemas financeiros? Visto. Um filho desconectado da realidade ou que não faz a mínima que caminho seguir na vida? Visto. E depois há a cena do saco. Um saco a voar ao vento… E aquela cena do “tanta beleza no mundo que não sei se aguento” é a melhor frase de engate para se enfiar nas calças de miudinhas com daddy issues de sempre.


Antes que comecem o apedrejamento por causa destas escolhas, recordem-se que por algum motivo esta lista tem o nome de “Filmes que toda a gente gosta mas eu não”! Obrigada Cine 31 pelo convite, foi difícil pegar no papel mas quando aconteceu foi muito divertido. Uma pequena sugestão: “Filmes que toda a gente detesta mas eu não”!, já que enquanto fazia esta lista me recordei mais depressa de filmes que reflectem a situação contrária!

Então leitores, qual a vossa opinião da lista da FilmPuff? Concordam ou ficaram fulos com as escolhas? Comentem abaixo, e visitem o blog "Not A Film Critic" digam que vão da nossa parte! Obrigado à FilmPuff por ter aderido à iniciativa, cuidado com as pedras! :)

Leia ou (re)leia todos os TOPs dos nossos convidados: Iniciativa TOP "filmes que toda a gente gosta, mas eu não"

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17 comentários até agora:.

  1. CINE31 says:

    Pois, o Watchmen é deprimente, o livro e o filme. Eles não são heróis, são vigilantes mascarados e o meu problema com o livro sempre foi esse ódio aos heróis como conhecemos na banda desenhada tradicional, porque não seriam compatíveis com um mundo como o nosso. Mas apesar de adorar o livro, sempre achei a leitura que faz dos "heróis" muito redutora. Não é preciso ser um tarado para vestir uniforme e tentar fazer justiça.

  2. Rafael W. says:

    Nossa, voê realmente é bem contraditório. Esta lista está cheia de filmes que amo: Pulp Fiction, Beleza Americana, Forrest Gump, Watchmen.. Fazer o que, né? Gosto é gosto.

    http://avozdocinefilo.blogspot.com.br/

  3. Sofia says:

    esta lista é tão cruel que nem me atrevo a comentar... são desgostos atrás de desgostos

  4. FilmPuff says:

    Cine 31: Eu nem os achei taradas. Apenas seres depressivos. Como podem ser heróis ou vigilantes (parece que é o termo mais adequado), se eles próprios não se dão bem, não aceitam a sua própria existência ou missão...

    Rafael: não sou macho sou femea. ;)

    Sofia: É por isso mesmo que que vocês dizem "Filmes que TODOS gostam, mas eu NÃO".

  5. Sofia says:

    :) exacto... conseguiste atingir "A PERFEIÇÃO" :) :) :)

  6. Sim, tirando o Forrest Gump, esta lista já me deu cá uma azia...
    Suponho que era esse o objectivo, logo parabéns ;)

    Seja como for, tenho a dizer que, a serem só esses, os argumentos usados para o convidado desgostar do Carros, da Pixar, são ridículos. Eu tambem nao percebo e não gosto nada de carros, e nao é por isso que desgostei bem do filme. Aliás, por favor, o filme é tão mais do que um tributo animado aos automóveis...
    Enfim, peço desculpa, mas esta ficou-me atravessada. E o Carros nem é dos que mais gosto na Pixar...

    Cumprimentos para todos ;)

  7. FilmPuff says:

    Rui o objectivo era criar uma lista de "filmes que toda a gente gosta mas eu não" e foi isso que fiz. Agora quanto aos argumentos serem rídiculos, acho que são tão rídiculos quanto uma criança dizer que não gosta de algo apenas por que não gosta. E só temos que aceitar. Portanto, se não gosto de carros é natural que, logo à partida tenha pre-disposição para desgostar do filme. Mas não disse que era um tributo animado aos automóveis, embora, acabe por sê-lo, se era essa a ambição principal ou secundária não sei. É um tributo, isso sim, a uma velha América, dos tempos dourados, onde os carros eram lindos e grandes e sol, aparentemente, tinha um brilho mais bonito do que agora, com que, como também o disse, não me identifico...

  8. Só não te perdoo o Moulin Rouge nesta lista!! Como alguém se atreve a dizer mal da Nicole Kidman? :P

    Está decidido: vais levar com 5 asteróides, no mínimo! loool

    Mas de resto uma boa liste hehe e também tens a Beleza Americana! O Lost in Translation também era para colocar na minha lista, mas achei que mais um filme com o Bill Murray na minha lista era injusto para com o pobre do homem lol

  9. CINE31 says:

    Rui, também estão na lista filmes que eu gosto muito, mas não há necessidade de palavras tão duras. A ideia da iniciativa era que nos divertíssemos, causar alguma "polémica" e agitar as água, mas sem conflitos.
    A FilmPuff justificou as escolhas dela, e mesmo não concordando - aproveito para mandar esta sugestão a todos os leitores - acho que é um exercício interessante, colocar-mo-nos na pele do convidado e tentar compreender o seu ponto de vista. Desde o começo da iniciativa tenho lido criticas a filmes que adoro, que ou concordo (sem afectar o meu gosto pelo filme) ou mesmo não concordando esforço-me para compreender.
    Vamos manter as "pedras" que mandamos, só pedras "virtuais", que não aleijam ninguém e tornam o convívio mais divertido :)

  10. Mas agora ninguém gosta da Beleza Americana ?

    Até hoje não percebi como é que o John McTiernan consegui fazer o Die Hard e o Predator com poucos meses de diferença!!! Thomas Crown sucks ;)

    Film Puff ias fazendo um hack-trick bem manhoso! Falta-te ai o The Shawshank Redemption para elegeres os melhores filmes de 1994! Se há cerimonia de Oscar que eu gostaria de estar era a de 1994... que trio! E ainda lá faltava o Rei Leão para serem então um Quarteto Fantastico!

  11. Peço desculpa se me excedi, só alguns de vocês aqui sabem o quanto eu detesto o género de...blogger,vá, com o qual me pareci no comentário anterior, nao é David? ;)

    Claramente foi de ver o Pulp Fiction nesta lista, deu-me uma coisa... :P

    Cumprimentos Film Puff ;)

  12. Sofia says:

    é só para dizer que comi 2 sardinhas e bebi um litro de sangria e adoro o Thomas Crown. pronto já disse

  13. Sofia says:

    dava-te um carolo, por teres sido pouco cavalheiro com a FilmPuff, mas gosto de ti... é a sorte :)

  14. Gosto de (quase) todos os filmes, mas concordo com os inspirados textos que acompanham os títulos: O do Top Gun está realmente bem topado :P, e apesar de adorar o Forrest Gump, também sou da opinião que nem é a melhor interpretação dele (mas sim as que referiste).
    Do contra, só um detalhe: Dizes adorar o primeiro Kill Bill... Detalhe: Kill Bill é um só filme! Ainda não há sequelas... Lembra-te que Tarantino dividiu o filme por ser demasiado longo. Podemos chamar-lhe a primeira metade, não primeiro filme. Imagina dividirem o Titanic ou o Ben-Hur em dois filmes, é tudo estratégia para nos sacar dinheiro!

    Enfim, abraços e cumprimentos por nos oferecer uma lista assim pró polémico. É o que se pede :D

  15. FilmPuff says:

    Nuno Pereira: Na altura gostei e muito do beleza americana. Hoje em dia parece-me banal. Já passaram tantas e tantas famílias disfuncionais pelo pequeno e grande ecrã, que já não tem o impacto da época. The Shawshank Redemption e o Rei Leão nunca!!!

    Rui Francisco Pereira: Deixa lá, o André Marques atirou-me com 5 asteróides (pedregulho hiper mega grande).

    Sofia: You fluffy! Mesmo que gostes do caso Thomas Crown.

    Brain-Mixer: Tens razão, mas é o modo de identificar a primeira parte vá. A segunda achei muito arrastada. Hmmm... Vê lá não dês ideias aos senhores.

  16. FilmPuff... 10 pedras bem atiradas.
    Nem posso destacar um só pois gosto de todos da lista (é mesmo, tenho pouco jeito para estas coisas, normalmente tendo a gostar de tudo)... ainda esperava encontrar aqui um ou outro filme asiático na tua lista negra.
    Mas está certo... cada qual é que sabe.

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