Black Panther (2018)
Talvez o filme menos conectado ao "Marvel Cinematic Universe" até ao momento, mas não digo isso como algo negativo. Tem espaço para ser seu próprio micro-universo, e trata precisamente do isolacionismo e as implicações do seu fim. O herói não é tão exuberante - e divertido - como os vilões, mas ele tem seus momentos. E fico feliz que a figura de Killmonger, embora humana e vulnerável, não tenha sido demasiado romantizada, mas mostrada como ele é: um candidato a genocída. E eu aposto que no mundo real, os candidatos a genocída e construtores de muros (assim como seus seguidores) que viram o filme, temem agora que seus vizinhos de pele escura sejam agentes secretos de uma misteriosa nação estrangeira. Nação essa, que ironicamente - ou não - é uma versão high-tech da América sonhada por Trump, mas com saúde universal grátis. Claro, o filme tem uma mensagem de unidade, mas, felizmente, não é muito pregador. E o Killmonger não é o herói da mudança como tenho lido por ai, teve...