Ghostbusters - Nova imagem oficial.
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Ser critico de cinema tem as suas vantagens. Os amigos recorrem a mim para opiniões, a minha familia impressiona-se com a minha vasta cultura e a familia da minha mulher aceitou-me logo à primeira. A Fnac ainda não me pediu para escrever um livro sobre "Os 100 melhores filmes a ver enquanto vivo e os 25 enquanto se espera por S.Pedro", mas ainda vou pra novo. Por cinema, entenda-se, super-heróis. Afinal, é o que há agora no cinema, é o que houve há uns meses e no Verão diz que vai haver umas coisas do género. Depois há aquele do DiCaprio que vimos o trailer mas não decorámos o nome. Ou se quisermos ser snobs temos aquela franquia dos carros com aquele falecido actor que era tão bom que até o WarezTuga trocou o icone da página Home pela cara dele. Do Peter O'Toole esqueceram eles, talvez porque soa a algo que se pode comprar no Aki. Enfim, cinema, algo que eu percebo muito. Ainda no outro dia estive a falar com a minha mãe sobre Fellini. Fica bem com o frango que ela faz e era para também não enjoar de esparguete.
Eu posso não conseguir dissecar uma obra do Tarkovsky sem parecer um idiota. No entanto, sou muito bom a escrever imensos parágrafos sobre o Batman que nem um idiota, e isso não ensinam eles na escola da Amadora.
Portanto preparem-se porque o artigo vai ser escrito como fanboy.
Como alguns fiéis leitores sabem, eu sou um valente tarado sexual pela trilogia do Nolan. The Dark Knight Rises incluido, que é para verem que não estou a brincar. Portanto, naturalmente, houve quem ficasse surpreendido por eu não estar muito interessado em ver o Batman v Escuteiro. Iria sempre vê-lo, mas por obrigação. O motivo? Não gosto do Zack Snyder, não gostei do Man of Steel, achei os trailers merdosos e fiquei mais do que satisfeito com a trilogia anterior.
E ali estive eu, na noite de estreia.
Foi bizarro. Começa com uma mulher quase nua, depois há um pirata que começa a ver umas ostras a cantarem e há um homem vestido de banana a levar com terra de uns fulanos a andarem de motocross.
Mas chega de falar da publicidade dinamarquesa, vamos falar sobre o filme.
Quando o filme começa, conquista-me por imediato. É o lado bom do Zack Snyder, o lado que fez o Watchmen que tanto adoro, e amei cada segundo desta primeira cena... excepto como acaba mas dá para perdoar. Trata-se da cena que já vimos 30 vezes, a morte dos pais do Bruce. Felizmente, é feita com o mesmo tratamento visto em The Incredible Hulk, ou seja, uma montagem. Embora eu prefira a ordem de eventos da origem no Batman Begins, não deixou de ser eficaz.
Segue-se a cena vista no trailer de Metropolis a ser destruida. Toda a cena é fantástica e irónicamente trouxe-me muito mais emoção do que quando vi Man of Steel. E eis que acontece. Ali está ele. O primeiro momento estúpido do filme. Um sujeito que se encontra na torre Wayne a ver prédios a cairem na cidade, presumo para partilhar no Snapchat, recebe uma chamada do Ben Affleck: "Olha, desçam as escadas", ao que responde o senhor:"ah ya".
Temos então a cena do Bruce a abraçar a rapariga o que foi genuinamente comovente... até surgir a música. Do nada, a cena torna-se hilariante com o exagero da música de "Vingança", quase parecendo uma paródia do YouTube. É bizarro achar que a música é um dos problemas do filme, mas de facto a música nem sempre se enquadra com a atmosfera que querem dar e em vez de emergir acaba por distrair do que estamos a ver. Atenção, há algumas músicas muito boas, com destaque novamente para a morte dos Wayne que deu um bom tom ao filme. Aprecio também terem dado um tema a cada personagem mas no geral não soou tanto a uma soundtrack e sim uma mescla de vários samples diferentes. Não é isso que estraga o filme mas não ajuda a experiência.
Ainda assim todo este inicio continua a valer uma boa pontuação no Letterboxd. Mas é precisamente a partir da próxima cena que tudo se começa a estragar.
O filme tem mais enredos que uma novela da TVI e à semelhança, só queremos saber se a Alexandra Lencastre morre no final ou não. E é o segundo maior problema do filme. É tudo desnecessário. O que a Lois Lane faz no filme não fez sentido nenhum e além de confuso só consegui perceber que foi tudo inútil. É a personagem mais forçada e tudo o que lhe acontece no final podia perfeitamente acontecer de forma muito mais simples, não querendo explicar melhor por questões de spoiler. A cena (também no trailer. Aliás está lá o filme todo) em que o Batman luta contra soldados do Super-Homem é, tal como suspeitava, irrelevante. Parece o Age of Ultron onde estamos a ver preparações para os eventos futuros. Isto do "Universo Cinemático" fica lindo na prateleira com todos os DVDs, mas eu paguei para ver o Batman contra o Super-Homem e é essa história que me interessa. Chegámos ao momento em que além de teasers para trailers, temos trailers dentro dos filmes. É engraçado apanhar as referências e ficar entusiasmado para as possibilidades mas é preciso manter foco sobre a história que começámos a contar. Em Batman Begins, na última cena o Jim Gordon mostra uma carta de um Joker ao Batman e o filme acaba. Ficámos a saber que no caso de haver uma sequela, o Joker será o vilão. Houve bastante nerdgasms e a história manteve-se concentrada. Não foi preciso o Batman ir encontrando cartas do Joker pelas ruas de Gotham e ponderar sobre qual o significado daquilo.
Todas estas cenas inúteis cortavam uma valente meia hora ao filme e talvez lhe desse mais 5% no Rotten Tomatoes e não tivesse que ir à segunda fase.
Falando por uma última vez no Nolan antes que se aborreçam (no caso de ainda estarem neste artigo), a perseguição do Tumbler no Batman Begins foi das melhores experiências que tive numa sala de cinema (nunca cheguei a ir com raparigas ao cinema por isso era o que tinha). Neste BvS, o batmobile não me fez nada. Eu sei que está lá um modelo realmente construido mas só consigo ver CGI. Não me causou qualquer impacto e o mesmo digo sobre a Batwing. Até o Batman de 1989 tem um uso de veiculos muito mais impressionante.
Nem tudo é horrível no filme. Além do início, tudo o que é feito com o Batman está fantástico (veiculos à parte). Com o Super-Homem, nem tanto. Não acho que ele seja uma personagem neste filme. É um filme do Batman onde o Super-Homem é o tema. As únicas cenas onde achei o Super-Homem interessante foi em tudo o que envolvesse a mãe. Mas mesmo sabendo que não é a melhor versão do Super-Homem, não consigo odiar Henry Cavill no papel. Considero que é o pior das 3 últimas encarnações (sim, acho que Hollywood deve um pedido de desculpa ao Brandon Routh) mas só está a seguir ordens de alguém que sempre quis fazer um filme do Batman. Não é que tenha muito para fazer e à parte dos pêlos do peito a sairem pelo fato e olhinhos de cãozinho constante, acho que faz um bom trabalho dentro do possível. Só não consegue competir com a presença do Ben Affleck. Jeremy Irons foi uma boa escolha para Alfred e Gal Gadot embora não faça muito no filme, brilha como Wonder Woman a ponto de me provocar interesse no seu filme a solo enquanto não me recordo que Chris Pine está no elenco.
Mas vamos falar sobre Jesse Eisenberg. Zombieland à parte, nunca gostei do actor. Nunca o considerei mau actor, simplesmente é daqueles que só de olhar irrita, pelo que temos muito em comum. Mas fui uma de cinco pessoas que gostou da sua personagem pelos trailers. Assim que o vejo no filme, está demasiado over-the-top, mesmo para um filme com uma luta de homens em pijama. Mas com o tempo habituei-me e mesmo sendo por vezes irritante, achei interessante o facto de parecer estar num filme completamente diferente o que beneficia o tipo de personagem. Preferia um Lex Luthor mais sério? Sim, mas pelo menos foi uma performance diferente e pareceu ser das poucas pessoas que se divertiu a fazer o filme. Dito isto, compreendo perfeitamente quem não tenha gostado da performance. Deixo aqui um bom resumo do que é Lex Luthor neste filme, com especial destaque para a sua última cena:
Mas nós fomos a este filme para ver a luta do século: Deus contra Dinheiro.
No fundo, gostei. Achei que ambas personagens tiveram os seus momentos e a conclusão da luta deixou-me satisfeito, o que pelo que tenho visto não é uma opinião popular, mas gostei da desculpa que arranjaram e foi dos poucos momentos do filme que me deixaram investido para o que se seguia.
Mas houve uma falha grave na batalha. Até meio do filme, vá, eu achei as motivações para Bruce Wayne e Clark Kent andarem à zaragata bastante credíveis. Os motivos de Bruce são mais naturais, mas não havia muito mais para motivar o Clark. Excepto que, entretanto, houve. O problema que isso trouxe foi que a luta já não teve o mesmo efeito pois queriamos que o Super-Homem ganhasse porque tem de ser. Em vez de uma luta de diferentes pontos de vista, tanto a luta como o próprio Batman passaram a ser um obstáculo e pela primeira vez no filme é o Batman que perde interesse, dando lugar para a personagem que é Super-Homem (tou um bocado farto de dizer Super-Homem mas também já estamos a acabar). Mas como digo, o final da luta foi bom para os manter em pé de igualdade.
Resta então falar do Doomsday.
Teria sido tão, mas tão melhor se não tivessem arruinado a surpresa com o trailer.
Quando Doomsday surge, até que fiquei com esperanças. Foi bem apresentado e intimidante. Entretanto começa a mexer-se mais e lembro-me que já passei o Batman: Arkham Asylum na PS3. A luta não convence. Gosto das suas transformações, gosto como o Super-Coiso tenta lidar com ele (resultando num dos shots mais lindos do filme) e a Wonder Woman brilha, mas é um monte de After Effects por todo o lado levando-me a concluir que o filme comete o mesmo erro que Man of Steel: Não estou interessado no que está a passar e a destruição é tanta que depressa se torna insonsa. Antes que me perguntem: "Mas estavas à espera do quê com uma luta entre deuses?"
Estava à espera que fosse divertido.
Passei a maior parte do tempo a ver ogivas cor-de-laranja e quando via alguém era demasiado rápido para deixar-me envolver na luta. Aliás, aposto que o Batman pensou o mesmo.
O resultado foi eu não sentir o que devia com a conclusão da batalha, por mais surpreendente que tenha sido. Mas não deixo de achar um bom final que faz sentido com o resto do filme. Infelizmente também estragaram isso mais à frente mas penso que ou o filme estragava ou o marketing faria isso mais tarde.
Ora, portanto, achei que o filme merece a tareia que está a levar dos criticos? Em teoria, merece porque cada um tem a sua opinião e a maioria ou detestou o filme ou gostou mas não o suficiente. Eu vou para a última. Sinto que está aqui um bom filme algures, mas precisa de ser limpo e de ter uma conversa séria à mesa com os pais presentes.
O filme arrisca bastante e toca em temáticas algo ousadas que outros filmes do género não se atrevem a aproximar. É também bastante violento e por poucas vezes chega a causar suspense inesperado, destancando aqui a primeira aparição do Batman. A minha cena favorita depois do inicio tem de ser a da Senadora. Quem viu, sabe do que falo, e provavelmente foi surpreendido como eu. Das cenas mais brilhantes e mais memoráveis do filme. E existe uma boa quantidade de momentos brilhantes, dando como outro exemplo o discurso do Lex Luthor na sua festa que o Jimmy Kimmel invade. Não me referindo a todo o texto em si mas em como em apenas uma frase conseguiram explicar quais são as motivações do Lex e o que é a sua personagem, sem ter de ser demasiado directo com uma conversa com a Anne Hathaway.
Mas por mais que goste do filme, a verdade é que está cheio de lixo e o terceiro acto não convence que tenha valido a pena. Quando dizem que a DC quis fazer o que a Marvel fez em 5 anos com um único filme, eu não concordo que seja má ideia. Acho que foi inteligente e tiveram a cabeça no sitio certo. Só deixaram foi o gato andar pelo teclado enquanto iam buscar café. Já todos conhecemos o Super-Homem e já estam(os) fartos do Batman e a Wonder Woman teve desenvolvimento suficiente para o que se queria dela, não é preciso esperar 3 anos para ver este filme até porque o resultado seria o mesmo, além de ser bom haver uma forma nova e corajosa de abordar estas histórias, já que não nos vão largar durante pelo menos uma década.
Pensamentos finais: Tou com alguma curiosidade para a Justice League, para o filme a solo do Ben Affleck e para Suicide Squad, mais que não seja para ver como é que Ben Affleck interaje com o Joker.
Em suma: Não considero Batman v Já-Foste um desastre total, mas é muito provavelmente o que vocês esperam que vá ser. E esta frase foi bastante esclarecedora.
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Eu posso não conseguir dissecar uma obra do Tarkovsky sem parecer um idiota. No entanto, sou muito bom a escrever imensos parágrafos sobre o Batman que nem um idiota, e isso não ensinam eles na escola da Amadora.
Portanto preparem-se porque o artigo vai ser escrito como fanboy.
Como alguns fiéis leitores sabem, eu sou um valente tarado sexual pela trilogia do Nolan. The Dark Knight Rises incluido, que é para verem que não estou a brincar. Portanto, naturalmente, houve quem ficasse surpreendido por eu não estar muito interessado em ver o Batman v Escuteiro. Iria sempre vê-lo, mas por obrigação. O motivo? Não gosto do Zack Snyder, não gostei do Man of Steel, achei os trailers merdosos e fiquei mais do que satisfeito com a trilogia anterior.
E ali estive eu, na noite de estreia.
Foi bizarro. Começa com uma mulher quase nua, depois há um pirata que começa a ver umas ostras a cantarem e há um homem vestido de banana a levar com terra de uns fulanos a andarem de motocross.
Mas chega de falar da publicidade dinamarquesa, vamos falar sobre o filme.
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| Se bem que este jogo entre o público acabou por ser mais emocionante |
Quando o filme começa, conquista-me por imediato. É o lado bom do Zack Snyder, o lado que fez o Watchmen que tanto adoro, e amei cada segundo desta primeira cena... excepto como acaba mas dá para perdoar. Trata-se da cena que já vimos 30 vezes, a morte dos pais do Bruce. Felizmente, é feita com o mesmo tratamento visto em The Incredible Hulk, ou seja, uma montagem. Embora eu prefira a ordem de eventos da origem no Batman Begins, não deixou de ser eficaz.
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| Como eu disse, conquistou-me logo |
Segue-se a cena vista no trailer de Metropolis a ser destruida. Toda a cena é fantástica e irónicamente trouxe-me muito mais emoção do que quando vi Man of Steel. E eis que acontece. Ali está ele. O primeiro momento estúpido do filme. Um sujeito que se encontra na torre Wayne a ver prédios a cairem na cidade, presumo para partilhar no Snapchat, recebe uma chamada do Ben Affleck: "Olha, desçam as escadas", ao que responde o senhor:"ah ya".
Temos então a cena do Bruce a abraçar a rapariga o que foi genuinamente comovente... até surgir a música. Do nada, a cena torna-se hilariante com o exagero da música de "Vingança", quase parecendo uma paródia do YouTube. É bizarro achar que a música é um dos problemas do filme, mas de facto a música nem sempre se enquadra com a atmosfera que querem dar e em vez de emergir acaba por distrair do que estamos a ver. Atenção, há algumas músicas muito boas, com destaque novamente para a morte dos Wayne que deu um bom tom ao filme. Aprecio também terem dado um tema a cada personagem mas no geral não soou tanto a uma soundtrack e sim uma mescla de vários samples diferentes. Não é isso que estraga o filme mas não ajuda a experiência.
Ainda assim todo este inicio continua a valer uma boa pontuação no Letterboxd. Mas é precisamente a partir da próxima cena que tudo se começa a estragar.
O filme tem mais enredos que uma novela da TVI e à semelhança, só queremos saber se a Alexandra Lencastre morre no final ou não. E é o segundo maior problema do filme. É tudo desnecessário. O que a Lois Lane faz no filme não fez sentido nenhum e além de confuso só consegui perceber que foi tudo inútil. É a personagem mais forçada e tudo o que lhe acontece no final podia perfeitamente acontecer de forma muito mais simples, não querendo explicar melhor por questões de spoiler. A cena (também no trailer. Aliás está lá o filme todo) em que o Batman luta contra soldados do Super-Homem é, tal como suspeitava, irrelevante. Parece o Age of Ultron onde estamos a ver preparações para os eventos futuros. Isto do "Universo Cinemático" fica lindo na prateleira com todos os DVDs, mas eu paguei para ver o Batman contra o Super-Homem e é essa história que me interessa. Chegámos ao momento em que além de teasers para trailers, temos trailers dentro dos filmes. É engraçado apanhar as referências e ficar entusiasmado para as possibilidades mas é preciso manter foco sobre a história que começámos a contar. Em Batman Begins, na última cena o Jim Gordon mostra uma carta de um Joker ao Batman e o filme acaba. Ficámos a saber que no caso de haver uma sequela, o Joker será o vilão. Houve bastante nerdgasms e a história manteve-se concentrada. Não foi preciso o Batman ir encontrando cartas do Joker pelas ruas de Gotham e ponderar sobre qual o significado daquilo.
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| Se bem que eu próprio me interrogo diáriamente |
Todas estas cenas inúteis cortavam uma valente meia hora ao filme e talvez lhe desse mais 5% no Rotten Tomatoes e não tivesse que ir à segunda fase.
Falando por uma última vez no Nolan antes que se aborreçam (no caso de ainda estarem neste artigo), a perseguição do Tumbler no Batman Begins foi das melhores experiências que tive numa sala de cinema (nunca cheguei a ir com raparigas ao cinema por isso era o que tinha). Neste BvS, o batmobile não me fez nada. Eu sei que está lá um modelo realmente construido mas só consigo ver CGI. Não me causou qualquer impacto e o mesmo digo sobre a Batwing. Até o Batman de 1989 tem um uso de veiculos muito mais impressionante.
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| Não que esteja mal feito, mas não me fez sentir emoção nenhuma |
Nem tudo é horrível no filme. Além do início, tudo o que é feito com o Batman está fantástico (veiculos à parte). Com o Super-Homem, nem tanto. Não acho que ele seja uma personagem neste filme. É um filme do Batman onde o Super-Homem é o tema. As únicas cenas onde achei o Super-Homem interessante foi em tudo o que envolvesse a mãe. Mas mesmo sabendo que não é a melhor versão do Super-Homem, não consigo odiar Henry Cavill no papel. Considero que é o pior das 3 últimas encarnações (sim, acho que Hollywood deve um pedido de desculpa ao Brandon Routh) mas só está a seguir ordens de alguém que sempre quis fazer um filme do Batman. Não é que tenha muito para fazer e à parte dos pêlos do peito a sairem pelo fato e olhinhos de cãozinho constante, acho que faz um bom trabalho dentro do possível. Só não consegue competir com a presença do Ben Affleck. Jeremy Irons foi uma boa escolha para Alfred e Gal Gadot embora não faça muito no filme, brilha como Wonder Woman a ponto de me provocar interesse no seu filme a solo enquanto não me recordo que Chris Pine está no elenco.
Mas vamos falar sobre Jesse Eisenberg. Zombieland à parte, nunca gostei do actor. Nunca o considerei mau actor, simplesmente é daqueles que só de olhar irrita, pelo que temos muito em comum. Mas fui uma de cinco pessoas que gostou da sua personagem pelos trailers. Assim que o vejo no filme, está demasiado over-the-top, mesmo para um filme com uma luta de homens em pijama. Mas com o tempo habituei-me e mesmo sendo por vezes irritante, achei interessante o facto de parecer estar num filme completamente diferente o que beneficia o tipo de personagem. Preferia um Lex Luthor mais sério? Sim, mas pelo menos foi uma performance diferente e pareceu ser das poucas pessoas que se divertiu a fazer o filme. Dito isto, compreendo perfeitamente quem não tenha gostado da performance. Deixo aqui um bom resumo do que é Lex Luthor neste filme, com especial destaque para a sua última cena:
Mas nós fomos a este filme para ver a luta do século: Deus contra Dinheiro.
No fundo, gostei. Achei que ambas personagens tiveram os seus momentos e a conclusão da luta deixou-me satisfeito, o que pelo que tenho visto não é uma opinião popular, mas gostei da desculpa que arranjaram e foi dos poucos momentos do filme que me deixaram investido para o que se seguia.
Mas houve uma falha grave na batalha. Até meio do filme, vá, eu achei as motivações para Bruce Wayne e Clark Kent andarem à zaragata bastante credíveis. Os motivos de Bruce são mais naturais, mas não havia muito mais para motivar o Clark. Excepto que, entretanto, houve. O problema que isso trouxe foi que a luta já não teve o mesmo efeito pois queriamos que o Super-Homem ganhasse porque tem de ser. Em vez de uma luta de diferentes pontos de vista, tanto a luta como o próprio Batman passaram a ser um obstáculo e pela primeira vez no filme é o Batman que perde interesse, dando lugar para a personagem que é Super-Homem (tou um bocado farto de dizer Super-Homem mas também já estamos a acabar). Mas como digo, o final da luta foi bom para os manter em pé de igualdade.
Resta então falar do Doomsday.
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| Frame tirado do filme, com CGI finalizado |
Teria sido tão, mas tão melhor se não tivessem arruinado a surpresa com o trailer.
Quando Doomsday surge, até que fiquei com esperanças. Foi bem apresentado e intimidante. Entretanto começa a mexer-se mais e lembro-me que já passei o Batman: Arkham Asylum na PS3. A luta não convence. Gosto das suas transformações, gosto como o Super-Coiso tenta lidar com ele (resultando num dos shots mais lindos do filme) e a Wonder Woman brilha, mas é um monte de After Effects por todo o lado levando-me a concluir que o filme comete o mesmo erro que Man of Steel: Não estou interessado no que está a passar e a destruição é tanta que depressa se torna insonsa. Antes que me perguntem: "Mas estavas à espera do quê com uma luta entre deuses?"
Estava à espera que fosse divertido.
Passei a maior parte do tempo a ver ogivas cor-de-laranja e quando via alguém era demasiado rápido para deixar-me envolver na luta. Aliás, aposto que o Batman pensou o mesmo.
O resultado foi eu não sentir o que devia com a conclusão da batalha, por mais surpreendente que tenha sido. Mas não deixo de achar um bom final que faz sentido com o resto do filme. Infelizmente também estragaram isso mais à frente mas penso que ou o filme estragava ou o marketing faria isso mais tarde.
Ora, portanto, achei que o filme merece a tareia que está a levar dos criticos? Em teoria, merece porque cada um tem a sua opinião e a maioria ou detestou o filme ou gostou mas não o suficiente. Eu vou para a última. Sinto que está aqui um bom filme algures, mas precisa de ser limpo e de ter uma conversa séria à mesa com os pais presentes.
O filme arrisca bastante e toca em temáticas algo ousadas que outros filmes do género não se atrevem a aproximar. É também bastante violento e por poucas vezes chega a causar suspense inesperado, destancando aqui a primeira aparição do Batman. A minha cena favorita depois do inicio tem de ser a da Senadora. Quem viu, sabe do que falo, e provavelmente foi surpreendido como eu. Das cenas mais brilhantes e mais memoráveis do filme. E existe uma boa quantidade de momentos brilhantes, dando como outro exemplo o discurso do Lex Luthor na sua festa que o Jimmy Kimmel invade. Não me referindo a todo o texto em si mas em como em apenas uma frase conseguiram explicar quais são as motivações do Lex e o que é a sua personagem, sem ter de ser demasiado directo com uma conversa com a Anne Hathaway.
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| Eu consigo, mas tenho muita dificuldade em defender esta cena. |
Mas por mais que goste do filme, a verdade é que está cheio de lixo e o terceiro acto não convence que tenha valido a pena. Quando dizem que a DC quis fazer o que a Marvel fez em 5 anos com um único filme, eu não concordo que seja má ideia. Acho que foi inteligente e tiveram a cabeça no sitio certo. Só deixaram foi o gato andar pelo teclado enquanto iam buscar café. Já todos conhecemos o Super-Homem e já estam
Pensamentos finais: Tou com alguma curiosidade para a Justice League, para o filme a solo do Ben Affleck e para Suicide Squad, mais que não seja para ver como é que Ben Affleck interaje com o Joker.
Em suma: Não considero Batman v Já-Foste um desastre total, mas é muito provavelmente o que vocês esperam que vá ser. E esta frase foi bastante esclarecedora.
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- SPOILERS -
Dear Mr. Snyder:
Se a primeira sequência do filme não fosse um sonho, juro que tinha saído da sala. Talvez o senhor não tenha recebido o memorando a recordar que a origem do Batman é das mais conhecidas do planeta.... Valeu apenas por terem metido o Comedian na cena, mas o que se segue não é nenhum Watchmen... E nem tinha que ser, mas para um filme com a ambição de estabelecer o Universo Cinemático da DC Comics ficou muito aquém....
Li para ai em entrevistas que é fã da banda desenhada, que fez um filme para os fãs da banda desenhada. Porra, só se for das mais fracas da recente reformulação da DC Comics que também fez muita merda com o Super-Homem. A ânsia de "modernizar" à custa da essência de um personagem construído ao longo de oito décadas para agradar a um certo tipo de público de blockbusters pode compensar na boxoffice mas estraga a "marca"1. Há muita gente convencida que o mundo contemporâneo não tolera ou acha desinteressante um herói "bonzinho" e com princípios. Mas basta ver o que a concorrente Marvel fez com o Capitão América. Um homem fora do seu tempo, com "valores", sem ser um tótó ou um bully. A obsessão bacoca de retratar o Super-Homem como o Messias só tem produzido cenas de bosta (vide Man Of Steel). Por contraste, a mitológica Wonder Woman não podia ter uma abordagem mais diferente, e que funcionou como um dos melhores elementos da fita. O Batman da luta do armazém - antes da luta final - é o melhor Batman em imagem real até ao momento, dou o braço a torcer, o Batffleck está muito bem ao longo do filme, ainda que em cenas desconexas, desnecessárias e com certos frases de efeito risíveis, que me entraram por um ouvido e saíram pelo outro mais rápido que o Flash.. E falando nisso, aqueles cameos do Flash, Aquaman e Cyborg deram um cringe daqueles de revoltar o estômago. Tecnicamente tenho pouco a apontar, bons efeitos especiais, principalmente à luz do dia em Metropolis. A edição necessitava de bastantes ajustes, mas o meu grande problema é o argumento, que consegue a momentos ser arrastado como no seguinte esquizofrénico.
Seguindo a tradição dos comics, primeiro os heróis encontram-se, por mal entendidos lutam e depois kumbaya e combatem o inimigo comum. Neste caso, a versão mais irritante do Lex Luthor (sim ainda mais que o do Gene Hackman) com óbvios problemas mentais e daddy issues ( dá para perceber na 20ª vez que ele menciona o pai) que odeia o Super-Homem e toda a gente porque...sim? Mas como não ia durar 2 milésimos de segundo em confronto com o Super, o Dr. Lex Frankenstein - depois de ter acesso ilimitado ao arquivo que contém o conhecimento de 100.000 civilização extraterrestres - cria o seu próprio monstro: Doomsday, o famoso monstro que matou o Super-Homem na BD o inicio dos anos 90, um acontecimento que até mereceu destaque em noticiários por todo o Mundo. Cumpre o seu papel de besta imparável que requer um grande sacrifício para a neutralizar...
E aquele final...apreciei as referências ao "Dark Knight Returns" e "Morte do Super-Homem", mas o senhor ou o seu argumentista podiam ter arranjado outra motivação para a formação dos Avengers da Liga da Justiça. Estava à espera a todo o momento que o Super-Homem saltasse do caixão e gritasse: "Brincadeira!!!!"
Deixei de ver um ou dois episódios do Daredevil para ir ao cinema e sair zangado. Acho que isso já não me acontecia desde que fui ver o "Double Dragon" nos anos 90.
Lembrei-me agora que escrevi isto tudo em português. Portanto a não ser que o Sr. Snyder costume passar férias em Albufeira, vou traduzir: F*ck You! F*ck you and your producers! I hope you choke on the tons of money the public is going to spend
Lembrei-me agora que escrevi isto tudo em português. Portanto a não ser que o Sr. Snyder costume passar férias em Albufeira, vou traduzir: F*ck You! F*ck you and your producers! I hope you choke on the tons of money the public is going to spend
Best Regards,
Cine31
1) - Acredito que versões radicalmente distantes de personagens já estabelecidos são interessantes, em histórias como What if... ou Elseworlds, mas precisamente porque apresenta uma visão alternativa de um personagem ou acontecimentos que conhecemos bem e que podemos comparar. Este novo universo da DC Comics no cinema estabelece logo de inicio um Super-Homem desligado das suas raízes. E recordo que na época trocei dos profetas da desgraça que previram a influência de Christopher Nolan nos filmes de heróis como o catalisador para uma leva de filme supostamente "sérios" (supostamente mais "adultos" mas na realidade superficiais), mas apenas arrogantes e aborrecidos, pelas mãos de realizadores/produtores/argumentistas que apesar de se declararem fãs do meio não compreendem a nona arte nem os personagens ou temas que a habitam... Felizmente, no geral, a Marvel conseguiu contornar essa armadilha.
Star Wars ao estilo da arte tradicional chinesa.
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"Miss Peregrine’s Home For Peculiar Children" ou os "X-Men: First Class" de Tim Burton. A Eva Green tem muito melhor aspecto que o Professor Xavier!
O Trailer:
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Finalmente foi revelado o Trailer 2 para "Captain America: Civil War", que FINALMENTE mostra a porra do Homem-Aranha (Spider-Man)!
O vídeo no Youtube:
[via CBM]
















